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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Os 10 aplicativos matadores para o seu emagrecimento e saúde!

0s 10 aplicativos matadores para o seu emagrecimento e saúde!

O uso da tecnologia para o nosso bem!


Caros amigos fitlaborianos,

Faltam 2 dias para o fim do mês e 33 dias para o fim do trimestre, e até agora,
 o que fez para mudar a sua vida para melhor? Estou falando da saúde!

Conversando com alguns alunos esta semana, me perguntaram quais os melhores aplicativos para se manter mais saudável, emagrecer e estar de bem com a vida.
E diante da leitura destes artigo por muitos alunos e pessoas do Brasil que me
seguem, me sugeriram que escrevesse sobre isso. Para mim é um enorme prazer,
 pois adoro tecnologia  e acho sim, que ela pode ser uma aliada para tudo na vida,
 desde que saibamos usá-la corretamente. Então vamos lá!

Os 10 apps matadores segundo o Professor Rogério Cardoso da Fitlabore.


1-Runkeeper (http://runkeeper.com/)
Para mim, um dos melhores aplicativos para corrida que existem entre os vários
 que temos de graça, como o SportsTracker,Nike+ Running, Endomondo,
Runstatic entre outros ai que encontramos pelo mercado. O GPS é muito bom,
 quase nunca falha, a interface com a web é demais, tem gráficos, planilhas,
 rendimento, competições com outros parceiros pelo mundo, enfim, demais!
 Eu sempre recomendo ele para meus
 alunos, eu, como treinador, sempre consigo visualizar o que eles estão fazendo e acompanho a performance deles.


2- My fitness Pal (http://www.myfitnesspal.com/)
Outro aplicativo fantástico para aqueles que querem emagrecer.  Você de cara
 baixa o aplicativo e tem um contador de calorias, receitas light, incentivos com
 outras pessoas pelo mundo que estão com o  mesmo objetivo que você  e
 você pode ainda montar um blog na pagina do aplicativo para contar sua
historia de superação. É em inglês, mas no tradutor, para quem não lê
perfeitamente, fica fácil pegar as dicas para ajudá-lo a se tornar mais saudável.
Acho fantástico!!!


3- Jefit (http://www.jefit.com/)
Você vai viajar, para outra cidade, estado ou sei lá aonde e não quer perder
 a forma, por estar sem sua academia ou personal. Baixe este app que te mostra
 vários exercícios que podem ser feitos pelo seu celular de maneira fácil e
dinâmica. Acho uma boa isso, mas lembre-se que nem todos os exercícios
podem ser feitos, pois como é generalizado, se a pessoa tem algum problema,
 ferrou, pode ocasionar lesão. Mas para quem não tem nada, vale a pena, os
 caras fizeram uma aplicativo show de bola.


4- Meal Snap (http://mealsnap.com/)
Galera, não acreditei quando vi este aplicativo. Os caras são demais. Você
 tira a foto do seu prato e o aplicativo calcula automaticamente as calorias que
esta ingerindo, colocando somente 2 ou 3 informações  em inglês. É uma bosta
, pois a maioria é em inglês, mas  não adianta, os caras estão muito na frente
 da gente, e temos que saber mesmo inglês. Vale a pena.


5- Prêt-à-Yoga (https://itunes.apple.com/br/app/pret-a-yoga-lite/id300605576?mt=8)
Tão importante quanto o trabalho de musculação ou corrida, é o trabalho
de flexibilidade. Eu acho isso. Neste app, você possui várias demonstrações
 de posições da Yoga, como devem ser feitas, e trabalha-se bastante a
flexibilidade. Fácil, bonito e tranquilo! Ainda dá para relaxar bem se colocar uma
 musica!


6- Fitness HD (https://itunes.apple.com/br/app/fitness-hd-700-exercises-yoga/id390410487?mt=8)
Da série, muitos exercícios  exemplos e demostrações em figuras e vídeos
para queimar a celulite e o panceps. Do iniciante ao avançado. Cuidado com alguns exercícios,  mas vale a pena testar pela quantidade de informações dos exercícios.


