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quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A Hierarquia do Emagrecimento...




Fonte:http://ligadasaude.blogspot.com/2012/02/hierarquia-do-emagrecimento.html

Texto:Rogério Cardoso

Tenho durante os meus últimos 10 anos treinado pessoas que buscam os meus serviços essencialmente e na maioria das vezes para a perda de gordura corporal. Ao longo dos anos, novas pesquisas cientificas tem mostrado como este efeito pode ser potencializado pela alta demanda do publico que busca isso.

Com o tempo tenho evoluído os meus métodos e estão sendo refinados para que isso ocorra mais rapidamente com os meus clientes. Quanto mais os faço emagrecer, mais dinheiro irei ganhar, mais nome vou ter no mercado e mais clientes virão a mim. E isso não acontece somente na minha área, que sou Personal Trainer, mas em outras profissões como a de nutricionista, não é verdade?

Lemos muitas coisas diariamente, escrevi já sobre isso em meu blog (www.fitlabore.blogspot.com), dei palestras sobre o tema e umas das perguntas que mais recebo é “ Como posso reduzir meu percentual de gordura, sem perder minha massa muscular?”.

O grande problema é que lutamos contra um fator importante; o tempo. E cada vez é mais escasso este tempo para qualquer pessoa e, qualquer pessoa quer o resultado mais rápido trabalhando o menos possível para o alcance deste objetivo.

A maioria dos meus clientes possuem somente de 2 a 3 vezes por semana durante 1 hora para treinar e através disso, como podemos maximizar esta perda de gordura, brigando ao mesmo tempo com o próprio “tempo”!

Existem fatores muito importantes para que isso ocorra e acredito numa hierarquia para que isso aconteça:

1-Uma planilha nutricional correta

Sim, este é o fator primordial e primeiro da escala hierárquica. A diferença para a perda de gordura e formação da massa muscular é uma dieta equilibrada e bem feita. Isso está em várias referências acadêmicas. Não tem jeito, não adianta nada ficar 3 horas em uma academia, fazendo esforço físico e depois comer extremamente errado.

2-Atividades que queimam calóricas, aumentem a Massa Magra

Grande parte da nossa perda calórica é relacionada aos exercícios físicos e a nossa taxa metabólica de repouso,que é aquilo que gastamos durante o dia sem estarmos realizando exercício físico. Quanto maior sua massa muscular, maior o seu gasto metabólico basal e maior a sua perda de gordura durante o dia.

3-Elevação do Metabolismo

Sabemos que quanto maior a intensidade do exercício, maior o gasto energético pós-esforço físico. Então, o corpo manterá este metabolismo mais alto, durante um maior tempo, e com isso no final do dia, a demanda metabólica será maior e isso acentuará esta perda de gordura.

4- Atividades extras

Além do que esta planejado fazer, a realização de atividades que gastam calorias ajudam bastante a perda de calorias e as pessoas não tem noção disso. Quanto mais ativas estas pessoas forem, maior o gasto calórico, e maior a perda de gordura da pessoa. Uma ferramenta muito eficaz para seu gasto calórico. Caminhar, passear com o cachorro, subir escadas ao chegar em casa, tudo isso a médio e longo prazo ajudarão na perda de gordura!

Para que eu tenha sucesso com meus alunos as minhas estratégias de intervenção são:

1-Treinamento de Força
2- Treinamento intervalado de alta intensidade anaeróbico
3- Treinamento intervalado de alta intensidade aeróbico
4-Aeróbico no Steady State
5-Aeróbio de baixa intensidade

Este método talvez seja diferente do que vemos na mídia. Na área de treinamento, não existe o certo e o errado e sim, a metodologia de cada profissional e o que ele acredita. Tenho tido durante estes anos, bons resultados com meus clientes, embora meu foco maior seja a saúde como fator primordial. Normalmente quando se quer perder gordura, a mídia ressalta atividade aeróbia de baixa intensidade durante longo tempo e finalmente quando você esta em forma, trabalha-se o treinamento de força para que ele aumente a massa muscular e defina o corpo.

