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terça-feira, 20 de maio de 2014

Porque o descanso é tão importante!


Hoje vou falar um pouco sobre descanso pré e pós-treino e descanso a partir de uma boa noite de sono. Como parte da nossa metodologia de ensino, pegamos muito no pé dos nossos alunos por causa desses descansos. São IMPORTANTÍSSIMOS para que os efeitos das sessões de treino, seja qual for, causem os efeitos esperados no organismo ou causem as adaptações esperadas no organismo, evitando também possíveis lesões.
Antes de competições, como a corrida, por exemplo, e isso serve pra qualquer corredor, precisamos estar bem descansados fisicamente e não fazer nenhum tipo de atividade com altas intensidades e longos períodos de duração, para que não causem traumas a níveis celulares (lesões, que podem levar a rompimentos) e utilizem demais nossas reservas energéticas musculares (glicogênio muscular), tudo para que no dia da prova os músculos e essas reservas possam estar até mais do que 100% ideais! Sim, mais do que 100%! De acordo com a periodização de qualquer modalidade, muitas dessas adaptações fazem com que sua capacidade aumente antes de determinadas datas, provocando a chamada supercompensação muscular, levando você a melhorar sua performance!
Dentro desse contexto também tem o sono, e não podemos esquecer-nos dele. Uma noite bem dormida, em média sete horas, causa benefícios que vão influenciar no ganho do seu objetivo. Claro que hoje temos dias corridos, cheio de compromissos que não permitem horas de sono, mas temos que se virar com isso! Não atropele sua saúde, e sim a coloque sempre à frente! Dentre esses benefícios estão à função restauradora natural dos estoques de energia, recuperação, relaxamento e descanso da musculatura, dá qualidade ao sistema nervoso central, fortalece o sistema imunológico e melhora da memória. Quando se fala em hormônios então a coisa fica muito mais interessante! Secreção e liberação de hormônios como o do crescimento que ajuda na hipertrofia muscular, insulina que ajuda na reposição dos estoques de glicogênio muscular (essa é a razão para aumentar a ingestão de carboidratos um ou dois dias antes de corridas, por exemplo, para que se aumentem os estoques de glicogênio muscular), diminuição da produção de cortisol e adrenalina, que são hormônios responsáveis pelo stress (daí a importância no combate a ele) e também no combate a PERDA DE PESO, pois existe o aumento da leptina (hormônio da saciedade) e diminuição da grelina (hormônio do apetite). Enfim, existe uma regulação dos hormônios que deixam nosso organismo afinadinho, sem falar em muitos outros hormônios... o sono é a melhor maneira de se recuperar!!!

O descanso pós-treino completa tudo isso. Se quiser que o treino que você fez surta efeito, ou quer que aquela velha lesão não volte, DESCANSE! Acabou o treino, acabou o quê estava planejado pra fazer, VÁ DESCANSAR! Se alimente bem para repor energias e deixe os músculos respirarem! Dessa maneira com certeza todos os seus objetivos serão alcançados! Descanso faz parte da qualidade de vida, então não se esqueça dele! O sono então nem se fale! Durmam bem!!!

Um abraço a todos!

Prof. Esp. Rodrigo Sacilotto

terça-feira, 23 de abril de 2013

3 principais estratégias para manter seu corpo no auge depois de treinar!


3 principais estratégias para manter seu corpo no auge depois de treinar

                                           Corpo de Wolverine....aquele do desenho X Men!



Caros amigos fitlaborianos,

Tudo bem com vocês? A Páscoa passou e com ela algumas gramas a mais para alguns no corpo e para outros uns quilinhos a mais. Gente, conheci uma pessoa esta semana que espera a Páscoa para comer o quanto puder de chocolate... sabe, aquela que devora tudo o que esta na frente!! O que ela diz é que Pascoa é só uma vez no ano, mas parece que ela mantém o espirito de Pascoa durante o ano inteiro no seu corpo. Não caia na tentação de achar que pode comer tudo de uma hora para outra! Ou só na Pascoa. Coma, mas de forma equilibrada!