7- MapmyRun (http://www.mapmyrun.com/)
Estava correndo em Piracicaba, na esalq, na cruzeiro do sul ou em qualquer
 lugar do Brasil e quer saber a distância que correu? Entre no site e calcule a
rota. Simples, fantástico e ainda você pode gravar os percursos, dividir entre
os amigos e treinar junto. Perdido na distância, só se você quiser!!! Eu uso o
 Runkeeper, mas quando estou em outro lugar, e não tenho nada, uso este.
Dá para baixar o app também!


8-Pure Meditation Pro (https://itunes.apple.com/gb/app/pure-meditation-pro-20-guided/id582651841?mt=8)
Galera, outro dia pesquisando pela itunes, achei este app. Fantástico. As vezes
 estou cansado, pois acordei muito cedo para dar aulas, e quero dar aquela
relaxada, de uns 15 minutos, tipo siesta sabe, e depois deste aplicativo, meu
relax foi outro. Existem vários tipos de meditação, mas você não precisa  usar
para isso!Pode usar  para  relaxar de tal forma em 15 minutos que chega a roncar.
 É o que acontece comigo! Uma voz gostosa, mas se quiser, pode ser só a musica.  Vários tipos, varias melodias! Enfim, recomendadíssimo!


9-Instant Heart Rate (https://play.google.com/store/apps/details?id=si.modula.android.instantheartrate&feature=search_result#?t=W251bGwsMSwxLDEsInNpLm1vZHVsYS5hbmRyb2lkLmluc3RhbnRoZWFydHJhdGUiXQ..)
Esta treinando com o seu celular na mão e quer dar uma verificada no seu
 batimento cardíaco? Este é o app! Muito bom, vale a pena!!


10- Nike Training Club (http://www.nike.com/us/en_us/c/womens-training/apps/nike-training-club)
Não adianta, os caras da nike estão muito na frente quando o lance é
marketing e interação através de aplicativos. Este aplicativo é muito bom!
 Em compensação os tênis estão longe de um Asics como exemplo. Mas
 este app é para te deixar motivadão, tem demonstrações, competições,
 aulas e o escambau. Os caras investem. Então, é bom para quem quer ficar
 com o corpo definido, pois este é o perfil do app.

Do Brasil

Linha de Chegada -https://itunes.apple.com/br/app/linha-de-chegada.com/id477040601?mt=8)
Do nosso Brasil um aplicativo que esta melhorando cada vez mais.
Eu uso, mas bem pouco, pois nem todos os meus alunos ainda possuem
 celulares com internet em smartphones. Mas enfim, da para você gravar
 os treinos do seu treinador, da para você usar o gps, calcular rotas e
para treinadores, usar como se fosse o seu centro de treinamento! Anda
 falta um pouco de interatividade, mas eles vão chegar lá!

Estão ai os aplicativos que podem te ajudar a ser mais saudável, que eu
 mesmo testei. Agora, se você não é fã de aplicativos, gosta do contato
com alguém, um professor, ou de um jeito mais diretivo, entre em contato
 comigo. Você pode participar do nosso grupo de corrida e caminhada que
 esta sempre na Rua do Porto e nos finais de semana, ou pensar em um trabalho personalizado, como o Personal, que pode ser em duplas ou sozinho.Se você tem amizades saudáveis, você tende a se tornar saudável. Terei o maior prazer
em lhe ajudar! Procure no Google FIT LABORE, ou no facebook Rogerio Cardoso de Barros, ou FIT LABORE ASSESSORIA ESPORTIVA, ou me mande um email, rogerio@fitlabore.com.br.

Comprometidos com o seu sucesso,
Um abraço,

Prof. Esp. Rogério Cardoso




Receita de hoje - 5 sanduíches naturais que te deixam saudáveis e
 matam a fome

Pessoal, a receita de hoje é para aqueles como eu, que saem de casa cedo
e ao invés de comer salgados pela rua, podem fazer estes sanduíches que
 são apetitosos, fáceis, sem gordura e saudáveis.

