quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Somos feitos para envelhecer!
segunda-feira, 7 de abril de 2014
Perguntas da semana!
terça-feira, 18 de março de 2014
Paradigmas da saúde!
domingo, 5 de agosto de 2012
As 10 Principais Dicas de Nutrição
quarta-feira, 28 de março de 2012
Michael Pollan - Regras da Comida

Fonte:veja.com
“Saudável é a comida da mãe”
O ensaísta americano Michael Pollan, de 53 anos, é autor do livro há mais tempo na lista dos mais vendidos do jornal americano The New York Times: está há quinze semanas entre os primeiros colocados. In Defense of Food (Em Defesa da Comida) é a mais recente de suas obras sobre a indústria alimentar. Seu livro anterior,O Dilema do Onívoro, publicado no Brasil pela Editora Intrínseca, é outro best-seller sobre o tema. Pollan é radical em sua aversão aos exageros da ciência da nutrição. Ele diz que a humanidade está negativamente obcecada pelos benefícios da alimentação à saúde e que não deveríamos nos pautar unicamente pelos conselhos dos nutricionistas na hora de decidir o que comer. Pollan deu a seguinte entrevista ao repórter Thomaz Favaro de sua casa, na Califórnia:
Pollan – Atualmente, os alimentos são vendidos apenas com base em seus benefícios para a saúde: um é capaz de reduzir seu colesterol, outro tem muitas fibras. Os nutrientes tornaram-se mais importantes que a comida
Pollan – Nutricionismo é a atual ideologia em torno da comida. O nutricionismo parte de alguns pressupostos, muitos dos quais nós compartilhamos sem perceber. Acreditamos, por exemplo, na possibilidade de dividir o mundo em nutrientes bons e ruins. Os ruins precisam ser removidos da comida, enquanto os bons, quanto mais, melhor. Atualmente o bom é o ômega-3 e o ruim é a gordura trans, mas isto muda constantemente ao longo da história. Cem anos atrás, as proteínas eram os nutrientes ruins, que deveriam ser substituídos por carboidratos. Outra premissa é que comemos para manter a saúde. Alimentamo-nos para melhorar ou piorar nossa saúde, e apenas isto. Na verdade, comemos pelas mais diversas razões: por prazer, para socializar com os amigos, para participar de rituais familiares e até para demonstrar nossa identidade cultural e religiosa. A saúde é só uma das razões, e por isso não pode se tornar nosso único parâmetro de escolha dos alimentos.
Pollan – Os nutricionistas têm uma tarefa muito difícil. É muito complicado entender o que se passa no fundo da alma de uma cenoura ou de um ovo. Estas comidas são mais do que a soma de seus nutrientes, são verdadeiros sistemas com relações complexas entre si. Quando se isola um nutriente da comida para ver como funciona, ele não se comporta da mesma maneira que dentro do alimento. Eis um exemplo: o betacaroteno, nutriente presente na cenoura, é um antioxidante que se converte
Pollan – É muito difícil estudar as propriedades dos nutrientes dentro de um contexto. Não comemos apenas nutrientes, fazemos refeições completas. Comer tomate com azeite é diferente de comê-lo sozinho, pois o azeite aumenta a quantidade de antioxidantes do tomate que o organismo é capaz de absorver. Além da combinação de alimentos, é preciso levar em conta a quantidade de exercício que uma pessoa pratica, seu estilo de vida, sua cultura. São estudos muito complexos. Cortadores de cana em Cuba comem 6.000 calorias por dia, a maior parte puro açúcar. Isso faria de qualquer um de nós diabético, mas eles não ficam doentes. Não ficam sequer gordos, pois estão queimando todo este açúcar no trabalho. Outro problema ao estudar a alimentação de populações é que é difícil conseguir respostas honestas dos entrevistados. Se você der um questionário para uma pessoa escrever o que ela comeu nos últimos três meses, ela não vai se lembrar de tudo e vai mentir. As pessoas se esquecem do que comeram.
Pollan – Sim, há testes que comprovam isso. Foram entregues a crianças dez tipos diferentes de alimentos integrais, in natura. Algumas vezes elas comiam apenas um tipo de alimento o dia todo, mas ao longo de uma semana, estas crianças, usando apenas seus instintos naturais, construíram uma dieta muito saudável. É uma prova de que em algum lugar, perdido no meio deste turbilhão de informações sobre o que devemos comer, possuímos instintos naturais para escolher nossos alimentos. Usamos o olfato para saber se a comida está estragada. Comidas muito amargas também não nos apetecem, justamente porque a maioria das toxinas têm esse sabor. A maioria de nós percebe que comer fast-food em grandes quantidades nos faz sentir mal depois. Nós temos instintos, mas está difícil confiar neles, sobretudo depois de tanta exposição ao sal e açúcar.