Conversando com um aluno meu durante o treino, ele mencionou se existem estratégias para recuperar melhor após os treinos, pois ele estava se sentindo cansado, e isso estava acabando com ele. kkk Ainda bem né,porque sair para correr sem ficar cansado não rola.

Mas vou falar de pelo menos 3 estratégias que você, seu amigo, ou quem quer que seja pode usar para se recuperar melhor depois dos treinos. Vamos lá! 

Entenda a Dor Muscular Tardia 

A dor muscular tardia é aquela dorzinha que você sente nos músculos nas próximas 24 a 48 horas após o seu treino. Sabe aquela dorzinha quando você se levanta da cama e parece que estão pegando sua panturrilha e puxando, ou quando vai pegar alguma coisa no chão e sente a musculatura da coxa queimar? Diga oi para ela, é a dor muscular tardia!

Músculos rígidos , músculos doloridos!Com certeza em alguma momento da sua vida, você a conheceu. Mas saiba, ela costuma aparecer em pessoas que estão começando a fazer atividade física ou pessoas que "sobrecarregam" o seu treino. Em alguns momentos, isso é necessário,  então, faz parte. A dor aparece muitas vezes quando você corre na descida, ou quando faz a musculação ou treinos de força na fase excêntrica.

O que causa?
Existem algumas teorias para que isso ocorra. Entre elas:
  • acido lático
  • espasmo muscular
  • danos no tecido conjuntivo
  • lesão muscular (mais comum)
  • Inflamações
  • atividades enzimaticas
Existem estratégias boas e convincentes para que esta dor melhore, sem ter que usar drogas e remédios anti-inflamatórios como advil, tylenol ou nimesulida. Sempre falo para meus alunos deixar o corpo de adaptar, reduzindo o treino, ou mesmo parando, pois tomando estas drogas, a dor é camuflada, dessensibilizando o seu corpo para as respostas naturais do corpo para o  exercício  Para quem não quer usar isso, que só devemos usar em ultimo caso, segue as dicas:

1 Estratégia de Recuperação - Banhos em piscina de gelo

Parece maluquice, mas não é. A estratégia por trás do banho do Homem de gelo é que os banhos de gelo contraem os vasos sanguíneos, ajudando a limpar os resíduos dos tecidos afetados;diminui a atividade metabólica e retarda os processos fisiológicos além de reduzir o inchaço e ruptura do tecido. Não é fácil  mas ajuda muito. Quem não já viu no Mundialito de triathlon os caras logo depois de correrem, entrarem na banheira de gelo?

Depois que você sai da banheira,ocorre o aumento do fluxo de sangue e por sua vez melhora o processo de cicatrização. Não existem protocolos para se fazer isso, mas os treinadores norte americanos usam de 12 a 15 graus com 5 a 10 minutos na banheira. Os atletas relatam que você sai outra pessoa! Eu já fiz uma vez, é brabo, mas realmente a sensação depois é boa!
Um estudo do International Journal of Sports Medicine, uma revista muito boa da minha área, confirma que a imersão em banho de gelo realmente melhora o processo de recuperação muscular.Se tiver alguma dúvida, converse com o seu médico ou com o seu fisioterapeuta. Eles com certeza saberão falar qual o protocolo usar!Esta foi só uma sugestão baseado no que eu estou estudando sobre o que os caras lá de fora fazem, com os quais eu me baseio.

2 Estratégia de Recuperação - Rolos de espuma

Isso é uma tendência que esta chegando e vou passar a usar em minhas aulas de treinos com meus alunos. Uso com alguns alunos só, e de personal, mas irei fazer com todos.O rolo de espuma ou uma bolinha de massagem melhora a qualidade de recuperação de seu músculo e tecido conjuntivo. Torna o músculo mais flexível eliminando de forma mais rápida as toxinas. O ideal é sempre usar depois dos treinos, sempre nas pernas, panturrilha, coxas, glúteos e etc... usando o próprio peso do corpo. Converse com o seu professor, compre um pela internet, e use-o sempre depois dos treinos. Eu uso a bolinha, mas quero colocar logo este rolo para meus alunos nos treinos!