1-  Sanduíche Natural de Atum: Pode ser feito com atum, cenoura, pão integral e salsinha.
2-   Sanduíche Natural de Frango: Fica perfeito se fizer com cenoura, frango, maionese light,
 milho, Pão integral e salsinha.
3-  Sanduíche Natural de Peito De Peru:Esse lanche natural combina com blanquet de
peito de peru light, cenoura, salsinha, maionese light, Pão integral.
4- Sanduíche Natural de Salpicão de Frango: outra saborosa opção de sanduíche natural.
 Você pode preparar com cenoura, frango, maionese light, milho, salsão, uva passa e pão integral.
5- Sanduíche Natural de Vegetais: Leve, diferente e de baixo custo. Os ingredientes são
 azeite de oliva, brócolis, cebolinha, cenoura e  milho, Pão integral e salsinha.

Um abraço e até a próxima!

Prof. Esp. Rogério Cardoso

domingo, 5 de agosto de 2012

As 10 Principais Dicas de Nutrição



Fonte:emboaforma.net
1. Coma a cada 3 horas
Esta dica é essencial para que você obtenha os melhores resultados na sua dieta.Um longo período sem comer provoca picos de fome e ainda faz seu organismo queimar gordura e ganhar massa muscular mais lentamente.
Consumindo pequenas refeições (5-6 ao dia), você diminuirá seu consumo calórico sem passar fome e nem perder a energia. Além disso, diminuirá sua gordura corporal, evitará a perda muscular e manterá a saúde do seu aparelho digestivo.
Então, carregue sempre algum lanche para consumir entre as refeições principais. Algumas opções são: barras de cereais ou de proteínas , pequenas porções de frutas desidratadas ou frescas, iogurte, cereais, etc.
2. Coma proteína
Proteínas são os principais componentes dos músculos e, assim como os carboidratos, só possuem 4 kcal por grama. Coma queijo, carne vermelha, peixe, frango, ovos, soja. Beba leite e iogurte. Se você malha, sugiro suplementar sua dieta com whey protein , principalmente depois dos treinos. Nos EUA, o consumo de whey protein já está difundido até entre as pessoas que não praticam atividade física, por ser uma proteína de excelente absorção. Eu gosto muito do Zero Carb de cookies n’cream  com leite desnatado ou Creamy light de chocolate .
3. Entenda as diferenças entre os carboidratos
Carboidratos contém 4 kcal por grama e são a principal fonte de energia para o corpo.
Carboidratos complexos têm digestão mais lenta e garantem sua saciedade por mais tempo (alguns exemplos são pão, macarrão, arroz e biscoitos integrais). Os carboidratos simples (doces, farinha refinada e as versões não integrais dos alimentos anteriores) te darão um pique de energia. Mas, não se iluda, essa energia dura muito pouco, você sentirá cansaço e fome logo depois.
Se você não tem o hábito de comer alimentos integrais, inclua aos poucos na sua dieta. Sugiro começar pelo pão, existem muitas opções no mercado, você encontrará uma de que goste. Acredite nisso!
4. Fique de olho no índice glicêmico
Quanto menor for o índice glicêmico de um alimento, mais lenta é a sua digestão. Produtos de baixo índice glicêmico também fazem com que menos insulina seja liberada pelo pâncreas. Estes motivos fazem o organismo priorizar a utilização destes alimentos como combustível ao invés de estocá-los como gordura. Então, acesse aTabela de Índice Glicêmico  da Sociedade Brasileira de Diabetes antes de escolher quais alimentos colocará no prato.
5. Consuma Fibras
Como as fibras não são digeridas, elas não acrescentam calorias à sua dieta e aumentam a sensação de saciedade. O consumo regular de fibras reduz a retenção de líquidos, a constipação e ajuda na prevenção de doenças, entre muitos outros benefícios. As frutas e os vegetais folhosos são excelentes fontes de fibras, e ainda são ricos em vitaminas, minerais e antioxidantes.