Veja – Por quê?
Pollan – Atualmente é muito fácil manipulá-los. Biologicamente, estamos condicionados a açúcar e gordura. Quando se coletava alimentos diretamente da natureza, isto não era um problema. Há poucas fontes de doces disponíveis além de mel e frutas maduras. No passado, só era possível conseguir gordura animal depois de uma boa caçada, o que não acontecia todo dia. Mas com a agricultura e a pecuária modernas, dar açúcar e gordura para as pessoas tornou-se fácil demais. Os alimentos processados e fast-foods contêm níveis altíssimos de açúcar, gordura e sal. Os cientistas da comida também podem criar substâncias que mentem para o nosso corpo, como adoçantes e gorduras artificiais. A manipulação dos alimentos torna mais difícil confiar em nossos instintos.
Veja – Há 50 anos, não havia tanta informação detalhada a respeito de nossas comidas, mas também não tínhamos tantos problemas de saúde relacionados à alimentação. Estamos mais inteligentes ou mais burros em relação à nutrição?
Pollan – Um pouco de cada. Um dos principais guias sobre o que nós deveríamos comer é a cultura, que na verdade é só uma palavra rebuscada para referir-se a nossas mães. É através das mães que a sabedoria da comida é transmitida através das gerações. Nós atualmente rejeitamos a culinária em nome desta dieta pseudocientífica, e passamos a ouvir cientistas e vendedores de comida ao invés de nossas mães. Ignorar nossa cultura alimentar é uma burrice. Quando eu era pequeno, cientistas e o governo americano diziam que manteiga era ruim para a saúde e margarina fazia bem, por ser uma gordura vegetal. Minha mãe, a contragosto, resolveu ouvir a sabedoria deles e nos deu margarina. Ela dizia que eles estavam errados, mas nós dávamos risada. Hoje a ciência provou que ela estava certa. Quando se interpreta a cultura como uma história da carochinha, corre-se o risco de perder conhecimentos importantes. Porém nem tudo foi perdido: nós realmente aprendemos algo com os estudos acadêmicos. A ciência da nutrição não é uma perda de tempo. Há muitas coisas que sabemos sobre composição dos alimentos e sobre metabolismo que nós não conhecíamos há cinqüenta anos. Muito desse aprendizado está justamente comprovando que a sabedoria popular estava certa.
Veja – De qual culinária estamos falando? Japonesa, francesa, italiana, brasileira?
Pollan – Não importa. Não existe algo como uma culinária típica maléfica: ela não teria durado até hoje se não mantivesse as pessoas vivas e saudáveis. Qualquer comida tradicional é melhor que a moderna dieta ocidental. As pessoas podem escolher de acordo com a sua preferência. Mas atenção: ir a um restaurante japonês ou francês não é garantia de que você estará comendo a comida tradicional do país. Em muitos lugares, serve-se a comida dos banquetes, que é diferente do que aquela nacionalidade come cotidianamente. Muito do que achamos que é comida chinesa são pratos servidos em ocasiões especiais, pois são repletos de carne.
Veja – Há cada vez mais produtos disponíveis nas prateleiras dos supermercados. Temos realmente mais tipos de comida disponíveis?
Pollan – Sim e não. É fato que atualmente podemos encontrar diferentes frutas e vegetais do mundo todo no supermercado, muito mais do que encontraríamos cinqüenta anos atrás. Por outro lado, ao analisar as fontes de calorias, nota-se que a nossa dieta está menos diversificada. Mais de dois terços das calorias consumidas diariamente vêm de apenas quatro vegetais: milho, soja, trigo e arroz. Um século atrás, havia maior diversidade. Esta aparente diversidade no supermercado obscurece a realidade de que a diversidade de nossa dieta vem encolhendo.
Veja – A comida recebe cada vez mais poderes de definição sobre nosso humor e caráter. Estamos colocando propriedades mágicas nos alimentos?
