quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Boas Festas e Recesso de Final de ano!

Olá,

A Equipe FIT LABORE estará em férias entre os dias 17/ dezembro à 10/janeiro de 2011, recarregando as baterias para entrar em 2011 com muita criatividade , disposição e empenho para a realização de seus objetivos.

Eu estarei de plantão no meu email se você precisar de algo neste período.

Um abraço,

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Estudo revela que proteína deve ser ingerida logo após exercício




Fonte: Folha.com

Proteína muscular aumentou na mesma proporção em jovens e idosos.
Estudo possui limitações, mas abre margem para futuras pesquisas.


Comer proteína após o exercício pode ajudar a fortalecer os músculos, tanto em homens jovens quanto nos mais velhos, sugere um pequeno estudo.

O estudo analisou 48 homens --metade na faixa dos 20 anos e a outra metade na faixa dos 70-- e constatou que, em ambos os grupos, o consumo de uma bebida de proteína após o exercício levou ao aumento maior da proteína muscular, em comparação à ingestão da bebida depois de um período de descanso.

Além disso, a proteína muscular aumentou na mesma proporção em jovens e idosos, informaram os pesquisadores no "American Journal of Clinical Nutrition".

A pesquisa sugere que, ao contrário do que se pensava, a idade avançada não prejudica a forma como o corpo digere e absorve a proteína dos alimentos, segundo os pesquisadores liderados por Luc JC van Loon da University Medical Center de Maastricht, na Holanda.

O estudo tem uma série de limitações. Além do pequeno tamanho, ele não analisou as alterações da massa muscular ao longo do tempo, apenas as mudanças a curto prazo das proteínas das fibras musculares após a ingestão da bebida. Por isso, não está claro quais tipos de ganhos os adultos mais velhos ou mais jovens possam ter por ingerir proteína pós-treino.

Ainda assim, os resultados sugerem que se exercitar antes do consumo de proteínas pode ajudar o corpo a reservar esses nutrientes para uma maior utilização de fortalecimento muscular, segundo a equipe de van Loon.

E para os adultos mais velhos, o exercício deve "claramente" ser considerado uma forma de impulsionar o acúmulo da proteína muscular em resposta ao alimento --e, por extensão, favorecer um envelhecimento saudável.

O estudo incluiu 24 homens idosos, com idade média de 74 anos, e 24 jovens, com idade média de 21 anos. Nenhum deles praticava exercícios regularmente.

Os pesquisadores escolheram aleatoriamente os homens em dois grupos: em um, os homens descansavam por 90 minutos. Em seguida, faziam exercícios por 30 minutos --pedalando uma bicicleta ergométrica e realizando exercícios leves de fortalecimento. No outro grupo, os homens passaram os 30 minutos adicionais relaxando.

Depois, os homens de ambos os grupos ingeriram uma bebida que continha 20 gramas de proteína e, em seguida, tiveram os níveis de aminoácido no sangue medidos repetidamente. Os pesquisadores também tiraram uma pequena amostra de tecido do músculo da coxa de cada homem, mesmo antes da bebida de proteína, e 6 horas depois, para medir as mudanças na quantidade de proteínas no músculo.

Em geral, van Loon e seus colegas descobriram que a proteína muscular aumentou em maior medida no grupo que se exercitou, e tanto os mais velhos quanto os mais jovens mostraram benefícios similares.

É bem sabido que a massa muscular tende a diminuir com a idade, e alguns pesquisadores propuseram que uma razão pode ser que, em pessoas mais velhas, a produção de proteína muscular pelo corpo responde de forma menos eficiente à proteína do alimento, e também para o exercício.

No entanto, os resultados atuais sugerem que esse pode não ser o caso.

"Abordagens alimentares são necessários para prevenir e atenuar as perdas de massa muscular relacionadas à idade", disse Van Loon.

Com base nestes resultados, ele conclui que é possível que ingerir proteínas após o exercício permite uma maior utilização da proteína derivada de alimentos para a construção muscular, tanto em jovens quanto em velhos.

DA REUTERS

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Paradoxo da academia: exercicio fisico x emagrecimento



Fonte: Revista Galileu

O paradoxo da academia

Durante décadas, o culto ao exercício físico tem sido um sinônimo da luta pelo emagrecimento. Mas a ciência nunca conseguiu provar que uma coisa realmente leva à outra

Vamos começar com algumas perguntas para pensar durante os 30 (ou 60 ou 90) minutos que você gasta queimando calorias na academia todos os dias ou, talvez, enquanto se sente culpado por não fazer isso. Se os magros são fisicamente mais ativos que os gordos - um fato inquestionável para a ciência às vezes obscura do controle de peso -, isso quer dizer que malhar transformará uma pessoa gorda em uma pessoa magra? E isso quer dizer que ficar sentado no sofá transformará uma pessoa magra em uma pessoa gorda? Que tal uma variação matemática sobre essas questões?

Digamos que freqüentamos a academia e queimamos 3.500 calorias toda semana. Isso são 700 calorias por sessão, cinco vezes por semana. Se meio quilo de gordura equivale a 3.500 calorias, isso quer dizer que ficaremos meio quilo mais magros para cada semana de exercício? E que continuaremos a perder peso nesse ritmo enquanto continuarmos a nos exercitar?

Para a maioria de nós, o medo do excesso de gordura é a razão para nos exercitarmos e a maior motivação que nos leva à academia. É por isso também que as autoridades da área da saúde têm incentivado mais exercícios como parte de uma vida mais saudável. Se estivermos gordos, ou mais gordos do que deveríamos, nos exercitamos. Queimamos calorias. Gastamos energia. Continua gordo? Queime mais. As diretrizes do Departamento de Agricultura dos EUA para uma dieta saudável, por exemplo, recomendam que nos empenhemos em fazer uma hora de atividade física "de moderada a mais vigorosa", apenas para manter o peso, ou seja, que nos impeça de engordar. Considerando a ambigüidade da mensagem e a simplicidade do conceito - queime calorias, perca peso -, não seria bom crer que isso é verdade? A pegadinha é que a ciência sugere que não. Logo, todas as respostas para as questões acima são negativas.