6. Coma “gorduras do bem”
Gorduras contêm 9 kcal por grama (mais que o dobro que as proteínas e os carboidratos!) e sua ingestão deve se limitar a 30% da sua alimentação diária. Por outro lado, as gorduras têm importante participação em várias funções do organismo, como no transporte das vitaminas A, D, E e K e na regulação hormonal.
Então, o segredo é escolher as fontes corretas de gordura: azeite, salmão, óleo de linhaça, canola ou girassol. Evite as gorduras saturadas (comuns em produtos de origem animal) e retire as gorduras trans do cardápio (presentes principalmente nos alimentos industrializados).
7. Beba bastante água
A água ajuda os rins e o fígado a eliminarem tudo que não foi aproveitado pelo organismo na digestão. Portanto, o organismo desidratado não funciona bem e torna-se mais lento, dificultando o ganho muscular e o emagrecimento. Além disso, água é um bom supressor de apetite e um excelente diurético.
Quer mais um motivo para beber água? Consumir água gelada pode ajudá-la a perder peso! Estudos comprovam que, para elevar a água à temperatura corporal (37º), o organismo gasta cerca de 100 kcal por litro. Existe dica melhor para o verão?
8. Evite o álcool
O álcool é o inimigo nº 1 da dieta e do atleta. Contém 7 kcal por grama, quase tanto quanto a gordura, e não tem nenhum benefício nutricional. Além de ser fonte de “calorias vazias”, o álcool deixa o metabolismo mais lento.
Além disso, o álcool pode conduzir à hipoglicemia, seguida por picos de fome. E pode ficar pior: o álcool é prejudicial ao fígado. Enquanto o fígado trabalha para se livrar dos malefícios do álcool, deixa de trabalhar na queima de gordura. Se você não consegue abandonar de vez, alterne sua bebida preferida com água, para diminuir seus efeitos.
9. Fique de olho no que coloca no prato
Observe a composição nutricional dos alimentos: quantidade de calorias, proteínas, carboidratos e tipos de gorduras; fique de olho no tamanho das porções; inclua legumes, verduras e frutas na dieta; tenha um diário alimentar para identificar os “pecadinhos” que estão atrapalhando a sua meta de perder peso.
10. Mantenha o prazer de comer
Saboreie o alimento, use temperos diferentes, misture doce com salgado, experimente novos pratos, não se alimente assistindo televisão. Não diga “não posso comer”. Se você está de dieta, mas é saudável, você pode comer de tudo, mas deve estar atenta à quantidade. Se achar que não deve comer, diga “não quero comer”. Lembre-se que tem um biquíni à sua espera”.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Michael Pollan - Regras da Comida




Hoje eu irei falar sobre um livro que eu recebi ontem de minha cliente de Personal, Michele Novembre. Um cara que eu nunca tinha ouvido falar, e que como sou interessado em tudo o que possa tornar as pessoas mais saudáveis, ela indicou este livro falando que eu ia adorar. O livro simplesmente ficou 30 semanas na lista de mais vendidos no THE NEW YORK TIMES, e o cara já fez TED, já fez palestras pelo mundo e escreveu 3 livros entre eles, este: REGRAS DA COMIDA.
Comecei a ler quando fui deitar, e já devorei metade do livro em menos de 2 horas. O livro é pequeno, mas como o próprio titulo fala, é uma manual da sabedoria alimentar, que ele explica como, quanto e de que forma devemos comer. Linguagem simples, cheio de dicas e de fácil leitura. Recomendadíssimo, e hoje mesmo eu já termino de ler este. Abaixo coloco uma entrevista que ele concedeu a Veja há um tempo atrás. Boa Leitura!