Pollan – A comida tem, de fato, uma dimensão espiritual. É uma maneira de conectar-se com o mundo, com as outras espécies com as quais convivemos e também com outros seres humanos. Uma comunhão acontece toda vez que se faz uma refeição com a família ou amigos. Mas há uma obsessão em obter os nutrientes corretos, e uma percepção errônea de que basta comer a comida correta que tudo estará bem com você e o mundo todo. Não é tão simples assim. Precisamos voltar a nos preocupar com toda a cadeia produtiva dos alimentos e não ficarmos obcecados com este ou aquele nutriente. A manutenção da saúde deve ser apenas uma conseqüência, e não o objetivo de comer bem. É claro que se você está doente, a comida pode ser um excelente remédio. Mudanças na dieta podem ter um enorme efeito em sua saúde. Mas a maioria de nós não está doente, então não precisamos nos preocupar tanto com isso. Há um distúrbio alimentar chamado ortorexia, que é a obsessão por alimentar-se de maneira saudável. Acho que muitas pessoas atualmente sofrem com este mal.
Veja – Como a industrialização dos alimentos mudou nossa relação com a comida?
Pollan – Nós não sabemos mais de onde vem nossa comida. A cadeia é tão grande que muita gente acha que a comida vem do supermercado. Muitas crianças hoje não entendem que a cenoura é uma raiz. Elas se perguntam de que parte da planta são estes pedaços laranjas dentro de um saco plástico. A indústria alimentar nos desconectou do fato de que dependemos destas outras espécies, com as quais compartilhamos o planeta, para sobreviver.
Veja – Quais são as conseqüências desta desconexão?
Pollan – Nós entregamos a preparação dos alimentos para empresas de grande escala. Isto pode ser conveniente, pode nos ajudar a conseguir uma hora a mais na frente da televisão ou da internet, mas estas empresas não cozinham bem. Elas usam muito sal, gordura e açúcar. A comida se torna altamente calórica e não tão nutritiva. A conseqüência é que nos tornamos mais vulneráveis. Somos vítimas mais fáceis das manipulações dos alimentos fast-food e das propagandas de dietas milagrosas. É uma das razões pela qual nós temos tantos problemas de saúde relacionados à alimentação. Não confiamos mais em nossas tradições, não sabemos mais como cozinhar. Precisamos tomar de volta a decisão sobre nossas escolhas alimentares e sobre a preparação das refeições.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Não consegue tempo para malhar? Agende!

Atividade física deve ser encarada como uma prioridade assim como outras atividades de lazer, afirmam especialistas
É difícil, hoje em dia, não ter ouvido ao menos uma vez na vida que a prática regular de exercícios pode proporcionar inumeráveis benefícios para a saúde, além de ajudar na conquista e na manutenção de uma vida mais longeva, ativa e feliz.
E mais: especialistas em fitness já demonstraram que não é preciso malhar à exaustão ou esperar grandes períodos de tempo para colher os benefícios do exercício. Ainda assim, um grande número de pessoas não está praticando atividade física ou pratica tão pouco que fica sem benefício algum.
Faça o teste: Qual é a atividade física ideal para você?
Se malhar é tão bom, então por que mais pessoas não estão deixando o sofá para abraçar uma vida menos sedentária? Muito disso tem a ver com o tempo, diz Michael R. Bracko, fisiologista esportivo e diretor do Instituto de Pesquisa Hockey em Calgary, no Canadá. Não apenas a quantidade de tempo que as pessoas têm, mas também a quantidade de tempo que elas pensam que têm.
“As pessoas não vêem a atividade física como importante o suficiente para programá-la dentro de suas rotinas. Elas não encontrarm tempo para malhar. Elas têm filhos, precisam gerenciar uma casa ou estão trabalhando e se locomovendo de um ponto a outro da cidade”, diz Bracko.
No entanto, especialistas em saúde advertem que a participação em atividade física regular pode gerar uma gama de benefícios à saúde.
Malhar regularmente ajuda o corpo a regular os níveis de açúcar no sangue e a reduzir pressão arterial, diminuindo as chances de desenvolver diabetes ou doenças do coração, de acordo com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). Estudos têm demonstrado que a atividade física também mantém saudáveis os músculos, ossos e articulações, e pode inclusive retardar os efeitos do envelhecimento.
Além disso, o exercício melhora o humor estimulando a liberação de hormônios que reduzem os sentimentos de ansiedade e depressão, diz o CDC. Algumas pesquisas descobriram ainda que o exercício ajuda a manter a mente ativa, melhorando a memória e potencialmente ajudando a afastar a demência na velhice.
O CDC estabeleceu diretrizes para a quantidade de exercício que as pessoas em vários estágios de suas vidas precisam para se manterem saudáveis, veja:
Crianças entre seis e 17 anos devem fazer cerca de uma hora de atividade física todos os dias. Já os adultos de 18 anos ou mais devem praticar pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada (como uma caminhada rápida) ou 75 minutos de atividade aeróbica vigorosa a cada semana.