3 Estratégia de recuperação - Alongamento Pós Treinos

Este eu acho o mais fodástico de todos!!! Ah, desculpe, tem gente que não acha legal eu falar termos deste jeito, mas quem me conhece, sabe que sou assim, e não é por causa de uma palavra que não serei sério, não é mesmo? :)
De longe é o melhor e o mais fácil de ser feito.
Alongamento é um tema muito controverso na minha área. Se for em um Congresso Brasileiro, como eu já fui, numa mesa redonda vão ter caras com 50 artigos defendendo alongamento antes e depois, outros 50 defendendo só antes, mais 50 só depois, e mais 50 falando que alongamento não serve para nada, e que deveríamos ser como os gatos, só nos espreguiçarmos. Eu estou nos 50 do alongamento só depois.

Um consenso que se tem é que não se tem tanta importância no alongamento antes dos treinos, ou estiramento do músculos como prevenção de lesões ou aquecimento. E acredito muito nisso, só sendo recomendado em alguns casos.

O fato é que alongamento após os treinos, melhora a sua flexibilidade e faz com que as fibras musculares voltem ao nível de pré-esforço físico de forma mais rápida. Além disso ajuda a dissipar as toxinas resultantes do trabalho muscular. O alongamento pós treino, não vai reduzir a dor muscular, mas ao longo do dia e do tempo, nota-se que os músculos respondem de forma melhor do que se você não fizesse.Para mim como treinador, isso já basta, fora as comprovações cientificas para este tipo, na qual eu acredito.

Para quem quiser saber um pouco mais, recomendo estes artigos:
Vaile, J.; Halson, S.; Gill, N.; Dawson, B., Effect of Hydrotherapy on Recovery from Fatigue. Int’l J. Sports Medicine, July 2008.
Wenos, D. & Konin, J. (2004). Controlled warm-up intensity enhances hip range of motion. Journal of Strength & Conditioning Research. Vol. 18, Issue 3.
Saiba que existem muitos recursos que você pode ter para ajudá-lo na sua recuperação. Se precisar de uma ajuda nos treinos, de alguma orientação para os treinos, entre em contato comigo através do facebook Rogerio Cardoso de Barros, seja meu amigo, leia as minha informações, ou me mande um email, rogerio@fitlabore.com.br. Terei o maior prazer em lhe ajudar, meu objetivo é este, ajudar todos a serem felizes correndo ou fazendo seu exercício diariamente livre de doenças e lesões.

Comprometido com o seu SUCESSO!

Grande abraço,

Prof. Esp. Rogério Cardoso

Receita de Hoje - Panqueca de Pasta de Amendoin com banana
Fonte:quitandoca.com



Galera, sempre compro minha pasta de amendoim na Emporium Alimente, sendo muito nutritiva, com bastante proteína e gorduras boas, além de muito nutritiva. Uma opção para depois do seu treino, sem precisar ficar usando os suplementos ai de forma exacerbada! Boa digestão!

É hiper fácil e rápido de fazer.. aquele jeitão de receita que vocês sabem que eu gosto! Prática e gostosa!
 E a massa fica bem gordinha, fofinha.. uma delícia! 

Peanut Butter Pancakes
Daqui

- 1 xíc.de farinha de trigo
- 2 colheres (sopa) de açúcar
- 1 1/2 colher (sopa) de fermento em pó
- 1 ovo
- 1/3 de xícara de pasta de amendoim
- 1 xícara de leite
- 2 colheres (sopa) de óleo (usei de girassol)

Misture os ingredientes secos numa tigela grande. Misture bem o ovo com a pasta de amendoim 
(eu tenho um fouet pequeno que quebra um super galho), acrescente o leite e o óleo e misture aos
 ingredientes secos. Unte uma frigideira com manteiga - usei uma concha de massa. Assim
 que formarem bolhas, vire sua panqueca. Delícia! 

terça-feira, 10 de abril de 2012

Quanto tempo leva para recuperar de uma maratona?




Fonte: nytimes.com
Traduzido por google eRogério Cardoso.

Eu corri minha primeira maratona neste mês. Correu tudo bem, e apesar dos meus medos, eu me diverti. Eu encontrei os meus objetivos -me qualifiquei para a Maratona de Boston com quase meia hora de sobra e fiquei em segundo lugar na minha faixa etária. Mas a grande surpresa foi o conselho do meu treinador no dia seguinte.