Fonte:veja.com

“Saudável é a comida da mãe”

O ensaísta americano Michael Pollan, de 53 anos, é autor do livro há mais tempo na lista dos mais vendidos do jornal americano The New York Times: está há quinze semanas entre os primeiros colocados. In Defense of Food (Em Defesa da Comida) é a mais recente de suas obras sobre a indústria alimentar. Seu livro anterior,O Dilema do Onívoro, publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, é outro best-seller sobre o tema. Pollan é radical em sua aversão aos exageros da ciência da nutrição. Ele diz que a humanidade está negativamente obcecada pelos benefícios da alimentação à saúde e que não deveríamos nos pautar unicamente pelos conselhos dos nutricionistas na hora de decidir o que comer. Pollan deu a seguinte entrevista ao repórter Thomaz Favaro de sua casa, na Califórnia:

Veja – Por que é cada vez mais complicado decidir o que almoçar?
Pollan – Atualmente, os alimentos são vendidos apenas com base em seus benefícios para a saúde: um é capaz de reduzir seu colesterol, outro tem muitas fibras. Os nutrientes tornaram-se mais importantes que a comida em si. O alimento é apenas um intermediário na entrega destas substâncias. Como os nutrientes são invisíveis para todos, exceto para o cientista e seu microscópio, escolher o que comer tornou-se uma decisão para profissionais, e não para amadores. Tem-se a impressão de que é necessário ter um diploma de bioquímica para tal escolha, o que não é correto. Além disso, as mensagens científicas com relação à comida são muito confusas. Há muita divergência entre nutricionistas sobre o que é ou não saudável.

Veja – O senhor afirma que estamos vivendo a “era do nutricionismo”. O que quer dizer com isso?
Pollan – Nutricionismo é a atual ideologia em torno da comida. O nutricionismo parte de alguns pressupostos, muitos dos quais nós compartilhamos sem perceber. Acreditamos, por exemplo, na possibilidade de dividir o mundo em nutrientes bons e ruins. Os ruins precisam ser removidos da comida, enquanto os bons, quanto mais, melhor. Atualmente o bom é o ômega-3 e o ruim é a gordura trans, mas isto muda constantemente ao longo da história. Cem anos atrás, as proteínas eram os nutrientes ruins, que deveriam ser substituídos por carboidratos. Outra premissa é que comemos para manter a saúde. Alimentamo-nos para melhorar ou piorar nossa saúde, e apenas isto. Na verdade, comemos pelas mais diversas razões: por prazer, para socializar com os amigos, para participar de rituais familiares e até para demonstrar nossa identidade cultural e religiosa. A saúde é só uma das razões, e por isso não pode se tornar nosso único parâmetro de escolha dos alimentos.

Veja – Há muitos alimentos que, como o ovo, eram considerados vilões da saúde e hoje foram reabilitados pela ciência. Por que é tão difícil encontrar um consenso entre nutricionistas?
Pollan – Os nutricionistas têm uma tarefa muito difícil. É muito complicado entender o que se passa no fundo da alma de uma cenoura ou de um ovo. Estas comidas são mais do que a soma de seus nutrientes, são verdadeiros sistemas com relações complexas entre si. Quando se isola um nutriente da comida para ver como funciona, ele não se comporta da mesma maneira que dentro do alimento. Eis um exemplo: o betacaroteno, nutriente presente na cenoura, é um antioxidante que se converte em vitamina A. Quando extraído da cenoura e ingerido em forma de pílula, não funciona. Também sabemos pouco sobre o outro lado da cadeia alimentar — o corpo humano. Ainda não se conhece muitos aspectos da digestão humana, como funciona exatamente nosso metabolismo ou como o corpo reage a diferentes açúcares. A nutrição é uma ciência nova e imperfeita, e por isto não deveríamos nos apoiar unicamente nela para escolher nossos alimentos. A nutrição está na mesma posição que a cirurgia no século XVII: é uma ciência jovem e promissora, mas você não quer ser sua cobaia.