Além disso, é importante fazer um trabalho de fortalecimento que trabalhe os grupos musculares mais importantes ao menos duas vezes por semana.
Encontrar a força de vontade para reservar este tempo pode ser muito pessoal, e as pessoas talvez precisem olhar para si em busca de entender o que mais importa para elas, diz Barbara Ainsworth, professora de exercício e de bem-estar da Arizona State University.
“Todo mundo tem diferentes razões para se motivar. O importante é encontrar as que fazem sentido para você”.
Para alguns, é um laudo médico dizendo que eles estão a caminho de uma doença crônica, caso não entrem em forma. Outros querem melhorar aspectos estéticos ou aumentar a própria capacidade atlética. Há quem malhe para aliviar o estresse e que goste da academia pela vida social que ela traz consigo.
Para trazer a atividade física de volta à sua vida, Bracko e Ainsworth sugerem duas grandes dicas:
1. Pare, avalie e compreenda que a atividade física deve ser encarada como uma prioridade assim como outras atividades de lazer, como ver televisão ou ler. “Estamos ocupados porque escolhemos fazer algumas coisas em dentrimento de outras. É preciso fazer escolhas diferentes” diz Ainsworth.
2. Encare o exercício físico como uma atividade que pode ser quebrada em blocos de 10 a 15 minutos, que podem ser encaixados ao longo do dia. Ir a pé para o trabalho conta. Participar das atividades dos filhos também. Mães que levam seus filhos ao futebol, por exemplo, podem caminhar em volta da quadra em vez de ficarem sentadas na arquibancada assistindo ao jogo.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
OBESIDADE

O número de pessoas com excesso de massa corporal ou como muitos conhecem, obesidade, vem crescendo muito nos últimos anos, e de uma forma que nos chama muito a atenção, a ponto de ser classificado como epidemia. E ao contrário do que muitos pensam isso não vem acontecendo apenas na sociedade norte-americana, e sim no mundo todo, ou seja, é um problema global, incluindo o Brasil.
A obesidade é uma ameaça a saúde e a qualidade de vida, um estudo feito pelo Healthy People 2000, era de se esperar que no ano 2000 o número de indivíduos com sobrepeso seria de 20% da população, infelizmente o nosso número é maior que este!
Alguns problemas estão diretamente ligados com a obesidade, como o sedentarismo, câncer, diabetes tipo II, hipertensão, e como conseqüência a qualidade de vida se encontra em baixa.
Crescendo o número de pessoas com este problema, cresce o número de serviços para indivíduos obesos, como por exemplo, dietas absurdas, planilhas de treinamento padronizado, centros de tratamentos estéticos milagrosos, entre muitos outros, mas não se deixe enganar, para sair da obesidade não tem segredo, em primeiro lugar procure sempre uma orientação de um profissional da área da saúde, e em relação ao processo de emagrecimento é necessário um balanço na matemática energética, ou seja, você deve sempre gastar mais do que ingerir.
Lembre-se: Para a escolha certa da sua atividade física, deve-se priorizar o prazer e o bem-estar para que você não perca a motivação da prática de qualquer atividade. E a associação entre atividade física e alimentação saudável é o melhor caminho para você sair da obesidade.
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Para ser ter uma vida saudável? O que fazer?

Janaina pergunta:"Prof. Rogério, parabéns pelo seu blog e profissionalismo em atender a todos pelo twitter e pelo email. Admiro profissionais como você que estudam bastante e se mantém sempre informados para ajudar as pessoas a melhorarem sua saúde. Infelizmente na minha cidade e nas academias que freqüentei, faltam profissionais como você que não dão a devida atenção aos alunos! Gostaria de poder sanar uma dúvida! Quais os cuidados ao treinar a distância e quais são as suas dicas para se manter sempre saudável!
Piracicaba deveria estar feliz de ter um professor como você!"
Janaina, muito obrigado pelas palavras e pelo carinho. Meu intuito é exatamente este de levar informações e melhorar a qualidade de vida das pessoas através de informações atualizada e imparciais.
Bom, treinar e distância exige dedicação e comprometimento da pessoa. Treino pessoas pelo Brasil e elas sempre me passam o feedback sobre como andam os treino o que esta acontecendo e etc... com a internet, você possui mecanismos para conversar com o profissional de educação física que contratou e ainda tem todas as dicas. A pessoa deve tomar o cuidado de sempre seguir os treinos e no caso da musculação,ver a execução ideal no movimento para que se evite lesões.
