quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Quando malhar pode ser prejudicial à saúde



Fonte:http://www.inteligemcia.com.br


Entenda o que é a Vigorexia e porque ela está invadindo as academias


Exercitar-se é um hábito saudável, mas que deve ser praticado com moderação, alerta Dr. Mohamad Barakat, nutrólogo e especialista em metabologia e fisiologia do exercício. "É comum observar pessoas que passam horas malhando em busca de corpos esculturais e perfeitos, porém é importante ficar atento aos sintomas de uma doença ainda desconhecida, a vigorexia", ressalta o especialista.

Vigorexia ou Síndrome de Adônis (em referência ao deus grego de grande beleza física) é um distúrbio psicológico caracterizado pela dependência de atividade física. "Assim como na anorexia, o vigoréxico distorce a própria imagem. Mesmo quando já está forte e com físico bem definido, ainda se enxerga magro e fraco, sensação que apenas se ameniza após a prática exaustiva de exercícios", explica Barakat.

O distúrbio afeta majoritariamente homens, entretanto, o número de casos de vigorexia em mulheres tem aumentado consideravelmente. Segundo Barakat, a população é constantemente bombardeada com referências sociais e culturais quanto ao corpo perfeito e, assim, não satisfeitos com os resultados dos exercícios e na fissura de conseguir melhores resultados, algumas pessoas recorrem ao uso de anabolizantes, o que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas e disfunções hormonais que afetam diretamente o funcionamento do sistema reprodutor.

Diante deste cenário, Barakat reforça ser fundamental realizar qualquer tipo de exercício com acompanhamento de um profissional qualificado para que a pessoa atinja os objetivos sem comprometer a saúde. "Nós, profissionais temos papel fundamental na prevenção da vigorexia. Além de trabalhar o corpo, temos de estar atentos aos sinais psicológicos de nossos alunos."


Consequências


Segundo Barakat, é essencial diagnosticar e tratar a vigorexia o quanto antes, pois as consequências da prática compulsiva de atividades físicas vão desde insônia, falta de apetite, irritabilidade, desinteresse sexual, fraqueza, cansaço constante e dificuldade de concentração até, em casos mais graves, problemas físicos e estéticos, como desproporção displásica, problemas ósseos e articulares devido aos pesos excessivos, falta de agilidade e encurtamento de músculos e tendões.


Dr. Mohamed Barakat é formado pela UNIFESP/EPM. Especializou-se em Nutrologia, Metabologia pela ABRAN (Associação Brasileira de Nutrologia) e Fisiologia do Exercício pela UNIFESP/EPM. É Master Ciências do Anti-envelhecimento pela UNIP/SP e Pós-graduado em Endocrinologia pela IPEMED.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Novo Video - Série com Exercicios Funcionais

Prof. Rogério Cardoso da Fit Labore Grupo de Corrida e Caminhada realiza uma série de treinamento funcional com 5 exercícios que trabalha todo o corpo! Mexa-se Mais, Viva Mais! Acesse: www.fitlabore.com.br ou no Facebook: Fit Labore Assessoria Esportiva e no twitter: @rogercbar

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Depoimento Guilherme Pignatti - Fit Labore


Pessoal, um depoimento de um cliente e aluno FIT LABORE que faz o treinamento de corrida à distancia! Treinamos pessoas pelo Brasil e até gente de fora do País!
Rogério Cardoso

Depoimento do cliente Guilherme Pignatti
"É uma experiência muito satisfatória e estimulante. Antes eu corria sem planejamento algum, estava caindo em uma rotina de treino que estava a ponto de desistir e parar com a corrida. Quando eu conheci a Fit e comecei realizar as atividades das planilhas, comecei a resgatar a paixão pela corrida. Percebi que me faltava a base da corrida e logo entendi que tive que começar novamente (praticamente do zero) e gradativamente fui melhorando e mesmo a distância, sem contato com a Fit mais não menos sem o acompanhamento, comecei a correr novamente com prazer, com alegria, fato que não ocorria antes. Agora, mesmo estando longe, mesmo sem o grupo da Fit, estou muito feliz e atingindo os resultados que eu quero."

Novo hormônio pode ser usado para tratamento contra obesidade


Fonte:revistafator.com.br

Uma descoberta da Harvard Medical School e do Instituto do Câncer Dana Farber, em Boston (EUA), pode ajudar no combate à obesidade e a doenças decorrentes dela, como diabetes e problemas cardíacos. Especialistas identificaram o hormônio irisin, que é acionado durante os exercícios físicos e que pode gerar uma força que queima gordura. O hormônio foi testado em roedores que, quando alimentados com uma dieta rica em gordura recebendo o novo hormônio, queimaram mais energia e apresentaram o menor peso corporal se comparados com roedores que utilizaram placebo.