Veja – Quais as dificuldades dos estudos de nutrição atuais?
Pollan – É muito difícil estudar as propriedades dos nutrientes dentro de um contexto. Não comemos apenas nutrientes, fazemos refeições completas. Comer tomate com azeite é diferente de comê-lo sozinho, pois o azeite aumenta a quantidade de antioxidantes do tomate que o organismo é capaz de absorver. Além da combinação de alimentos, é preciso levar em conta a quantidade de exercício que uma pessoa pratica, seu estilo de vida, sua cultura. São estudos muito complexos. Cortadores de cana em Cuba comem 6.000 calorias por dia, a maior parte puro açúcar. Isso faria de qualquer um de nós diabético, mas eles não ficam doentes. Não ficam sequer gordos, pois estão queimando todo este açúcar no trabalho. Outro problema ao estudar a alimentação de populações é que é difícil conseguir respostas honestas dos entrevistados. Se você der um questionário para uma pessoa escrever o que ela comeu nos últimos três meses, ela não vai se lembrar de tudo e vai mentir. As pessoas se esquecem do que comeram.

Veja – Nós possuímos instintos naturais de seleção dos alimentos?
Pollan – Sim, há testes que comprovam isso. Foram entregues a crianças dez tipos diferentes de alimentos integrais, in natura. Algumas vezes elas comiam apenas um tipo de alimento o dia todo, mas ao longo de uma semana, estas crianças, usando apenas seus instintos naturais, construíram uma dieta muito saudável. É uma prova de que em algum lugar, perdido no meio deste turbilhão de informações sobre o que devemos comer, possuímos instintos naturais para escolher nossos alimentos. Usamos o olfato para saber se a comida está estragada. Comidas muito amargas também não nos apetecem, justamente porque a maioria das toxinas têm esse sabor. A maioria de nós percebe que comer fast-food em grandes quantidades nos faz sentir mal depois. Nós temos instintos, mas está difícil confiar neles, sobretudo depois de tanta exposição ao sal e açúcar.

Veja – Por quê?
Pollan – Atualmente é muito fácil manipulá-los. Biologicamente, estamos condicionados a açúcar e gordura. Quando se coletava alimentos diretamente da natureza, isto não era um problema. Há poucas fontes de doces disponíveis além de mel e frutas maduras. No passado, só era possível conseguir gordura animal depois de uma boa caçada, o que não acontecia todo dia. Mas com a agricultura e a pecuária modernas, dar açúcar e gordura para as pessoas tornou-se fácil demais. Os alimentos processados e fast-foods contêm níveis altíssimos de açúcar, gordura e sal. Os cientistas da comida também podem criar substâncias que mentem para o nosso corpo, como adoçantes e gorduras artificiais. A manipulação dos alimentos torna mais difícil confiar em nossos instintos.

Veja – Há 50 anos, não havia tanta informação detalhada a respeito de nossas comidas, mas também não tínhamos tantos problemas de saúde relacionados à alimentação. Estamos mais inteligentes ou mais burros em relação à nutrição?
Pollan – Um pouco de cada. Um dos principais guias sobre o que nós deveríamos comer é a cultura, que na verdade é só uma palavra rebuscada para referir-se a nossas mães. É através das mães que a sabedoria da comida é transmitida através das gerações. Nós atualmente rejeitamos a culinária em nome desta dieta pseudocientífica, e passamos a ouvir cientistas e vendedores de comida ao invés de nossas mães. Ignorar nossa cultura alimentar é uma burrice. Quando eu era pequeno, cientistas e o governo americano diziam que manteiga era ruim para a saúde e margarina fazia bem, por ser uma gordura vegetal. Minha mãe, a contragosto, resolveu ouvir a sabedoria deles e nos deu margarina. Ela dizia que eles estavam errados, mas nós dávamos risada. Hoje a ciência provou que ela estava certa. Quando se interpreta a cultura como uma história da carochinha, corre-se o risco de perder conhecimentos importantes. Porém nem tudo foi perdido: nós realmente aprendemos algo com os estudos acadêmicos. A ciência da nutrição não é uma perda de tempo. Há muitas coisas que sabemos sobre composição dos alimentos e sobre metabolismo que nós não conhecíamos há cinqüenta anos. Muito desse aprendizado está justamente comprovando que a sabedoria popular estava certa.