A Associação Americana do Coração e a Faculdade Americana de Esportes e Medicina publicaram um novo guia em setembro. Ele sugere que 30 minutos de atividade física moderada, cinco dias por semana, bastam para "promover e manter a saúde". O guia não afirma que mais exercício leva à perda de peso. Na verdade, o melhor que ele poderia dizer sobre essa relação seria algo como "é razoável acreditar que pessoas com gastos relativamente altos de energia teriam menor propensão ao ganho de peso se comparadas àquelas com um gasto de energia menor".

Meio século depois

Em outras palavras, apesar do meio século de esforços para provar o contrário, os cientistas ainda não conseguem dizer que exercícios nos ajudam a manter mais quilos longe de nós. Os 30 minutos recomendados pelo relatório são o ponto de partida de recentes guias de outras organizações - como o Instituto de Medicina das Academias Americanas e a Associação Internacional para Estudos sobre Obesidade.

As bases do tal relatório foram publicadas em 2000 por dois pesquisadores finlandeses que analisaram todas as pesquisas relevantes sobre peso e exercício dos 20 anos anteriores. Ainda assim, o relatório finlandês dificilmente pode ser visto como a solução da questão. Quando os pesquisadores viram os resultados de dúzias dos mais bem construídos experimentos em manutenção de peso - seguidores de dieta que tentavam manter a linha -, eles descobriram que todos voltaram a engordar. E, dependendo do experimento, os exercícios podiam derrubar as taxas desse ganho de peso (-90 g por mês) ou aumentá-las (50 g por mês). Como os próprios finlandeses concluíram, a relação entre exercício e peso é "mais complexa" do que eles imaginaram.

Isso não é dizer que não há excelentes razões para sermos fisicamente ativos. Podemos apenas curtir exercícios. Podemos melhorar nosso físico como um todo, podemos viver mais - reduzindo nosso risco de sofrer de doenças cardíacas ou diabetes - e provavelmente nos sentiremos melhor com nós mesmos.

Uma coisa que se pode dizer sobre exercícios, com alguma certeza, é que eles tendem a nos deixar com fome. Se queimarmos mais calorias, teremos boas chances de consumir mais calorias.

É difícil conseguir que autoridades da área da saúde dos EUA falem sobre a falta de coerência entre suas recomendações oficiais e as evidências científicas que as fundamentam. Elas querem encorajar uma nação obesa a exercitar-se, mesmo que não existam bases científicas para isso. Vejamos um exemplo. Steve Blair, professor da Universidade da Carolina do Sul e co-autor do guia do Instituto de Medicina das Academias Americanas e da Associação Internacional para Estudos sobre Obesidade, diz que era "baixo, gordo e careca" quando começou a correr aos 30 anos. Agora, aos 68, ele é baixo, mais gordo e mais careca. Ao longo das décadas, ele estima ter corrido quase 129.000 km e ganho mais ou menos 15 quilos.

Corrida, fome e obesidade

Quando perguntei a Blair se ele achava que seria mais magro se tivesse corrido ainda mais, ele teve que parar para pensar. "Eu não vejo como eu poderia ter sido mais ativo", disse. "Trinta anos atrás, eu corria 80 km por semana. Mas, se eu pudesse ter me exercitado por duas ou três horas por dia nas últimas duas décadas, talvez não tivesse ganho tanto peso." Mas talvez ele tivesse engordado do mesmo jeito. Se confiarmos no relatório do Instituto de Medicina das Academias Americanas e da Associação Internacional para Estudos sobre Obesidade, que ele co-escreveu, há poucas razões para acreditar que o tanto que ele correu fez alguma diferença. Apesar de tudo, Blair acredita que seria mais gordo se não corresse. Por quê?

Houve um tempo em que ninguém acreditava que exercícios podiam ajudar alguém a perder peso. Até os anos 1960, clínicos que tratavam de pessoas acima do peso e obesas consideravam a idéia ingênua. Quando Russel Wilder - um especialista em obesidade e diabetes - deu uma palestra sobre excesso de peso em 1932, disse que seus pacientes tendiam a emagrecer mais se ficassem em repouso, "já que exercícios muito severos diminuem a taxa de perda de peso".

O problema, como ele e seus contemporâneos constataram, é que exercícios leves queimam um número insignificante de calorias, quantidades que são superadas por pequenas mudanças na dieta. Em 1942, Louis Newburgh, pesquisador da Universidade de Michigan, calculou que um homem de mais ou menos 114 quilos gasta apenas 3 calorias subindo um lance de escadas, o equivalente à privação de um quarto de colher de chá de açúcar ou a 0,28 grama de manteiga. "Ele terá que subir 20 lances de escada para se livrar da energia contida em uma fatia de pão!", observou Newburgh.

Esses médicos depois concluíram que exercícios mais intensos não ajudam porque aumentam o apetite. "Um exercício de musculação vigoroso geralmente resulta em uma demanda imediata de uma boa refeição", notou Hugo Rony, da Universidade de Northwestern (EUA), em seu livro de 1940, "Obesidade e Magreza". "Gastos altos ou baixos resultam em níveis altos ou baixos de apetite. Sendo assim, homens praticando exercício físico pesado comem mais do que outros envolvidos em ocupações sedentárias. Estatísticas mostram que a média de consumo diário de lenhadores supera 5.000 calorias, enquanto que a de alfaiates é de apenas 2.500. Pessoas que mudam suas atividades de leves para pesadas, ou vice-versa, logo desenvolvem mudanças correspondentes em seus apetites." Se um alfaiate virar um lenhador e começar a comer como um, por que não acreditar que o mesmo não irá ocorrer com um alfaiate obeso que decide malhar como um lenhador todos os dias?