Levará quatro semanas para se recuperar totalmente, ele me disse. Que parecia ser um tempo muito longo.

Eu estava correndo novamente em três dias, e eu me senti melhor do que nunca,comparado a quando eu corria na semana seguinte. Quem disse que a recuperação deve levar semanas?

Como se vê, não há investigação rigorosa tanto na recuperação após o exercício extenuante.Quase não há estudos de longo prazo, e há pouco consenso sobre o que medir e como medi-la. Este aspecto do descanso está cheio de dogmas sem fundamento.

Uma noção popular diz que as milhas que corre, é o número de dias necessários para recuperar: A corrida de 10 milhas requer uma recuperação de 10 dias. Dr. Timothy Noakes, um fisiologista do exercício na Universidade de Cape Town na África do Sul, descarta esse conselho.

"A teoria de recuperação de dias-de-milhas foi popularizado na década de 1970, mas não foi baseada em evidências científicas", disse ele.

Hirofumi Tanaka, um fisiologista do exercício na Universidade do Texas em Austin, disse que a questão da recuperação "é uma pergunta difícil."

"A resposta vai depender de qual elemento de recuperação você está interessado", disse ele. "Nós temos algumas informações sobre quanto tempo leva para repor o glicogênio muscular, o combustível de energia primária durante a extenuante distância .Mas não temos idéia sobre outros elementos. "

Atletas que consomem carboidratos e, melhor ainda, algumas proteínas depois de um evento pode encher seus músculos com glicogênio dentro de 24 horas. Mas isso a curto prazo de recuperação, não em tudo o que meu treinador estava falando. Edward Coyle, um colega do Dr. Tanaka, define recuperação em termos de músculos doloridos. Em seus estudos, ele descobriu que leva cerca de uma semana para os músculos pararem de doer e para voltar a força total, uma estimativa que descreve muito bem o que aconteceu comigo.

Se seus músculos estão doloridos e você não pode correr durante vários dias ou uma semana, você recebe um "destreinamento" , o Dr. Coyle disse. Ele fez biópsias musculares de jovens antes e após uma semana de destreinamento - abstendo-se de exercício - e examinou as mitocôndrias que são as fábricas de energia das células minúsculas.

Após uma semana de destreinamento, ele encontrou evidências que levou três semanas para recuperar plenamente a sua velocidade de corrida. Se eles não fizessem nada durante um mês, demoraria dois meses para recuperar a sua velocidade.

Dor muscular não é tanto de um problema para os nadadores e ciclistas, Dr. Coyle disse, porque estes esportes não envolvem a principal causa de dor: as contrações excêntricas, durante o qual um músculo se alonga, como acontece quando você corre ladeira abaixo. Para os ciclistas, a questão principal de recuperação é a restauração do glicogênio muscular.

Alguns investigadores tomaram amostras de sangue de atletas e olharam para enzimas como a creatina quinase que pode indicar lesões musculares ou em proteínas associadas com a inflamação. Mas Maria Urso, um fisiologista de pesquisa do Exército dos Estados Unidos Research Institute of Environmental Medicine, disse: "Todos estes são altamente variável entre os indivíduos e não podem correlacionar com a recuperação."

"No que diz respeito a uma medida específica para a recuperação, é provável que se tenha o maior mistério do mundo," disse o Dr. Urso. "Há tantas mudanças fisiológicas que ocorrem quando você empurra um corpo aos seus limites que seria impossível fazer uma medida e usá-la como um padrão-ouro".

Claro, há uma medida que amarra tudo junto: o desempenho. Mas não está claro como usar isso como um medidor de tempo para recuperação.

"Como você pode julgar a recuperação, exceto por medir o desempenho em outro exercício de forma semelhante ao que iniciou a fadiga?" Dr. Noakes disse. "Como não podemos pedir às pessoas para correr uma maratona de novo, nós nunca realmente sabeeremos quando a recuperação completa aconteceu."

