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terça-feira, 10 de abril de 2012

Cardíacos desconhecem gorduras que fazem bem à saúde




Fonte:uol.com

Pesquisa aponta que 55% dos pacientes desconsideraram a gordura insaturada que é indicada para a boa saúde do coração.

A maioria dos pacientes cardíacos não conhece os tipos de gorduras que fazem bem à saúde. É o que mostra pesquisa realizada no hospital estadual que é referência tem cardiologia, Dante Pazzanese.


O levantamento foi realizado com 600 pacientes em tratamento na instituição e também revelou que 67% não têm como hábito ler os rótulos dos alimentos.

Entre os tipos de gorduras que fazem mal à saúde, a trans e a saturada são as mais conhecidas, sendo consideradas ruins por 81,5% dos entrevistados.

Já entre os tipos que fazem bem, 55% dos pacientes desconsideraram a gordura insaturada que é até mesmo indicada para a boa saúde do coração.

Outro equívoco muito comum é em relação aos alimentos fontes de gordura. Assim como a bolacha recheada e a manteiga, que foram apontadas corretamente como alimentos menos saudáveis, a maionese também foi tida como um alimento rico em colesterol e gorduras ruins pela maioria dos entrevistados, o que não é verdade.

Outro alimento que Daniel Magnoni, médico da Divisão de Nutrição Clínica do Dante Pazzanese e coordenador da pesquisa, mostrou que os pacientes desconhecem as propriedades é a maionese.

O “spread” possui um perfil nutricional bom porque é fonte de gorduras poli-insaturadas, não contém gordura trans e oferece baixo teor de colesterol.

Além da maionese, outro alimento apontado erroneamente por 65,5% dos pacientes como fonte de colesterol e por 60% com excesso de gordura ruins foi o Ketchup, que por ser produzido a partir de tomates, não possui gorduras.

Magnoni acredita que a pesquisa foi útil para perceber que a maioria dos pacientes que precisam de uma alimentação adequada porque tratam problemas de saúde, como pressão alta, diabetes, obesidade e colesterol elevado, não sabem quais são os tipos de gorduras mais saudáveis, tampouco os alimentos que podem ser consumidos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O que faz o “colesterol bom” ser tão bom?



Fonte: discoverybrasil.com

O colesterol bom pode proteger as pessoas de doenças cardiovasculares, e pesquisadores da Universidade de Cincinnati acreditam ter descoberto a razão.

O trabalho, publicado no períodico Nature Structural & Molecular Biology, descreve em detalhes uma análise de lipoproteínas de alta densidade (HDLs) em nível molecular.

Diferentemente do HDL, as proteínas de baixa densidade (LDL), mais conhecidas como “colesterol ruim”, podem revestir as paredes das artérias e endurecê-las. Ao longo do tempo, esse endurecimento pode aumentar o risco de doenças do coração e infartos, segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos. Já o HDL transporta gorduras para o fígado e outras partes do corpo para que possam ser eliminadas, combatendo o colesterol ruim na corrente sanguínea.

Ao estudar o HDL isolado em plasma sanguíneo, os cientistas descobriram que uma proteína específica do “colesterol bom” –a apolipoproteína A-I– provavelmente é responsável por seus benefícios à saúde. Essa proteína ocupa a maior parte da superfície do HDL e pode influenciar na interação da lipoproteína com outras moléculas.

A equipe também descobriu que a estrutura do HDL se dobra e se adapta ao absorver mais gordura. As descobertas ampliam a compreensão dos cientistas sobre o colesterol e podem levar ao desenvolvimento de drogas que aumentem o HDL para combater os efeitos negativos do colesterol ruim no corpo.

Evidentemente, as pessoas podem aumentar o colesterol bom ao perder peso, praticar exercícios, não fumar e consumir gorduras mais saudáveis, medidas também aconselhadas para reduzir o LDL, segundo a Clínica Mayo.

Em geral, os médicos recomendam que pessoas acima dos 20 anos façam exames a cada cinco anos para verificar o perfil de lipoproteínas e monitorar os níveis de colesterol – tanto o bom como o ruim.