Acreditamos no contrário graças ao nutricionista Jean Mayer. Ele começou sua carreira na Universidade de Harvard no início dos anos 1950 e tornou-se o profissional de sua área mais influente dos EUA. Foi presidente da Universidade de Tufts, onde hoje há o Centro Jean Mayer para Pesquisa em Nutrição Humana e Envelhecimento, por 16 anos. Como autoridade em controle de peso humano, estava entre os pioneiros de uma nova geração. Seus predecessores foram todos médicos que trabalharam de perto com obesos e pacientes acima do peso. Mayer, não. Seu treinamento foi em química fisiológica, e ele obteve seu doutorado com uma dissertação sobre a relação das vitaminas A e C em ratos. Nas décadas seguintes, publicou centenas de trabalhos sobre diferentes aspectos da nutrição, incluindo a razão de ficarmos gordos. Mas ele nunca tratou de pacientes obesos em sua rotina.

Já em 1953, depois de alguns anos de pesquisa com ratos em laboratório, Mayer começou a enaltecer as virtudes do exercício para o controle de peso. Em 1959, o jornal "The New York Times" deu crédito a ele por ter "derrubado teorias populares" de que o exercício tinha papel secundário no controle de peso. Mayer sabia que, muitas vezes, obesos comem o mesmo que pessoas magras - ocasionalmente, até menos. Isso parecia excluir a gula como causa do ganho de quilos extras.

Nos anos 1960, Mayer documentou a relação entre a inatividade e o excesso de peso. Ele notou que adolescentes gordinhas comiam "muitas calorias a menos" do que as magrinhas. "As leis da termodinâmica eram, entretanto, desconsideradas por essa descoberta", ele descreveu, porque as garotas obesas gastavam menos energia do que as magras. Elas eram menos ativas - passavam quatro vezes mais tempo assistindo televisão, por exemplo. Mayer também estudou crianças. "O impressionante fenômeno é que bebês mais gordos são quietos, tranqüilos, com consumo moderado de alimentos. Enquanto isso, os bebês que mais comem tendem a ser magros, choram muito, são agitados e se tornam muito nervosos", escreveu o nutricionista. Dessa forma, Mayer concluiu que "alguns indivíduos que nascem quietos e tranqüilos ficam gordos com um consumo moderado de comida. Já outros indivíduos são muito ativos e não ficam gordos, mesmo com um consumo elevado".

Mayer foi o pioneiro na prática, agora popular, de apontar o sedentarismo como o "fator mais importante" para a obesidade e as doenças crônicas que a acompanham. Para ele, os americanos modernos são inertes se comparados a seus "antepassados pioneiros, constantemente engajados em trabalho físico pesado". Toda conveniência moderna, de janelas com controle remoto a escovas de dente elétricas, apenas serve para minimizar as calorias que gastamos. "O desenvolvimento da obesidade", Mayer escreveu em 1968, "é conseqüência da falta de planejamento de uma civilização que gasta dezenas de bilhões na compra de carros, mas não está disposta a incluir piscinas e quadras de tênis nos planos de todas as escolas." As hipóteses de Mayer sempre tiveram defeitos, algo sempre ignorado. Afinal, quem questiona a idéia de que a atividade física é uma panacéia?

A conclusão "quanto mais gordos somos, mais sedentários parecemos ficar" é, na verdade, uma correlação. "É uma observação comum", notou Hugo Rony em 1941, "que muitos obesos são preguiçosos. Isso pode ser, em parte, um efeito que o excesso de peso teria no impulso para a atividade de qualquer pessoa normal." Há também a possibilidade de que a obesidade e a inatividade física sejam sintomas da mesma causa.

Esse problema lógico foi obscurescido pelo ataque de Mayer à função da fome. Mayer admitiu que exercícios poderiam nos deixar com mais fome, mas considerou que esse não era necessariamente o caso. Aí está o ponto central da mensagem de Mayer, a relação entre apetite e exercício físico. "Andar meia hora por dia pode queimar o equivalente a quatro fatias de pão. Mas, se você não anda essa meia hora, você continua com a vontade de comer as mesmas quatro fatias", escreveu o nutricionista.

Mayer baseou sua conclusão em dois (apenas dois) de seus estudos dos anos 1950. O primeiro demonstrou que ratos de laboratório que se exercitavam por poucas horas, todos os dias, comeriam menos que ratos que não faziam atividade alguma. Mas isso talvez nunca fosse contestado. Em experimentos mais recentes, quanto mais os ratos correm, mais eles comem e o peso permanece o mesmo. E, quando os animais são "aposentados", comem mais e engordam mais rapidamente do que aqueles que sempre foram sedentários.

O segundo estudo de Mayer avaliou a dieta, a atividade física e o peso de trabalhadores e comerciantes de um moinho em Bengal, na Índia. Esse artigo continua a ser elogiado, por exemplo, pelo Instituto Americano de Medicina, como uma das únicas evidências de que atividade física e apetite não andam necessariamente de mãos dadas. Mas esse também nunca foi contestado, apesar do meio século de progressos nos métodos de avaliação nutricional e gasto de energia em humanos.

O Boom dos exercícios

O estudo ajudou Mayer a promover sua mensagem pró-exercício com o fervor de uma cruzada moral. Em 1966, ele foi o autor de um relatório do Serviço Americano de Saúde Pública em prol do aumento de atividade física, aliado a uma dieta balanceada, como a melhor forma de perder peso. Em 1969, Mayer comandou a Conferência da Casa Branca sobre Comida, Nutrição e Saúde. "O tratamento da obesidade deve envolver mudanças drásticas no estilo de vida, com alterações nos padrões de dieta e de atividade física", diz o relatório final da conferência. Em 1972, Mayer começou a escrever uma coluna sobre nutrição em um jornal. Certa vez, soando suspeitamente como um médico frente a um de seus pacientes, afirmou que o exercício físico faria "o peso derreter mais rapidamente".