Acredito que devemos atacar rapidamente todas as valências do clientes, na maior intensidade possível, equalizado com o tempo disponível para que a perda de gordura ocorra da forma mais rápida possível, com uma metodologia certa e com segurança para o cliente.

Referências Bibliograficas

Schuenke MD, Mikat RP, McBride JM.
Effect of an acute period of resistance exercise on excess post-exercise oxygen consumption: implications for body mass management.
Eur J Appl Physiol. 2002 Mar;86(5):411-7.
Kramer, Volek et al.
Influence of exercise training on physiological and performance changes with weight loss in men.
Med. Sci. Sports Exerc., Vol. 31, No. 9, pp. 1320-1329, 1999.
Bryner RW, Ullrich IH, Sauers J, Donley D, Hornsby G, Kolar M, Yeater R.
Effects of resistance vs. aerobic training combined with an 800 calorie liquid diet on lean body mass and resting metabolic rate.
J Am Coll Nutr. 1999 Apr;18(2):115-21.
Katch and MaCardle, Fisiologia do Exercicio Nutrição, Exercicio e Desempenho 7ª Ed. Guanabara Koogan

Um abraço e até a próxima!

Prof. Esp. Rogério Cardoso

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Qualidade de vida diminui absenteísmo



Olá pessoal, hoje eu participei de uma palestra na Cosan, na Usina Santa Helena, onde eu teria que falar sobre programas de saúde e qualidade de vida para funcionários e colaboradores da empresa. Mas isso é interessante não só para empresas grande, como para pessoas como nós mesmo, ou que possuimos pequenas empresas ou que trabalhamos em empresas! Aproveitem!

Rogério Cardoso


Por Patrícia Bispo para o RH.com.br

Muitas empresas, independentemente do porte ou ramo do negócio, deparam-se com um problema comum e nada agradável: percentuais significativos de funcionários ausentes durante o expediente do trabalho. Conhecido como absenteísmo, esse fato tira o ‘sono’ de muitos dirigentes e é alvo de ações específicas da área de Recursos Humanos, afinal quando um profissional não está presente no seu posto de trabalho, alguns reflexos negativos podem ser sentidos rapidamente como, por exemplo, desorganização das atividades, comprometimento na qualidade dos serviços prestados, limitação na performance individual e da equipe, entre outros.

Na Região Metropolitana de Curitiba, a empresa BS Colway conseguiu diminuir os índices de absenteísmo graças ao Programa de Saúde Ocupacional, criado em 2002. O resultado desse investimento é tão positivo que as faltas atribuídas às lesões por esforço repetitivo ou à má postura diminuíram de 18% do quadro para 5,5%.

A BS Colway foi criada em 2000 e produz pneus remoldados, ou seja, são produzidos a partir de estruturas especiais (carcaças) importadas, testadas milimetricamente, utilizando-se máquinas e equipamentos com tecnologia de última geração. O processo de remoldagem, tecnologia largamente utilizada na Europa, consiste em remover a borracha das carcaças selecionadas após um rígido controle de qualidade, de talão a talão. Após este processo, o pneu é totalmente reconstruído e vulcanizado sem qualquer emenda, proporcionando perfeito balanceamento, apresentação e segurança no uso. Atualmente, a BS Colway conta com 500 funcionários trabalhando na fábrica e mais 200 profissionais atuando nos programas sociais desenvolvidos pelo IBS - Instituto BS Colway Social.

A preocupação da companhia, com a melhoria da qualidade de vida dos colaboradores, começou quando a organização observou que por volta da 6ª hora de trabalho, funcionários, principalmente aqueles que atuavam no chão de fábrica – a grande maioria - apresentavam cansaço, principalmente mental, e declínio de produtividade. De acordo com Ozil Coelho Neto, diretor de assuntos corporativos da BS Colway, na ocasião foi implantado o PEPE (Pacto Empresarial de Emprego) que consistiu em reduzir o turno de trabalho de 8h para 6h, sem diminuição de salário.