Veja – De qual culinária estamos falando? Japonesa, francesa, italiana, brasileira?
Pollan – Não importa. Não existe algo como uma culinária típica maléfica: ela não teria durado até hoje se não mantivesse as pessoas vivas e saudáveis. Qualquer comida tradicional é melhor que a moderna dieta ocidental. As pessoas podem escolher de acordo com a sua preferência. Mas atenção: ir a um restaurante japonês ou francês não é garantia de que você estará comendo a comida tradicional do país. Em muitos lugares, serve-se a comida dos banquetes, que é diferente do que aquela nacionalidade come cotidianamente. Muito do que achamos que é comida chinesa são pratos servidos em ocasiões especiais, pois são repletos de carne.

Veja – Há cada vez mais produtos disponíveis nas prateleiras dos supermercados. Temos realmente mais tipos de comida disponíveis?
Pollan – Sim e não. É fato que atualmente podemos encontrar diferentes frutas e vegetais do mundo todo no supermercado, muito mais do que encontraríamos cinqüenta anos atrás. Por outro lado, ao analisar as fontes de calorias, nota-se que a nossa dieta está menos diversificada. Mais de dois terços das calorias consumidas diariamente vêm de apenas quatro vegetais: milho, soja, trigo e arroz. Um século atrás, havia maior diversidade. Esta aparente diversidade no supermercado obscurece a realidade de que a diversidade de nossa dieta vem encolhendo.

Veja – A comida recebe cada vez mais poderes de definição sobre nosso humor e caráter. Estamos colocando propriedades mágicas nos alimentos?
Pollan – A comida tem, de fato, uma dimensão espiritual. É uma maneira de conectar-se com o mundo, com as outras espécies com as quais convivemos e também com outros seres humanos. Uma comunhão acontece toda vez que se faz uma refeição com a família ou amigos. Mas há uma obsessão em obter os nutrientes corretos, e uma percepção errônea de que basta comer a comida correta que tudo estará bem com você e o mundo todo. Não é tão simples assim. Precisamos voltar a nos preocupar com toda a cadeia produtiva dos alimentos e não ficarmos obcecados com este ou aquele nutriente. A manutenção da saúde deve ser apenas uma conseqüência, e não o objetivo de comer bem. É claro que se você está doente, a comida pode ser um excelente remédio. Mudanças na dieta podem ter um enorme efeito em sua saúde. Mas a maioria de nós não está doente, então não precisamos nos preocupar tanto com isso. Há um distúrbio alimentar chamado ortorexia, que é a obsessão por alimentar-se de maneira saudável. Acho que muitas pessoas atualmente sofrem com este mal.

Veja – Como a industrialização dos alimentos mudou nossa relação com a comida?
Pollan – Nós não sabemos mais de onde vem nossa comida. A cadeia é tão grande que muita gente acha que a comida vem do supermercado. Muitas crianças hoje não entendem que a cenoura é uma raiz. Elas se perguntam de que parte da planta são estes pedaços laranjas dentro de um saco plástico. A indústria alimentar nos desconectou do fato de que dependemos destas outras espécies, com as quais compartilhamos o planeta, para sobreviver.

Veja – Quais são as conseqüências desta desconexão?
Pollan – Nós entregamos a preparação dos alimentos para empresas de grande escala. Isto pode ser conveniente, pode nos ajudar a conseguir uma hora a mais na frente da televisão ou da internet, mas estas empresas não cozinham bem. Elas usam muito sal, gordura e açúcar. A comida se torna altamente calórica e não tão nutritiva. A conseqüência é que nos tornamos mais vulneráveis. Somos vítimas mais fáceis das manipulações dos alimentos fast-food e das propagandas de dietas milagrosas. É uma das razões pela qual nós temos tantos problemas de saúde relacionados à alimentação. Não confiamos mais em nossas tradições, não sabemos mais como cozinhar. Precisamos tomar de volta a decisão sobre nossas escolhas alimentares e sobre a preparação das refeições.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Estudo revela que proteína deve ser ingerida logo após exercício




Fonte: Folha.com

Proteína muscular aumentou na mesma proporção em jovens e idosos.
Estudo possui limitações, mas abre margem para futuras pesquisas.