O culto aos exercícios físicos começou no final dos anos 1960, coincidindo com a cruzada de Mayer. Em 1977, o "The New York Times" cobriu o "boom dos exercícios vigorosos, algo bom para você". Em 1980, o "Washington Post" estimou que 100 milhões de americanos estavam participando da "revolução do fitness", data que coincide com o início da epidemia de obesidade. O jornal também notou que a maioria dos praticantes "havia sido taxada de loucos por saúde, uma década antes".

Nesse meio tempo, a comprovação que daria suporte às hipóteses de Mayer nunca surgiu. Meu estudo preferido sobre o efeito da atividade física em prol do emagrecimento foi publicado em 1989 por um time de pesquisadores dinamarqueses. Durante 18 meses, eles encararam o treinamento completo para uma maratona. Ao final, os 18 voluntários homens do estudo tinham perdido uma média de 2,27 quilos. Enquanto isso, as mulheres não registraram "mudanças na composição corporal".

Isso não explica por que compramos a idéia de Mayer de que mais exercício não implica em um maior consumo de comida. Na verdade, repórteres especialistas em saúde compraram a idéia. E todos estávamos lendo suas reportagens, e não as pesquisas. Em 1977, por exemplo, o Instituto Nacional de Saúde sediou sua segunda conferência sobre obesidade e controle de peso. "A importância de exercícios no controle de peso é menor do que se acredita", concluíram os especialistas participantes, "porque o aumento no gasto de energia, devido ao exercício, também tende a aumentar o consumo de comida." No mesmo ano, a revista do "The New York Times" reportou que havia "agora comprovação de que exercícios regulares resultavam em perda de peso permanente". Em 1990, a revista "Newsweek" declarava o exercício como elemento "essencial" de qualquer programa para emagrecimento, e o "The New York Times" afirmou que naquelas raras ocasiões "em que exercícios não são suficientes", para perder peso, "você também deve ter certeza de não comer demais".

Essa filosofia baseada na fé dominou as discussões científicas sobre peso e exercícios. Daí em diante, a idéia de trabalhar o apetite foi descartada. Clínicos, pesquisadores, fisiologistas e até personal trainers passaram a falar sobre fome como um fenômeno exclusivo do cérebro, e não um processo de reabastecimento de energia corporal.

No final das contas, a relação entre atividade física e gordura chega à questão da causa e efeito. O ciclista norte-americano Lance Armstrong, sete vezes campeão da Volta da França, é magro porque queima milhares de calorias durante um dia pedalando? Ou ele é levado a gastar essa energia porque seu corpo é adaptado contra o armazenamento de calorias como gordura? Se seu tecido adiposo é resistente ao acúmulo de calorias, o corpo dele tem pouca escolha senão queimá-las o mais rápido possível, o que Rony e seus contemporâneos chamaram de "impulso de atividade" - algo fisiológico, não uma iniciativa consciente. Seu corpo lhe diz para subir na bicicleta e pedalar, não sua mente.

Nos últimos 60 anos, pesquisadores que estudaram obesidade e controle de peso têm insistido em tratar o corpo humano como uma "caixa preta" termodinâmica. As calorias entram de um lado e saem de outro. A diferença (calorias que entram menos as que saem) geram mais ou menos gordura. O tecido adiposo, nesse modelo termodinâmico, não tem nada a ver com o problema. Apesar disso, as recomendações oficiais indicam menos comida e mais exercícios para emagrecer (ou, ao menos, não engordar). E isso é verdade. Se você privar um humano ou um rato de comida, ele irá emagrecer. Mas esse não é o ponto. Humanos, ratos e, todos os organismos vivos são guiados pela biologia, não pela termodinâmica. Quando somos privados de comida ficamos com fome. Quando nos esforçamos fisicamente, ficamos cansados.

Nosso corpo desenvolveu uma rede completa de retroalimentação. A grande condição para a vida, segundo o fisiologista francês Claude Bernard notou há 140 anos, é manter o ambiente interno de um organismo estável, independentemente do que está acontecendo do lado de fora. Isso é o que o fisiologista Walter Cannon, da Universidade de Harvard, chamou de homeostase, ou "sabedoria do corpo", nos anos 1930. "De alguma maneira, a matéria não estável da qual somos compostos aprendeu o truque de manter a estabilidade", escreveu Cannon.

Entre as muitas coisas reguladas por esse sistema homeostático - como a pressão sanguínea, a glicose, a temperatura, a respiração etc. -, está a quantidade de gordura que carregamos. Dessa perspectiva biológica, pessoas magras não são aquelas com a força de vontade para fazer mais exercício e comer menos. Seus corpos estão programados para mandar as calorias que consomem para os músculos, onde serão queimadas em vez de serem estocadas no tecido adiposo. O resto de nós tende a ir para o outro lado, desviando as calorias e acumulando-as até o excesso. O desvio de calorias em direção a células gordurosas para serem estocadas é um fenômeno conhecido como quebra de combustível.

Metabolismo das gorduras

O trabalho de determinar quais combustíveis (glicose ou ácidos gordurosos) serão usados no processo - e se os estocaremos como gordura ou os queimaremos como fonte de energia - é conduzido pela insulina e pela enzima lipoproteína lípase (LPL). Vale notar que hormônios sexuais também interagem com a LPL e é por isso que homens e mulheres engordam de maneiras diferentes.