De acordo com os pesquisadores, o hormônio é uma substância natural produzida durante os exercícios físicos que tem um claro potencial terapêutico. Segundo Fabiano Sandrini, endocrinologista do laboratório Sérgio Franco, a pesquisa constata a importância dos exercícios físicos para o corpo humano. “O estudo revelou mais um bom motivo para praticar esportes e fazer atividades físicas, que podem estar diretamente relacionados a mudanças benéficas no corpo, que previnem e ajudam na cura de doenças”, declara.

O PhD em Endocrinologia afirma que a descoberta é de grande importância devido ao fato de explicar porque o exercício físico é bom para a saúde. No entanto, de acordo com Sandrini, é uma pesquisa que ainda não comprova uma ligação concreta do hormônio com a redução da obesidade. “E este estudo inicial em animais, além de poder não vir a comprovar a hipótese de redução de obesidade, também não tem nenhum previsão de uma possível aplicação em humanos. Ou seja, ainda é só uma promessa, por mais relevante que a descoberta tenha sido”, diz.

Sandrini explica que o tecido adiposo é formado por gordura branca, que reúne energia no organismo, e gordura marrom, que pode ajudar na queima de calorias quando se provoca calor no corpo. “Na recente pesquisa norte-americana, os especialistas introduziram o novo hormônio nas células de gordura branca dos roedores, que se tornaram células de gordura marrom capazes de queimar calorias para provocar calor corporal”, explica. O PhD em Endocrinologia ainda diz que a gordura marrom também é chamada de boa e sua principal função é sustentar a temperatura corporal.

Sandrini alerta que o hormônio deve ser aliado a uma boa alimentação e atividades físicas regulares. “Um estudo feito pela Universidade de Illinois (EUA) revela que somente os exercícios podem reduzir o teor de gordura no organismo e, quando aliados a uma boa dieta, os resultados são ainda melhores”, declara.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Autofagia induzida por exercício físico recicla células e previne diabetes


Fonte:ig.com.br

"Sistema de reciclagem" das células, que faz com que elas se adaptem a mudanças nas demandas de energia e de nutrição, só havia sido observado em situações de fome e estresse.

Pesquisa realizada em camundongos mostrou que o exercício físico induz a um "sistema de reciclagem" das células, que faz com que elas se adaptem a mudanças nas demandas de energia e de nutrição. O processo chamado de autofagia acaba por proteger diversos órgãos, entre eles o coração.

“Ficamos muito animados com a descoberta de que 30 minutos de exercício induz fortemente a autofagia em diversos órgãos, entre eles músculo, coração, fígado, pâncreas e tecido adiposo. Antes deste trabalho, somente fome e estresse eram conhecidos como grandes indutores de autofagia”, disse Congcong He, do Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas.

Os pesquisadores realizaram o estudo com dois tipos de camundongos. Um deles foi modificado pelos pesquisadores e não era capaz de realizar a autofagia, o segundo tipo não tinha sofrido modificações. O estudo mostrou que os camundongos que não realizavam autofagia eram incapazes de emagrecer após oito semanas de exercícios. Além disso, os camundongos modificados não conseguiram se exercitar durante tanto tempo quanto seus pares “normais”.

“Isso acontece possivelmente devido a defeitos nos caminhos de sinalização celular que regulam a tomada e o metabolismo da glicose quando se faz exercício. Essas descobertas ilustram o papel importante da autofagia na mediação de benefícios ao metabolismo que não eram ainda conhecidos”, afirmou He.

O estudo também concluiu que o exercício tem papel importante na prevenção de diabetes. “Com base no estudo é possível dizer que a diabetes tipo 2, ao menos em camundongos, pode ser bem prevenida mediante exercício diário, mesmo com uma dieta com muita gordura. Nosso estudo ajuda a desenvolver o conceito de que aumentando a atividade de autofagia em geral pode ser benéfico para combater resistência à insulina, obesidade e complicações metabólicas relacionadas a ela.”

Os pesquisadores querem agora desenvolver molécula que possa “substituir” o exercício. “Nosso sonho é achar um composto que induza a autofagia e possa ‘mimetizar o exercício’ para que possamos aplicá-lo em pessoas que estejam fisicamente confinadas e não possam se exercitam sozinhas. Nosso laboratório está, neste momento, caracterizando um reagente sintético que é capaz de induzi-la in vitro e in vivo”, explicou He.

O trabalho, que foi publicado no periódico científico Nature, também sugere que a ativação da autofagia pode estar conectada a outros benefícios para a saúde relacionada a exercícios diários como proteção do sistema cardiovascular, efeitos anticâncer e extensão do tempo de vida.