A organização, então, que antes trabalhava com três turnos de 8h, passou a atuar com um novo grupo de funcionários que formou a quarta turma de trabalho. Isso gerou um impacto adicional de aproximadamente 23% sobre a folha de pagamento, mas que já no primeiro mês transformou-se em um fator motivacional. “Sem que fosse o propósito, 60 dias depois passamos a ter um ganho de produção de cerca de 30% e com uma melhora qualidade inquestionável. Ganharam os funcionários e ganhou a empresa. E daí criou-se o que costumamos chamar de um verdadeiro plano de saúde e socializante, tendo como foco a prevenção física, o bem-estar, a educação e o conhecimento”, complementa o diretor de assuntos corporativos.

Com a redução do turno de trabalho, gerou-se um tempo real para o quadro funcional. Obviamente que se o pressuposto fundamental era reduzir o esforço mais estressante, a possibilidade de um segundo emprego para o profissional e a empresa não era interessante. Então, a BS Colway começou a questionar: o que os colaboradores fariam com o tempo que sobraria? Foi quando surgiu a necessidade de elaborar programas de ações complementares e, a partir daí, criou-se: um moderno centro de inclusão digital e uma biblioteca com mais de três mil títulos para estimular o hábito da leitura entre os funcionários. Paralelamente, todos os funcionários ganharam uma assinatura e recebem em suas casas o melhor jornal de cidade. Em seguida, a companhia construiu uma academia com mais de mil metros quadrados.

Após passagem por uma rigorosa avaliação médica e física, comandada por médicos, fisioterapeutas e professores, os funcionários receberam um plano de atividade definido através de dois conceitos: o método STS de Musculação Terapêutica, que consiste em permitir que indivíduos sedentários, ou clinicamente sedentários, obtenham um perfil de trofismo muscular de aspecto funcional ou pelas práticas do ganho de massa muscular através de aparelhos. Em conjunto, eles têm acesso – em áreas contíguas de ambulatório para tratamentos fisioterápicos ou através acupuntura – a tratamentos os quais são realizados por profissionais formados e por residentes das atividades citadas.

Para se ter uma idéia da receptividade dos colaboradores em relação às ações voltadas para a QVT, cerca de 80% dos profissionais freqüentam a academia que oferece sessões de 30 minutos de duração, antes ou após o expediente. No entanto, para atingir um índice de freqüência desse patamar, a empresa realizou um trabalho para estimular os funcionários a mudarem seus hábitos e, conseqüentemente, terem uma melhoria da qualidade de vida.

“Tendo em vista que este pacote de ações nos levou a baixar consideravelmente o absenteísmo, melhorar qualidade e ganharmos produtividade, por que não partilharmos estas vantagens também com seus protagonistas? Isso mesmo, nós bonificamos os funcionários que preencham requisitos básicos em cada uma das áreas. Tal bonificação chega a proporcionar ganhos de até 50% sobre o salário mensal”, destaca Ozil Coelho Neto, ao acrescentar que para fazer jus ao benefício, além do ganho físico e de apresentar um trabalho escrito sobre suas ações mensais, o funcionário precisa fazer prevenção odontológica e médica a cada seis meses em consultórios dentro da própria empresa, trazer atestado de vacinação dos filhos e exames preventivos do cônjuge, tudo pago pela organização.

Quando questionado sobre quem coordena todas essas ações, o diretor de assuntos corporativos cita que como o exercício de responsabilidade social exige profissionalização, para cada ação há um profissional da área para gerenciamento do projeto. No caso dos projetos como inserção digital, biblioteca, cursos e treinamentos os profissionais da área reportam-se ao serviço de Gestão de Pessoas da própria BS Colway e IBS Colway Social.