Para manter a saúde, acredito que muitas pessoas saibam o que tem que fazer, mas poucas o fazem. Atualmente para muitas pessoas ser saudável é ter um corpo escultural, mas isso não condiz com o que as pesquisas mostram, quando muitas pessoas usam de substâncias ruins para o organismo para ter o corpo da moda. Saúde ao meu ver e estar bem com o que não aparece tanto visivelmente no corpo, como ter o colesterol e açúcar controlado, estar bem hidratado, estar livre de doenças, fazer todas as atividade físicas normais e o principal, envelhecer com saúde,pois todos nós envelheceremos não é mesmo?
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Envelhecer bem!
Por: Débora Rubin e Paula Rocha

NA PISTA
O consultor Carlos Coradi, 73 anos: judô, Harley-Davidson, 12 horas
de trabalho diárias e seis filhos (a caçula com 8 anos)
A clássica imagem do velhinho de pijama, em frente à tevê, cuja maior audácia é sair de casa para jogar dominó com os amigos do bairro, está com os dias contados. Um novo padrão de envelhecimento está em curso. Conhecido como “envelhecimento ativo”, ele nem de longe lembra a resignação com que os idosos do passado se aposentavam do trabalho e da vida social. Saudáveis, dispostos a continuar em atividade por mais tempo e, graças aos bons ventos da economia, com dinheiro no bolso, muitos brasileiros que romperam a barreira dos 60 anos provam que é possível dialogar com a passagem do tempo harmoniosamente. “Negar o envelhecimento é negar a própria vida”, afirma a geriatra Andrea Prates, coordenadora executiva do Centro Internacional de Informação para o Envelhecimento Saudável (Cies), criado em 1999 para divulgar a promoção da saúde na terceira idade. Em 2050, 30% da população brasileira terá mais de 60 anos – hoje eles somam apenas 5,8%. Diante dessa estatística, o Brasil começa a entrar no padrão europeu e americano no que diz respeito à terceira idade: oferece opções de lazer e consumo compatíveis e de alta qualidade, (re)abre portas – e cria novas possibilidades – no mercado de trabalho e acena com simpatia para as relações que se formam depois dos netos nascidos.

BEM-ESTAR
A empresária Lígia Azevedo, 70 anos: exercício físico,
disciplina alimentar, vida social e roupas dos tempos de jovem
As empresas descobriram esse filão, um verdadeiro tesouro de mercado. Na tevê, uma propaganda de telefonia celular sinaliza os ventos de mudança. No filme, a avó conversa animada com o namorado ao telefone, sob o olhar e os comentários desaprovadores do neto adolescente, que comemora o fato de o pretendente morar em outra cidade. Quando o idoso bate à porta, em visita à amada, o menino ensaia uma cena de ciúme. Mas logo surge uma neta coquete. E o casal maduro ganha o aval do garoto instantaneamente. “Há riqueza na longevidade”, destaca Jorge Félix, autor do livro “Viver Muito” (Editora Leya). Segundo a psicóloga Camila Piza, consultora da Mandalah, empresa de inovação sediada em São Paulo, com braços em Nova York, Cidade do México e Tóquio, a iniciativa privada deve ficar atenta às oportunidades geradas pelo envelhecimento da população. “Afinal, as tendências não estão mais ligadas à idade”, afirma. Os fabricantes se apressam para aprender a ler as necessidades e os desejos dessa faixa etária. Nos Estados Unidos, o Massachusetts Institute of Technology (MIT) criou, no final dos anos 1990, o AgeLab, um laboratório de estudos sobre a longevidade cuja função é desenvolver ferramentas que orientem a indústria na feitura de produtos seniores. “A maioria dos idosos não gosta das coisas que hoje são feitas para eles”, atesta o diretor do AgeLab, Joseph F. Coughlin.
O turismo do Brasil já passou dessa fase e sabe direitinho como agradar aos clientes maduros. Com engrenagem e serviços de Primeiro Mundo, o setor oferece opções para todos os gostos – até para aqueles que não querem excursões só com a terceira idade. Apenas através do programa Viaja Mais Melhor Idade, do Ministério do Turismo, entre 2007 e 2010 mais de 600 mil pacotes foram vendidos a idosos. O mercado de trabalho é outro importante sinal de transformação. Com uma carência cada vez maior de profissionais especializados, como na área de engenharia, cujo boom nas universidades foi na década de 1970, os mais experientes estão valorizados e muitas vezes são chamados de volta ao mercado, em ebulição com a efervescência da construção civil nacional. Em suma, o paradigma de que quem chegou aos 40 ficou velho, definitivamente, caiu em desuso.