Nos anos 1980, bioquímicos e fisiologistas descobriram que, durante a atividade física, o trabalho da LPL aumenta no tecido muscular, e assim nossas células musculares sugam ácidos gordurosos para usar como combustível. Quando acabamos de nos exercitar, o trabalho da LPL aumenta no tecido adiposo, puxando calorias para as células gordurosas. Assim, toda gordura não queimada volta para elas. Quanto mais rigoroso o exercício, maior a perda de nosso tecido adiposo e maior o aumento da atividade da LPL nas células gordurosas. Bingo: por isso ficamos com fome depois de nos exercitarmos. Nosso tecido adiposo reabastece calorias com gordura, privando órgãos do combustível de que precisam e iniciando o impulso de comer. A sensação de fome é o jeito de o cérebro dizer que está tentando satisfazer as necessidades do corpo. Assim como transpirar nos deixa com sede, queimar calorias leva à fome.

Esse estudo nunca foi controverso. Apenas foi considerado irrelevante pelas autoridades, que se fingem de sonsas e consideram a obesidade uma combinação de gula, preguiça e predisposição genética. Mas contemplar os meios pelos quais podemos perder peso, sem considerar o controle hormonal do tecido adiposo, é como imaginar o crescimento de crianças sem levar em conta o papel dos hormônios do crescimento.

Mas ainda há motivos para otimismo. Como a insulina é o principal hormônio afetando a atividade da LPL em nossas células, não surpreende que ela seja o principal regulador de nossa gordura. "A gordura [do tecido adiposo] é mobilizada quando a secreção de insulina diminui", afirma relatório de 1974 da Associação Médica Americana para Comida e Nutrição. Antes disso, a insulina também era considerada irrelevante para a questão do ganho de peso e os meios para perdê-lo. Como a insulina determina o acúmulo de gordura, é possível que fiquemos gordos não porque comemos muito e fazemos pouco exercício, e sim porque secretamos muita insulina. Ou, ainda, porque nossos níveis de insulina permanecem elevados por mais tempo do que o ideal.

Essa é a mesma lógica que leva a outras idéias não convencionais. Exemplo: são os carboidratos que estimulam a secreção de insulina. "Carboidratos dirigem a insulina, que dirige a gordura", foi assim que George Cahill Jr., um professor de medicina aposentado de Harvard e especialista em insulina, me explicou a questão recentemente.

Talvez, então, se comermos menos carboidratos poderemos perder uma gordura razoável ou ao menos não ganhar mais, se nos exercitarmos ou não. Isso explicaria a enorme quantidade de testes clínicos demonstrando que quem segue dietas que restringem carboidratos, mas não calorias, invariavelmente perde mais peso do que quem segue uma dieta que restringe calorias, mas não necessariamente carboidratos. Colocado de maneira simples, é bem possível que comidas que nossos pais sempre pensaram ser engordativas - batatas, massas, pães, tortas, doces, refrigerantes, cerveja - realmente são. Então, se evitarmos esses alimentos, poderemos ter um peso próximo àquele que almejamos.

O que dizer a quem insiste em afirmar que os exercícios são a chave para o emagrecimento? A única coisa que devemos lembrar é a importância da mudança de dieta. É muito raro alguém decidir que é hora de perder peso sem chegar à conclusão de que também é preciso comer menos doces, beber menos cerveja, mudar para refrigerante diet e, talvez, cortar carboidratos. Para o resto de nós, essa pode ser a hora de dar uma avaliada científica e biológica em nossos excessos. Vale lembrar que os benefícios dos exercícios incluem a alegria da honestidade. Eu me exercitei hoje, então posso comer tudo que aquece meu coração.

RUIM COM ELES, PIOR SEM ELES
Ainda que não promovam o emagrecimento isoladamente, os exercícios físicos garantem corpo e mente mais saudáveis

"Melhor ser um gordinho ativo do que um magro sedentário." A afirmação do especialista em obesidade Steven Blair, do Instituto Cooper de Dallas, nos Estados Unidos, é a gongada incontestável àqueles que se animaram com a revelação de que os exercícios físicos sozinhos não promovem o emagrecimento.

A verdade é que a história não é tão simples. O que não adianta é fazer atividade física e se empanturrar de guloseimas. "Existem evidências de que a atividade física rigorosa - 60 minutos por dia, cinco vezes por semana, com intensidade de moderada a alta - promove a perda de peso", diz o pesquisador Luis Carlos de Oliveira, do Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs).

O endocrinologista Márcio Mancini, do Grupo de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital das Clínicas de São Paulo, cita um estudo que analisou um grupo de indivíduos obesos submetidos a um déficit de 700 calorias diárias, sem exercício, e outro grupo submetido à mesma dieta e atividade física. Ao final do experimento, os dois grupos perderam a mesma quantidade de peso. Mas o especialista adverte que, entre emagrecer com ou sem atividade física, a primeira opção é a mais saudável. "A atividade física preserva a massa magra, o que ajuda a diminuir os níveis de triglicérides, glicose, colesterol ruim, aumenta o colesterol bom, previne a osteoporose e doenças cardíacas."

Além dos benefícios citados pelo endocrinologista, a atividade física promove outras melhoras à saúde comprovadas pela ciência. "Há um consenso de que 30 minutos de exercícios, cinco vezes por semana [recomendação das autoridades internacionais para a manutenção da saúde], diminui o risco de doenças crônicas não transmissíveis, como hipertensão e problemas cardíacos em até 51%. Um estudo mostrou que 34% dos cânceres podem ser evitados com um estilo de vida ativo", diz Luis Carlos de Oliveira. O especialista também cita um estudo que mostra que a irrigação do tecido cerebral aumenta com a prática de atividade física. Isso significa que a atividade do cérebro aumenta, melhorando as funções cognitivas e a memória.