Resultados estatísticos – Em dois anos de monitoramento, os funcionários da BS Colway que freqüentam a academia tiveram uma redução de 14% no percentual de gordura. Atualmente, estima-se que apenas 7% dos funcionários da empresa têm necessidade de atendimento médico, enquanto que a média em outras empresas varia de 22% a 25%. Apesar da redução da carga horária de trabalho, desde que foi criada, a fábrica teve um aumento de 37% de produção, número que atribui, entre outras coisas, às atividades físicas. Os percentuais das faltas ao trabalho também animam a organização a manter os investimentos destinados à melhoria da qualidade de vida dos profissionais.

domingo, 17 de outubro de 2010

Mal de Parkinson: Exercicios,prevenção de quedas e melhora da qualidade de vida




Ontem fui convidado para ministrar uma palestra na Associação Colibri em Piracicaba, que é uma associação para pessoas portadoras do Mal de Parkinson. Fiquei muito feliz em receber este convite pela minha amiga Fernanda, que esta me ajudando muito na contribuição da minha área em grupos especiais, como câncer, Parkinson, Diabetes entre outros.

Fui recebido pela Presidente e Vice-Presidente da Associação, Maria Lucia e Silvia. Fiquei muito feliz em ver um grupo de idosos grande, buscando informações de como superar esta doença e como melhorar a qualidade de vida. Isso faz um bem danado, tanto para as pessoas, como para mim, que estou em busca de cada vez mais ajudar e contribuir para um mundo melhor. Tenho feito isso, através do Projeto Ilumina, que cedeu um espaço para que eu possa levar informações para pessoas com câncer.

Estou colocando abaixo o resumo sobre como a atividade fisica pode melhorar a qualidade de vida da pessoa portadora de Mal de Parkinson!

Atividade Fisica e Mal de Parkinson

O Parkinson é um doença motora, ligada a falta de neurotransmissores como as catecolaminas, mas a simples suplementação oral dessas substancias, ajuda a resolver apenas 50% do problema.
Estudos demonstram que a recuperação é sempre precária, se ao tratamento neurológico, não for associado o exercício fisico.
A etiologia ainda é obscura e controversa, contudo supõe-se a participação de vários mecanismos etiopatogênicos tais como: fatores genéticos, neurotoxinas ambientais, estresse oxidativo, anormalidades mitocondriais e excitocidade.

A degeneração nesses hormônios é irreversível e resulta na diminuição da produção da dopamina, que é o neurotransmissor essencial no controle dos movimentos.

O parkisonismo é um dos mais freqüentes tipos de distúrbios do movimento e apresenta-se com quatro componentes básicos: acinesia, rigidez, tremor e instabilidade postural. Pelo menos dois desses componentes são necessários para a caracterização da síndrome.

Atividade física

O parkinson afeta principalmente os movimentos. A combinação de seus sintomas diminuiu a capacidade dos indivíduos de movimentarem-se naturalmente, levando a dificuldades para realizarem tarefas simples do dia a dia, apesar de não levarem a paralisia de nenhum dos segmentos corporais.

Com o passar do tempo, o paciente começa a sentir dificuldade em atividades do dia a dia, como levantar-se da cama ou da cadeira, virar-se da cama, abotoar as roupas e vestir meias.
O andas pode apresentar alterações de lentidão, surge uma tendência de andar na ponta dos pés, e em algumas situações, como ao se ultrapassar pela portas e andar em espaços pequenos, os passos tornam-se exageradamente pequeno. Em casos extremos, ele tem que cair para frente para cair do lugar.

Em virtude disso, movimentam-se cada vez menos, favorecendo o surgimento de outras alterações que não são sintomas primários da doença de Parkinson, mas alterações secundarias decorrentes da superposição dos sintomas.

A atividade física objetiva minimizar problemas motores causados tanto pelos sintomas primários da doença quanto os secundários, ajudando o paciente a manter sua independência para realizar as atividades do dia a dia e melhorando sua qualidade de vida. O exercício não pode impedir a evolução da doença. Mas pode ajudar o paciente a manter uma melhor movimentação no seu dia a dia.