NA ESTRADA
O cantor Sérgio Reis, 70 anos: 16 shows por mês,
bom humor e tecnologia a serviço do sexo
Segundo pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida no País, que alcançava 41,5 anos sete décadas atrás, atualmente ultrapassa os 73 anos. E mudanças de comportamento são fundamentais para o aumento da longevidade, atestam os especialistas. Em um estudo realizado pela Enfoque Pesquisas com brasileiros acima de 55 anos, foram detectados três grandes grupos nessa faixa etária – os idosos convencionais cujo papel social ainda é cuidar dos netos; os que se recusam a aceitar a idade que têm e continuam se comportando como jovens; e os celebrators, os que aceitam com sabedoria a chegada da nova fase, usando a experiência de vida para se manterem ativos, cuidando do vigor físico e da saúde mental. “Os chamados boomers, aqueles nascidos entre 1946 e 1964, estão inaugurando esse estilo de vida”, explica Zilda Knoploch, presidente da Enfoque.
O arquiteto Antonio Ferro Corullon, 61 anos, é um legítimo celebrator. Ele acaba de inaugurar a terceira fase de sua vida, mas não consegue se reconhecer no papel de um senhor da terceira idade. Faz caratê – arte marcial que pratica há 43 anos – três vezes por semana e gasta a sola de sapato todas as noites numa escola de dança paulistana. “Melhor que dança, só sexo”, garante. E a vida sexual vai bem, obrigado. Corullon foi casado duas vezes, tem seis filhos e está namorando uma mulher dez anos mais nova. Não fuma, bebe cerveja eventualmente e joga futebol com seu grupo de amigos todo fim de semana. “Não senti o baque de fazer 60, confesso que ainda me sinto com a energia dos 18”, diz. O arquiteto é um exemplo para quem tem entre 30 e 40 anos por ter investido em pelo menos três coisas fundamentais ao longo da vida: saúde, vida social e segurança financeira. “Aos 40 anos, me planejei para que, aos 60, eu não tivesse mais de acordar para trabalhar, mas sim acordar para viver”, revela. Deu certo. No ano passado ele deixou o emprego fixo no qual entrava às 7h30. Agora, dita o próprio ritmo profissional.

NO RITMO
O arquiteto Antônio Corullon, 61 anos: aposentadoria
planejada e tempo para dança de salão e namoro prazeroso
Corullon seguiu na prática, mesmo sem saber, o mantra repisado pelos especialistas em envelhecimento ativo quando perguntados sobre como construir um futuro tranquilo e prazeroso. O segredo, garantem, é planejar a velhice a partir de hoje. Não importa qual idade se tenha. Foi o que fez o empresário paulistano Jorge Nahas, 31 anos. Ele já programou o dia em que não acordará mais com a obrigação de ganhar dinheiro – e isso deve acontecer antes dos 50 anos. Quando tinha 15, seus pais fizeram sua previdência privada. Aos 20, passou a investir em ações e, hoje, também tem imóveis. Poupar para o futuro não é sua única preocupação. Nahas frequenta a academia todos os dias, faz corrida de aventura, namora, viaja com os amigos e cortou o excesso de doce e carne vermelha de seu dia a dia. Estresse é uma palavra vetada de seu vocabulário. “Não sei como as pessoas querem envelhecer se entupindo de açúcar, estressadas e sem tempo para nada. Quero minha vida boa hoje e amanhã”, diz Nahas, que, como Antônio, celebra o presente, sem descuidar do futuro.
Dentro do projeto de vida saudável na terceira idade está inclusa a atividade profissional, mesmo depois da aposentadoria. “Em 30 anos, teremos horários mais flexíveis, muita gente trabalhando em casa e cada vez mais autônomos prestando serviço para empresas de diversos setores”, acredita o consultor de carreira Cristian Stassun. “São cenários que favorecem os que já estão há muito tempo no mercado e querem reduzir suas jornadas sem partir para a aposentadoria.” O mercado também está tendo de absorver os mais velhos por uma questão matemática, pois há mais gente sênior e qualificada na praça e menos jovens desse quilate disponíveis. “Os dados mostram que aquela história de quem perde emprego aos 50 não arranja nunca mais está mudando”, diz Ana Amélia Camarano, economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e especialista em envelhecimento. De acordo com o Ministério do Trabalho, em 2010, o número de assalariados com mais de 65 anos cresceu 12%, o dobro da média. Segundo Stassun, deve crescer também o número de brasileiros que irão migrar de carreira após os 50 ou trocar a profissão por um hobby remunerado. “Também veremos um boom de empreendedores seniores.” As áreas mais promissoras para a terceira idade, segundo Matilde Berna, diretora de transição de carreira da Right Management, são engenharia, TI, telecomunicações, direito e área acadêmica. “Eles podem atuar como consultores, prestadores de serviços terceirizados ou firmarem contrato formal por tempo limitado, para reestruturar a área de uma empresa, por exemplo”, diz.