Sendo assim, temos duas escolhas: fazer menos exercício, só para manter a saúde, ou fazer mais (e com dieta), para emagrecer. Abandonar a academia, infelizmente, ainda está fora de cogitação. (Fernanda Colavitti)

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Estudos derrubam mitos mais comuns sobre a corrida

Fonte: Medplan.com.br


O que ajuda a reforçar tais mitos é o fato de as pessoas que correm serem mais magras, terem menos gordura corporal e possuir uma aparência diferente em relação a maioria

Os sedentários vão ter que arrumar outra desculpa. Correr não envelhece, garantem novos estudos sobre o tema. Pelo contrário, exercícios têm efeito positivo para o organismo. O corpo humano, dizem especialistas, não foi feito para ficar parado e a corrida traz energia, resistência, melhora o condicionamento cardíaco e imunológico. E ainda ajuda a emagrecer. Envelhecer é um processo inevitável. Ao respirar, geramos radicais livres, moléculas que oxidam as células do corpo. Durante a prática de exercícios, aumentamos a produção destas substâncias.

Estudos indicam, porém, que os esportes também garantem uma maior produção de defesas antioxidantes, que vão atuar no combate aos radicais. "Correr não acelera o envelhecimento, pelo contrário, ajuda a envelhecer bem", diz Mauro Vaisberg, do Hospital Samaritano de São Paulo, especialista em medicina esportiva.

Defensor de um treino leve, o médico condena o excesso: "O atleta que corre de maneira exagerada, várias maratonas em um ano, começa um processo de estresse oxidativo pelo esforço excessivo. O corpo acaba, então, não conseguindo tamponar estes radicais livres. As substâncias antioxidantes que o corpo produz e as que ingere acabam não sendo suficientes para compensar o desgaste", explica.

Coordenador da equipe Filhos do Vento, segundo lugar no Desafio Nike 600K, o professor Alexandre Lima é categórico: "Corrida não envelhece, não estraga a pele, não faz o peito murchar, não faz a bunda cair. Pessoas saudáveis, que treinam de forma orientada são beneficiadas pela corrida."

Para ele, o que ajuda a reforçar tais mitos é o fato de as pessoas que correm serem mais magras, terem menos gordura corporal e possuir uma aparência diferente em relação a maioria. Ele não vê problemas em executar exercícios de corrida mais intensos, mas é importante que o corredor tenha um treinador, um nutricionista, um médico.

Ele ressalta que o envelhecimento precoce pode acontecer em casos de atletas profissionais que tenham um treinamento muito intenso, que fiquem expostos ao ar livre, sofrendo a ação do sol e da poluição por muitos anos. Mas mesmo assim, para ele, há opções de filtros solares e roupas esportivas próprias. Ter uma alimentação saudável, comer pouca carne vermelha e muita verdura é fundamental.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Matéria na Revista W Run!

Olá Pessoal,

este mês, na revista W RUN, uma revista especializada em corrida somente para o publico feminino, saiu uma materia minha falando sobre os beneficios da corrida para mulheres acima dos 50 anos.

Abaixo você pode ler a matéria. Para conhecer um pouco mais sobre a revista veja no site http://wrun.terra.com.br/site/# .

Espero que gostem, muito obrigado a tenham um otimo feriado!
Obs: Cliquem em cima da foto para lerem a materia em tamanho grande!





segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Corrida Ilumina - Ajudando na Prevenção do Câncer

obs: Parte da equipe de 70 pessoas.


obs:parte da criançada e futuros corredores.


No ultimo sabado participamos de um evento em Piracicaba que ajudou a arrecar renda para o Projeto Ilumina. A Fit labore e suas parceiras, academia R Personal Training e Academia Iniciação 200o estiveram presentes levando ao todo 70 pessoas, todas estas corredoras, fora os parentes e amigos.

A Fit Labore já desenvolve uma parceria com o Projeto Ilumina com o Programa Movimente-se, que é o de levar informações a pacientes no tratamento e prevenção do câncer através da atividade fisica. O Projeto Ilumina é desenvolvido pela Dra. Adriana Brasil em conjunto com uma equipe multidiscilinar cuja missão é o de levar informações e tratamento alem da prevenção a estes pacientes. Para conferir mais sobre o projeto Ilumina, acesse www.projetoilumina.wordpress.com


obs: Meninas Super Poderosas.


Ao todo, somando todas as inscrições somente da nossa equipe, foram mais de 1800 reais revertidos para a campanha do Projeto Ilumina.

Augustão, da equipe Fit labore relata no seu blog como foi a sua experiencia na corrida. Veja em http://blog.vamoscorrendo.com.br/?p=2762 .

Varias pessoas da Fit Labore/Academia R Personal, Fit Labore/Iniciação2000 e Fit labore ganharam em suas respectivas categorias. Parabens a todos por este momento!


obs: Antes da prova!

Queriamos participar muito desta corrida, pois alem de se divertir, queriamos ajudar as pessoas deste projeto que realmente fazem o bem! Por isso, fizemos questão de levar em peso quase todos do nosso grupo. Disponibilizamos a todos, mesa de frutas, alongamento, massagem, sport drink e muita diversão.

Para consultar os resultados veja em http://www.runnerbrasil.com.br/calendario.asp?ID=4&IDevento=2899&IDAno=2010 .

obs:Equipe Fit Labore

Obrigado a ate a proxima!
Rogério Cardoso

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Track and Field Campinas Revezamento 30k!


Obs: parte da equipe Fit Labore/R Personal Training

Olá Pessoal,

na semana passada estivemos na melhor corrida de Revezamento do interior paulista! A track and field no shopping Iguatemi. Estivemos novamente em peso na corrida com uma das maiores equipes do evento. Na nossa tenda teve massagem, sport drink, alongamento, mesa de frutas e muita diversão. Tivemos mais de 30 pessoas correndo no evento e gostaria de agradecer a todos pela participação no evento. No proximo ano com certeza estaremos la novamente.

No blog do Augustão, que é da nossa equipe ele fala um pouco da experiencia de ter corrido os 30k para o evento, sua experiencia e sua preparação. Confira em
http://blog.vamoscorrendo.com.br/?p=2721 .