Os benefícios do exercício para o Parkinson, não há duvida que existem, mas a questão desafiadora é que em virtude do caráter progressivo da doença e do fato de atingir principalmente indivíduos com mais de 60 anos, torna-se importante que alem dos exercícios realizados por um profissional de educação física qualificado, o paciente mantenha uma rotina diária de exercícios especificamente voltados para o desenvolvimento solido de manutenção das condições motoras e prevenção não só das alterações próprias da doença, mas das alterações implicadas no processo de envelhecimento normal( diminuição da força e da muscular, problemas de equilíbrio e postura) potencializado nesses pacientes pela diminuição da mobilidade.

Estudo1
Mostrou que o treinamento continuo durante 8 semanas trouxe uma melhora progressiva na velocidade e na eficiência dos movimentos de uma atividade motora especifica, que envolvia movimentos seqüenciais dos dedos das mãos, mesmo em pacientes nos estágios mais avançados.

Estudo2
Todos os pacientes que aderiram a pratica de exercícios apresentaram uma melhora progressiva na capacidade de movimenta-se, avaliada por meio de uma escala internacional própria para doença de Parkinson (escala unificada para avaliação da doença de Parkinson) que mostrou uma redução da pontuação media obtida.

Assim apesar das possíveis alterações cognitivas e emocionais da doença de Parkinson, como alterações da memória, apatia e depressão, um programa semanal de exercícios mostrou-se aplicável e eficiente para minimizar os problema dos pacientes.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Coração dos atletas se adapta às exigências do esporte


Fonte: Folha.com

As mudanças causadas pela atividade física no corpo dos atletas vão muito além dos músculos sarados e do baixo percentual de gordura.

Uma pesquisa feita por médicos alemães e americanos, publicada na revista científica "Radiology", mediu com precisão, por meio de ressonância magnética, o coração de 26 triatletas e mais 26 homens sadios.

Entre os triatletas, os ventrículos direito e esquerdo estavam 30% maiores do que no grupo-controle. A espessura das paredes do coração também aumentou. No ventrículo esquerdo, a parede ficou 15% mais grossa entre os atletas. O volume de sangue bombeado subiu quase 30%.

Como as mudanças foram simétricas, os médicos as consideraram como adaptações do corpo aos treinamentos. No triatlo, os treinos exigem força e resistência, o que dá um maior impulso às transformações no corpo.

Daniel Arkader Kopiler, diretor da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte, diz que, antes, médicos viam sinal de doença no coração grande de atletas. "Hoje, sabemos que são modificações fisiológicas."




O volume maior dos ventrículos e a espessura de suas paredes permite que o coração bombeie mais sangue a cada batida. Assim, o oxigênio chega de forma mais eficiente às pernas e aos braços.

Turíbio Leite de Barros, coordenador do Centro de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Unifesp, diz que, com o maior volume de sangue a cada batida, a frequência cardíaca em repouso cai até pela metade.

"Os batimentos de alguém que não é atleta e tem um coração normal vão a 70 por minuto. Atletas chegam a ter só 35", diz o fisiologista.

As modificações não param no coração. Pernas e braços ganham maios vasos. O corpo produz mais óxido nítrico, substância vasodilatadora. São mais, e mais abertas passagens para o sangue.

Para receber mais oxigênio, as células dos músculos ficam com mais mitocôndrias, as estruturas que produzem energia.

Barros afirma que essas alterações microscópicas são as primeiras a surgir quando a pessoa entra em uma rotina intensa de exercícios. Se o atleta para de se exercitar, elas regridem em dias.

Já as mudanças no coração levam anos, e demoram mais para sumir.

O médico da Unifesp explica que o fato de as mudanças não serem permanentes ajuda a diferenciar as adaptações no órgão causadas pelo exercício de doenças como a insuficiência cardíaca.

"Se mesmo depois de fazer exames ainda houver dúvidas, o médico pode pedir ao atleta que pare de treinar por alguns meses para ver se o coração diminui", diz Barros.

A insuficiência cardíaca é uma das principais causas de morte súbita. Exercícios podem prejudicar quem tem o problema. Alguns sinais podem surgir nos treinos, como tontura e desmaio.