SUOR
A pesquisadora Lúcia de Souza, 46 anos, pretende
envelhecer na pista. “Admiro as senhoras de mais de 70 do meu grupo de corrida”
Saulo Lerner, 62 anos, é um exemplo dessa virada já em curso. Aos 50, ele percebeu que não estava mais feliz com a carreira de executivo de uma multinacional. Pediu demissão e ficou sete meses sem trabalhar. “Nesse período, voltei a correr, cuidei da minha alimentação, li muito, retomei antigos contatos e revi meus projetos de vida”, conta. “Percebi que queria algo que me trouxesse mais satisfação pessoal”, diz o atual consultor de executivos. O gaúcho Marcelus Vieira, 45 anos, despertou para isso antes de chegar aos 50 anos. Sócio de uma loja de roupas em Ijuí (RS), ao lado da esposa, Suzana, ele pavimentou seu novo caminho profissional com um curso de chef de cozinha e seu prazer por comida, vinhos e viagens. Em 2007, reuniu 12 amigos e alugou uma casa na Toscana, Itália, com o objetivo de ensiná-los a cozinhar. A aventura virou coisa séria e foi batizada de Al Mondo, uma agência de turismo que leva grupos para experiências gastronômicas em diversos lugares do mundo. Daqui a 30 anos, Marcelus se imagina tocando a agência, mas com uma pequena diferença. “Quem sabe até lá eu compre uma casa na Toscana.”
Em uma pesquisa feita pelo site Minha Vida a pedido da ISTOÉ, 65,7% dos sete mil entrevistados disseram que querem continuar no batente depois de se aposentarem. “Pretendo continuar andando de moto e trabalhando até morrer”, sentencia Carlos Coradi, 73 anos. Quem vê o consultor financeiro passar com sua Harley-Davidson pelas ruas de Campinas, no interior de São Paulo, não duvida de sua afirmação. Pai de seis filhos (a caçula tem apenas oito anos), Coradi mantém uma rotina de fazer inveja a muitos jovens. Faixa-preta no judô, ele pratica esportes diariamente, trabalha mais de 12 horas diárias e desde adolescente mantém a paixão pela velocidade. Todo domingo, ele e os amigos do grupo de motociclistas “Anciãos ao Vento”, com integrantes entre 60 e 75 anos, se reúnem em viagens sobre duas rodas. Como se vê, é preciso saúde para gozar as benesses da “melhor idade”. E isso significa, entre outras coisas, postergar ao máximo o aparecimento de doenças crônicas como diabetes, doenças circulatórias e hipertensão, entre outras. A empresária Lígia Azevedo vai completar 70 anos neste ano. Considerada nos anos 80 a “Jane Fonda brasileira”, ela é um exemplo de quem está conseguindo se manter afastada desses males. Dona de um spa em Búzios, Lígia caminha diariamente durante 50 minutos, faz hidroginástica, terapia corporal, não come fritura e evita carne vermelha. A rotina à base de arroz integral, frango e salada, no entanto, não a exclui da vida social. “Amo brincar com meus netos, mas, se eu tiver uma festa, não vou deixar de ir”, diz a empresária, que viaja bastante em função de suas palestras sobre qualidade de vida. O corpinho enxuto e bem trabalhado faz com que ela ainda vista roupas de até 40 anos atrás. “Só uso roupa justa, nada do que é ‘apropriado’ para a minha idade”, conta a acriana radicada no Rio, lembrando que a indústria da moda é uma das que mais ignoram sua faixa etária.

FOCO
Jorge Nahas (acima), 31,
faz previdência privada desde os 15: “Quero minha vida boa hoje e amanhã”.
Saulo Lerner, 62 anos (abaixo), mudou de profissão já maduro para
aumentar sua satisfação pessoal.

Lúcia Inês Macedo de Souza, 46 anos, segue a trilha de Lígia. Sua paixão pela corrida aconteceu ao acaso, quando ela já tinha mais de 30. “Queria prestar um concurso da Polícia Federal e tinha uma prova de aptidão física. Fiquei preocupada porque não tinha esse preparo”, diz. O concurso foi abandonado. O esporte, no entanto, tomou conta da sua vida assim que ela fez a primeira prova de rua. “A corrida me dá uma sensação de poder, sinto que tenho mais resistência e disciplina”, afirma Lúcia, que engatou alguns namoros por causa dos treinos. “Quero correr até quando for possível. Admiro as senhoras de mais de 70 anos do meu grupo.”