Abraços e até a proxima!

domingo, 17 de outubro de 2010

Mal de Parkinson: Exercicios,prevenção de quedas e melhora da qualidade de vida




Ontem fui convidado para ministrar uma palestra na Associação Colibri em Piracicaba, que é uma associação para pessoas portadoras do Mal de Parkinson. Fiquei muito feliz em receber este convite pela minha amiga Fernanda, que esta me ajudando muito na contribuição da minha área em grupos especiais, como câncer, Parkinson, Diabetes entre outros.

Fui recebido pela Presidente e Vice-Presidente da Associação, Maria Lucia e Silvia. Fiquei muito feliz em ver um grupo de idosos grande, buscando informações de como superar esta doença e como melhorar a qualidade de vida. Isso faz um bem danado, tanto para as pessoas, como para mim, que estou em busca de cada vez mais ajudar e contribuir para um mundo melhor. Tenho feito isso, através do Projeto Ilumina, que cedeu um espaço para que eu possa levar informações para pessoas com câncer.

Estou colocando abaixo o resumo sobre como a atividade fisica pode melhorar a qualidade de vida da pessoa portadora de Mal de Parkinson!

Atividade Fisica e Mal de Parkinson

O Parkinson é um doença motora, ligada a falta de neurotransmissores como as catecolaminas, mas a simples suplementação oral dessas substancias, ajuda a resolver apenas 50% do problema.
Estudos demonstram que a recuperação é sempre precária, se ao tratamento neurológico, não for associado o exercício fisico.
A etiologia ainda é obscura e controversa, contudo supõe-se a participação de vários mecanismos etiopatogênicos tais como: fatores genéticos, neurotoxinas ambientais, estresse oxidativo, anormalidades mitocondriais e excitocidade.

A degeneração nesses hormônios é irreversível e resulta na diminuição da produção da dopamina, que é o neurotransmissor essencial no controle dos movimentos.

O parkisonismo é um dos mais freqüentes tipos de distúrbios do movimento e apresenta-se com quatro componentes básicos: acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural. Pelo menos dois desses componentes são necessários para a caracterização da síndrome.

Atividade física

O parkinson afeta principalmente os movimentos. A combinação de seus sintomas diminuiu a capacidade dos indivíduos de movimentarem-se naturalmente, levando a dificuldades para realizarem tarefas simples do dia a dia, apesar de não levarem a paralisia de nenhum dos segmentos corporais.

Com o passar do tempo, o paciente começa a sentir dificuldade em atividades do dia a dia, como levantar-se da cama ou da cadeira, virar-se da cama, abotoar as roupas e vestir meias.
O andas pode apresentar alterações de lentidão, surge uma tendência de andar na ponta dos pés, e em algumas situações, como ao se ultrapassar pela portas e andar em espaços pequenos, os passos tornam-se exageradamente pequeno. Em casos extremos, ele tem que cair para frente para cair do lugar.

Em virtude disso, movimentam-se cada vez menos, favorecendo o surgimento de outras alterações que não são sintomas primários da doença de Parkinson, mas alterações secundarias decorrentes da superposição dos sintomas.

A atividade física objetiva minimizar problemas motores causados tanto pelos sintomas primários da doença quanto os secundários, ajudando o paciente a manter sua independência para realizar as atividades do dia a dia e melhorando sua qualidade de vida. O exercício não pode impedir a evolução da doença. Mas pode ajudar o paciente a manter uma melhor movimentação no seu dia a dia.

Os benefícios do exercício para o Parkinson, não há duvida que existem, mas a questão desafiadora é que em virtude do caráter progressivo da doença e do fato de atingir principalmente indivíduos com mais de 60 anos, torna-se importante que alem dos exercícios realizados por um profissional de educação física qualificado, o paciente mantenha uma rotina diária de exercícios especificamente voltados para o desenvolvimento solido de manutenção das condições motoras e prevenção não só das alterações próprias da doença, mas das alterações implicadas no processo de envelhecimento normal( diminuição da força e da muscular, problemas de equilíbrio e postura) potencializado nesses pacientes pela diminuição da mobilidade.

Estudo1
Mostrou que o treinamento continuo durante 8 semanas trouxe uma melhora progressiva na velocidade e na eficiência dos movimentos de uma atividade motora especifica, que envolvia movimentos seqüenciais dos dedos das mãos, mesmo em pacientes nos estágios mais avançados.

Estudo2
Todos os pacientes que aderiram a pratica de exercícios apresentaram uma melhora progressiva na capacidade de movimenta-se, avaliada por meio de uma escala internacional própria para doença de Parkinson (escala unificada para avaliação da doença de Parkinson) que mostrou uma redução da pontuação media obtida.

Assim apesar das possíveis alterações cognitivas e emocionais da doença de Parkinson, como alterações da memória, apatia e depressão, um programa semanal de exercícios mostrou-se aplicável e eficiente para minimizar os problema dos pacientes.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Exercício físico pode tornar pacientes com câncer mais saudáveis



Fonte: Isaude.net

A atividade física beneficia os pacientes psicologicamente e atenua os efeitos colaterais durante e após o tratamento

Pacientes com câncer de mama e de próstata que praticam exercício físico durante e após o tratamento da doença têm uma melhor qualidade de vida e ficam menos cansados, de acordo com os pesquisadores do Hospital Henry Ford, nos Estados Unidos.

"Usar o exercício físico como uma abordagem para o tratamento do câncer tem o potencial de beneficiar pacientes fisicamente e psicologicamente, bem como atenuar os efeitos secundários do tratamento", disse a autora do estudo, Eleanor M. Walker.

"Além disso, o exercício é uma ótima alternativa para os pacientes combaterem a fadiga e as náuseas, que podem interferir com medicamentos e com a quimioterapia durante o tratamento do câncer", acrescentou ela.

Para avaliar como exercer impactos nos pacientes com câncer, Walker e seus colegas desenvolveram um programa exclusivo chamado ExCITE (Terapias e Educação Integrativa do Câncer e do Exercício).