O esporte em si nunca foi ligado ao aparecimento da doença, afirmam os médicos.

Kopiler diz que atividades intensas, como maratonas, podem destruir células do coração, mas não há sinais de que isso afete a saúde.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Obesidade: uma nova epidemia?



Você tem se achado meio gordinho ou gordinha? Adora guloseimas, mas passa longe de frutas, legumes e verduras? Fica horas por dia sentado em frente à televisão, ao computador ou ao videogame? Cuidado: você pode acabar sendo mais uma vítima da obesidade.

No mundo todo, uma em cada dez crianças está com excesso do peso. São 155 milhões, segundo um levantamento feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Destas, aproximadamente 40 milhões são classificadas como obesas, ou seja, estão bem acima do seu peso ideal.

A criança ou o adolescente obeso corre o risco de desenvolver sérios problemas de saúde, como pressão alta, diabetes tipo 2, colesterol alto e até problemas cardíacos – doenças que antes praticamente só eram encontradas em adultos. Também tem muito mais chances de se tornar um adulto obeso. E, como se não bastasse, ainda tem que enfrentar o preconceito e a discriminação das pessoas.

Nos dias de hoje, a extrema valorização dos corpos magros e sarados e a falta de informação fazem com que muita gente pense que a pessoa é obesa porque é preguiçosa ou simplesmente gulosa. Mas as coisas não são tão simples assim. A obesidade é uma doença, mais propriamente uma síndrome, que pode ter várias causas, mas é, acima de tudo, um mal da vida moderna.

Pouca atividade física e alimentos hipercalóricos

Genética, doenças como o hipotireoidismo, morte de um parente ou amigo, baixa autoestima, separação dos pais ou outros problemas emocionais. Essas podem ser algumas das causas da obesidade em crianças e adolescentes. Mas a maioria dos especialistas no assunto concorda: a principal razão para o crescente aumento da obesidade no mundo é o fácil acesso a alimentos hipercalóricos (e o estímulo ao consumo dessas gulodices), combinado com a diminuição da prática de exercícios físicos.

Maria Thereza Furtado Cury, professora do Instituto de Nutrição da UERJ e coordenadora do Grupo Amigos, que atende crianças e adolescentes obesos no Ambulatório do Instituto de Endocrinologia da Santa Casa de Misericórdia, diz que a maioria dos pacientes consultados pelo projeto tem hábitos alimentares muito ruins: “Um excessivo consumo de fast foods, uso de refrigerantes e pouca utilização de legumes e verduras no cardápio diário”.

A situação se agrava, segundo a nutricionista, porque as pessoas não têm mais tanto tempo para cozinhar em casa. “A mãe sai para o trabalho, o pai sai para o trabalho. Então, a criança fica à mercê de uma alimentação muito industrializada”, afirma.

Copiando o modelo americano, as lanchonetes também incentivam as pessoas a comerem cada vez mais, aumentando as porções de comida e reduzindo a diferença de preço entre os tamanhos grande e pequeno. “No meu tempo de criança você comprava, no cinema, um saquinho de pipoca. Hoje você compra um balde de pipoca e um balde de refrigerante”, compara Maria Thereza.

Nas grandes cidades, o medo da violência e o pouco espaço para brincadeiras ao ar livre também têm feito com que as crianças participem menos de atividades que gastam muita energia, como pular corda, pique e queimado. As brincadeiras agora acontecem mais em lugares fechados, dentro de casa ou em lan houses, por exemplo.

As facilidades trazidas pela tecnologia também contribuem para o aumento da obesidade. Cada vez menos, as pessoas vão para escola ou para o trabalho a pé ou de bicicleta. Elevadores, controles remotos, escadas rolantes são símbolos da comodidade da vida moderna. Alimentos empacotados, prontos para serem consumidos também.

Maria Thereza comenta o absurdo do comodismo: “Você pode até achar engraçado, mas tem criança que não come bife porque tem preguiça de mastigar. Laranja, frutas que precisam ser descascadas, eles passam batido”, afirma. Não é esse o seu caso, certo?