Então o Dr. Noakes conta com a experiência de grandes corredores, que lhe dizem que há um grande componente psicológico para a recuperação. Muitos maratonistas de elite correm apenas uma ou duas corridas por ano. Depois de uma maratona, disse ele, "provavelmente leva pelo menos seis meses para a mente para se recuperar totalmente."

Pode levar ainda mais tempo para se recuperar de corridas mais longas, na experiência do Dr. Noakes. Ele costumava correr os 90 quilômetros (55 milhas) Maratona Comrades na África do Sul. Ele precisava de um ano a 18 meses para dizer que ele estava mentalmente pronto para fazê-la novamente.

Mas os indivíduos variar. Dra. Urso uma vez correu três maratonas, tendo apenas três meses entre cada um e de passar três semanas se recuperando de cada vez, ela ficou mais rápido a cada corrida. Ryan Hall, um dos melhores corredores dos EUA em maratona, definir como meta nos Estados Unidos a Maratona de Boston em abril passado, depois correu mais uma corrida rápida na Maratona de Chicago em outubro. Correu novamente na qualificação olímpica da maratona em janeiro e e conseguiu a vaga.

Dra. Urso informa a seus corredores para gastar duas a três semanas depois de uma maratona fazendo o que ela chama de uma vela inversa. Antes de uma corrida, os atletas gradualmente vão diminuindo a intensidade e a duração dos seus treinos.

Depois de uma corrida, faça-o em sentido inverso, ela sugeriu: Aos poucos, aumenta-se com corridas que no começo não duram mais de 60 minutos.

"Gostaria de garantir que a maioria dos corredores estará de volta a sua melhor referência de desempenho dentro de duas a três semanas depois da maratona se eles seguirem um programa como o que eu falei", disse ela.

Isso é o que estou fazendo. Meu treinador, Tom Fleming, diz que esta estratégia é baseada no que ele aprendeu a trabalhar comigo durante quatro anos e sobre as suas décadas de experiência. Ficando quase totalmente recuperados, para ele, estar mentalmente e fisicamente pronto para atuar no seu melhor.

"Você só correr uma maratona, e vamos ser honestos, você não correu muito," ele me disse. "Eu diria que eu sei que você foi muito bem, e eu diria que vai demorar quatro semanas para se recuperar."

Eu inscrevi para algumas corridas nesta primavera: uma corrida de 5 km, uma corrida de 10 quilômetros e meia maratona. A primeirovem depois de seis semanas após a minha maratona. Eu acho que eu nunca vou saber se eu realmente precisava de quatro semanas para recuperação.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cartilha da musculação inteligente traz dicas e novidades de A a Z


Fonte:folha.com Por: IARA BIDERMAN

Acabou o tempo das oposições extremas, quando musculação era ou objeto de ódio ou de veneração. Hoje, é indispensável para a saúde e a qualidade de vida. Veja como anda essa força nesta cartilha de A a Z, feita com um monte de especialistas.


Anabolizantes
Quando usados por pessoas saudáveis, esses hormônios sintéticos causam, além da hipertrofia muscular, sérios danos, alerta Vladimir Modolo, do Centro de Estudos em Psicobiologia do Exercício da Unifesp. "O excesso de testosterona, no homem, diminui a produção de esperma e a capacidade de ereção e causa o crescimento das mamas; na mulher, faz crescer pelos no corpo e no rosto e engrossa a voz. Em ambos, pode causar problemas cardíacos e tumores", diz.

Aeróbico e anaeróbico
Exercícios envolvendo grandes grupos musculares, feitos de forma rítmica, como corrida, natação e caminhada, são aeróbicos -não interferem no suprimento de oxigênio para o organismo. Sua prática reduz a pressão arterial, a gordura corporal e o risco de doenças cardiovasculares. Já a musculação é exercício anaeróbico, de curta duração e alta intensidade. "Entre os benefícios estão o aumento da força e da resistência de tendões e ligamentos, redução da gordura e aumento da massa muscular", afirma Valmor Tricoli, professor da Escola de Educação Física e Esporte da USP. O ideal é praticar os aeróbicos e anaeróbicos em dias alternados. "Cada um causa mudanças adaptativas no corpo que 'brigam' entre si", diz Bernardo Neme Ide, do Labex (Laboratório da Bioquímica do Exercício) da Unicamp.