Comer proteína após o exercício pode ajudar a fortalecer os músculos, tanto em homens jovens quanto nos mais velhos, sugere um pequeno estudo.

O estudo analisou 48 homens --metade na faixa dos 20 anos e a outra metade na faixa dos 70-- e constatou que, em ambos os grupos, o consumo de uma bebida de proteína após o exercício levou ao aumento maior da proteína muscular, em comparação à ingestão da bebida depois de um período de descanso.

Além disso, a proteína muscular aumentou na mesma proporção em jovens e idosos, informaram os pesquisadores no "American Journal of Clinical Nutrition".

A pesquisa sugere que, ao contrário do que se pensava, a idade avançada não prejudica a forma como o corpo digere e absorve a proteína dos alimentos, segundo os pesquisadores liderados por Luc JC van Loon da University Medical Center de Maastricht, na Holanda.

O estudo tem uma série de limitações. Além do pequeno tamanho, ele não analisou as alterações da massa muscular ao longo do tempo, apenas as mudanças a curto prazo das proteínas das fibras musculares após a ingestão da bebida. Por isso, não está claro quais tipos de ganhos os adultos mais velhos ou mais jovens possam ter por ingerir proteína pós-treino.

Ainda assim, os resultados sugerem que se exercitar antes do consumo de proteínas pode ajudar o corpo a reservar esses nutrientes para uma maior utilização de fortalecimento muscular, segundo a equipe de van Loon.

E para os adultos mais velhos, o exercício deve "claramente" ser considerado uma forma de impulsionar o acúmulo da proteína muscular em resposta ao alimento --e, por extensão, favorecer um envelhecimento saudável.

O estudo incluiu 24 homens idosos, com idade média de 74 anos, e 24 jovens, com idade média de 21 anos. Nenhum deles praticava exercícios regularmente.

Os pesquisadores escolheram aleatoriamente os homens em dois grupos: em um, os homens descansavam por 90 minutos. Em seguida, faziam exercícios por 30 minutos --pedalando uma bicicleta ergométrica e realizando exercícios leves de fortalecimento. No outro grupo, os homens passaram os 30 minutos adicionais relaxando.

Depois, os homens de ambos os grupos ingeriram uma bebida que continha 20 gramas de proteína e, em seguida, tiveram os níveis de aminoácido no sangue medidos repetidamente. Os pesquisadores também tiraram uma pequena amostra de tecido do músculo da coxa de cada homem, mesmo antes da bebida de proteína, e 6 horas depois, para medir as mudanças na quantidade de proteínas no músculo.

Em geral, van Loon e seus colegas descobriram que a proteína muscular aumentou em maior medida no grupo que se exercitou, e tanto os mais velhos quanto os mais jovens mostraram benefícios similares.

É bem sabido que a massa muscular tende a diminuir com a idade, e alguns pesquisadores propuseram que uma razão pode ser que, em pessoas mais velhas, a produção de proteína muscular pelo corpo responde de forma menos eficiente à proteína do alimento, e também para o exercício.

No entanto, os resultados atuais sugerem que esse pode não ser o caso.

"Abordagens alimentares são necessários para prevenir e atenuar as perdas de massa muscular relacionadas à idade", disse Van Loon.

Com base nestes resultados, ele conclui que é possível que ingerir proteínas após o exercício permite uma maior utilização da proteína derivada de alimentos para a construção muscular, tanto em jovens quanto em velhos.

DA REUTERS