ExCITE trabalha com pacientes que estão recebendo o tratamento do câncer e cria programas de exercícios individualizados. Alguns pacientes se exercitam em um dos centros Henry Ford de treino, enquanto outros têm planos que lhes permitem se exercitar em casa, durante as várias etapas do seu atendimento.

O grupo de estudo, até agora, inclui 30 pacientes com câncer de mama e 20 pacientes com câncer de próstata, todos na faixa etária de 35 a 80 anos. Todos tinham sido diagnosticados recentemente, quando começaram o ExCITE. O estudo acompanhou os pacientes durante e um ano e após a conclusão do tratamento do câncer.

Antes de iniciar o programa de exercícios, cardiologistas mediram a capacidade dos pacientes para a prática de atividades, sua força muscular e resistência.

A recomendação de exercícios e dietas para cada paciente baseou-se em suas tolerâncias para o exercício, seus peso, saúde geral, e o tipo de tratamento do câncer que iria receber. A acupuntura foi usada para pacientes que experimentaram dor, náuseas, vômitos, insônia e neuropatia, como resultado do tratamento do câncer.

Através de uma combinação de exercícios, acupuntura e uma boa alimentação, alguns pacientes não experimentaram os mais comuns efeitos colaterais do tratamento - náuseas, fadiga e problemas com a memória.

"ExCITE oferece a pacientes com câncer de uma nova maneira de abordagem de seu tratamento do câncer, adaptando um exercício específico de rotina para se adequar às necessidades do paciente, se é de recuperação após a cirurgia, ou para melhorar a circulação e melhorar o sistema imunitário antes da quimioterapia ou radioterapia", disse Cheryl Fallen, paciente que participou do estudo.

"O programa faz você se sentir melhor sobre si mesmo. É um apoio positivo para pacientes com câncer, e eu realmente acho que me permitiu ser mais produtiva durante meu tratamento", concluiu a paciente.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dá para emagrecer dormindo? Sim, é só fazer musculação




Fonte: Uol.com.br

Ao pensar em alguma atividade para emagrecer, invariavelmente a corrida, bicicleta, caminhada, ou seja, exercícios aeróbicos, são os primeiros da lista. O que você provavelmente não sabe é que, a longo prazo, o gasto de energia em musculação pode ser superior. E se você está destreinado, os exercícios de força consomem mais energia em menos tempo.

As atividades aeróbicas queimam gordura, mas só após certo tempo. Já os exercícios mais intensos e não tão longos, como a musculação, queimam reservas mais rápidas encontradas no músculo, como o ATP, o glicogênio e a creatina. Por isso, têm a fama de não ajudar no emagrecimento.

No entanto, nas horas posteriores (e mesmo dias depois), o corpo precisa recuperar as reservas energéticas utilizadas no esforço. Além disso, é preciso recuperar as células musculares e aumentar o volume de músculo (hipertrofia) como adaptação ao esforço sofrido. Para tudo isso o corpo utiliza energia, as tão famosas calorias, que vêm em sua maior parte das reservas de gordura. O total gasto durante o treino deve ser visto junto com o que foi gasto nas horas posteriores.

Assim, o total de energia gasta em um treino de musculação com maior intensidade e menor duração pode ser semelhante ao de um treino aeróbio mais longo. Uma pessoa destreinada pode não aguentar tanto tempo de corrida quanto seria necessário para emagrecer. Já na musculação, com intervalos, é possível começar com treinos que já consomem mais energia.

Emagreça dormindo

A musculação proporciona a alteração da composição corporal: ganha-se (ou pelo menos mantêm-se) os músculos, que constituem a massa magra, e perde-se gordura, a massa gorda. O professor Tiago Poggio, da academia Bio Ritmo, comenta que “o emagrecimento deve estar relacionado com a perda de massa gorda e não de massa muscular”.

Nessa conta, muitas vezes o efeito não aparece na balança, pois a massa muscular pesa mais do que a gordura, ocupando um volume menor. Ou seja: podemos emagrecer visivelmente, ganhando músculos e perdendo medidas, sem que isso seja perceptível no peso.

A massa magra também acelera o nosso metabolismo: os músculos gastam mais energia para se manter do que a gordura. Com isso, o aumento da massa magra acarreta um aumento da energia necessária para manter o corpo vivo no seu dia a dia (taxa metabólica de repouso). Assim, o ganho de massa muscular contribui para o aumento do gasto energético em repouso, e você emagrece dormindo.

Um pequeno aumento da massa magra provoca um aumento quase insignificante do metabolismo, mas algumas alterações fisiológicas (ainda não completamente explicadas) indicam que a musculação gera um aumento do metabolismo desproporcional ao ganho de massa muscular, bem mais significativo para o total de energia gasta em um dia.

Dieta mais exercício

Assim como qualquer outro exercício, a musculação não faz milagre. Ela terá efeitos muito maiores se combinado com uma alimentação adequada, o que não significa passar fome. O corpo precisa de uma série de nutrientes para compor a nova massa muscular, para isso, uma alimentação balanceada é essencial.

Na falta de alimento, a primeira coisa que o corpo faz é diminuir a massa muscular, pois ela consome muita energia. Mas, segundo o professor Paulo Gentil, presidente do Gease (Grupo de Estudos Avançados em Saúde e Exercícios) e autor do livro “Emagrecimento: quebrando mitos e mudando paradigmas”, pesquisas mostram que mesmo em dietas muito restritivas, a musculatura é preservada se a pessoa fizer musculação e a massa gordurosa é perdida. Já se a dieta rigorosa for feita junto ao treino aeróbico, há perda de peso semelhante, mas também perde-se massa muscular, diminuindo o metabolismo de repouso. O ideal é consultar um nutricionista para adequar a dieta ao exercício e a seus objetivos de perda de peso.