Até quem já está no time dos que convivem com doenças crônicas pode, e deve, ter uma vida saudável. O cantor sertanejo Sérgio Reis, 70 anos, já sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), é diabético e fez uma angioplastia recentemente. Não se resignou. Além de tomar todos os seus remédios religiosamente e fazer check-up a cada seis meses, se mantém na ativa, fazendo o que mais gosta, cantar. São 16 shows por mês. Para descansar, o artista passa uns dias em um spa ao lado da mulher, Ângela Márcia, com quem se casou aos 66 anos. Seus outros elixires da juventude são o bom humor – “tristeza não entra no meu coração” – e o sexo. “Não posso tomar estimulantes sexuais porque sou cardíaco, então optei por uma bomba peniana”, revela. “Foram os US$ 10 mil mais bem gastos na minha vida, funciona que é uma beleza!”
A revolução sexual da nova terceira idade, proporcionada pelo avanço da medicina e pela maior capacidade física dessa faixa etária, permitiu que os relacionamentos florescessem entre os sessentões e setentões. Eleita a mais bela idosa de São Paulo em 2011, a ex-segurança Maria Conceição Liberato, 68 anos, colhe hoje os frutos de um amor iniciado em 2008 nos bailes dominicais do clube Elite Itaquerense, em Itaquera, zona leste de São Paulo. Aos 65, ela conheceu José Ademir, 14 anos mais jovem. “Foi amor à primeira vista”, derrete-se Conceição. Um ano depois, a atual aposentada realizaria o maior sonho de sua vida, casar de papel passado. “Ficar sozinha é muito triste. Já estava separada havia sete anos quando conheci o Ademir. Hoje ao lado dele me sinto mais realizada do que nunca”, conta.
A maior longevidade das próximas gerações trará grandes desafios no que diz respeito ao amor. Segundo o observador de tendências Adjiedj Bakas, um surinamês que mora na Holanda, o cenário futuro é de muito mais experimentação e, em decorrência disso, mais divórcios e novos casamentos, que serão cada vez mais curtos. Apesar da quantidade de encontros, com uma forcinha extra da internet e das novas tecnologias, a solidão será um tema de peso nas próximas décadas. “Acredito que as pessoas se casarão assinando contratos por tempo limitado, de dez anos, por exemplo, como carteira de motorista e passaporte”, diz Bakas. “Só renovarão se estiverem satisfeitos com a relação, do contrário, se separarão automaticamente.”
Lígia, 69 anos, a dona do spa, teve dois casamentos e hoje, pela primeira vez, sente-se livre para namorar um rapaz mais novo. O consultor Saulo Lerner, 62, está casado pela segunda vez e forma o que os especialistas chamam de família mosaico – juntou os filhos do primeiro casamento dele com os da união anterior dela. E considera-se avô dos netos da esposa. O arquiteto Corullon, 61 anos, desfruta o frescor dos namoros na terceira idade. Sinais irreversíveis dos novos tempos, tais como as marcas em um rosto maduro.
sexta-feira, 27 de maio de 2011
Mudança no estilo de vida!

Olá a todos,
No final de julho vi a matéria na Revista Sou Mais eu com a Rosângela Barbieri, ela emagreceu mais de 30kg com reeducação alimentar e corrida, fiquei surpresa em saber que ela era do Rio Grande do Sul.

Fiquei animada, comecei a caminhar na esteira todos os dias, depois na rua, e em pouco tempo uma amiga me chamou para iniciar os primeiros passos na corrida. Então comecei a treinar com meu marido que já corria e também eliminou 14 Kg.
Adorei, com muito esforço, determinação comecei devagar os primeiros passos.
Tive que organizar minha alimentação, não deixei de comer nada, cortei pela metade as porções ingeridas por dia.
Uma coisa que não fazia era tomar água, passei a tomar muita água, e isso fez e faz muita diferença, desinchei e logo senti os efeitos na balança.
Passei a ler e seguir as dicas do blog da Rosângela http://www.romassoterapeuta.com/ e do Rogério http://www.fitlabore.com.br dicas muito valiosas que acrescentei em meu dia a dia.
Hoje com 55kg estou satisfeita com meu corpo, melhorei minha auto estima, estou feliz e realizada. Conheci a Rosângela pessoalmente e corremos juntas em Porto Alegre.
Agora estou participando dos circuitos de corrida e adorando, e não deixo de treinar.