Biomecânica
Como o nome já entrega, essa ciência investiga o movimento sob aspectos mecânicos, suas causas e seus efeitos no corpo. "Nos exercícios de força, você coloca uma carga extra sobre ossos e articulações. Nessa situação, é fundamental observar o alinhamento dos segmentos -como a cabeça em relação ao tronco ou o quadril em relação aos pés- para ativar corretamente os grupos musculares envolvidos e evitar a formação silenciosa de lesões", explica Luiz Fernando Alves, formado em esportes pela USP, com especialização em biomecânica. Segundo ele, alguns ajustes biomecânicos previnem machucados e dores e aumentam a eficácia do treino. Um exemplo: em qualquer exercício feito em pé, o peso do corpo deve estar na parte anterior (frente) dos pés. Isso facilita o trabalho dos abdominais e distribui melhor a carga entre as vértebras da coluna.

Creatina
Chegou neste mês às farmácias do país um medicamento à base de creatina, aprovado para pacientes que sofrem de distrofia muscular. O remédio só deve ser vendido com apresentação de receita. Presente naturalmente nos músculos e na carne bovina, a creatina é vendida sem restrições nos EUA e usada por atletas para melhorar a performance, já que está envolvida no processo de contração muscular intensa e rápida. No Brasil, vem sendo consumida clandestinamente, mas deverá ter sua venda como suplemento liberada até o meio do ano. O suplemento, além de repor o estoque natural de creatina (queimado na atividade física), faz o atleta se recuperar mais rápido. Mas não é indicado para qualquer um, apenas para os de alto rendimento e modalidades esportivas específicas, como halterofilismo. "Acredita-se que ela aumente a massa muscular, mas, se consumida em excesso, aumenta a quantidade de água dentro do músculo. Isso pode sobrecarregar rins e fígado", explica Jomar Souza, médico do esporte e presidente eleito da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte.

Descanso
O ganho de massa e força muscular ocorre após o exercício. "Durante o treino, não ganhamos, perdemos: para gerar a energia necessária às contrações, as proteínas do músculo se degradam, o que causa microlesões no tecido e um processo inflamatório. O corpo começa, então, um processo de recuperação em que, além de repor as proteínas, gera um pouco mais delas, aumentando massa muscular. Para isso, precisamos de repouso e de alimentação adequada", diz Dilmar Pinto Guedes Jr., do Cepe (Centro de Estudos da Fisiologia do Exercício) da Unifesp. É no repouso que começamos a produzir hormônios como o IGF 1 (Fator do Crescimento do Tipo Insulina 1), que "avisa" ao corpo que ele precisa produzir moléculas de proteína, segundo Denise Vaz de Macedo, coordenadora do Labex. Dormir bem também é fundamental, para produzir o GH (hormônio do crescimento), outra substância responsável pela construção do tecido muscular. Para esse processo acontecer, os músculos exercitados não devem ser submetidos à sobrecarga por um período que varia de 24 a 72 horas. "Se a dor muscular causada pelo exercício ainda estiver incomodando, é sinal de que o processo ainda não se completou", sugere Macedo.

Explosão
O exercício de explosão exige grande quantidade de força em alta velocidade. "São bons para melhorar a performance em esportes, mas a definição e a hipertrofia não são tão significativas quanto nos exercícios convencionais de musculação", diz Bernardo Neme Ide, do Labex. Movimentos de explosão não são indicados para iniciantes.

Envelhecimento
Exercícios de força podem evitar, diminuir ou reverter parte da perda muscular que ocorre na velhice. "O aumento no volume dos músculos eleva a sua força para as atividades físicas diárias, dando ao idoso maior autonomia", diz a nutricionista Mirtes Stancanelli. "As articulações ficam mais protegidas, o equilíbrio e a postura melhoram, diminuindo o risco de quedas", diz o cardiologista José Kawazoe Lazzoli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício.

Flexibilidade
A musculação em si não diminui a flexibilidade nem encurta os músculos, afirma Dilmar Pinto Guedes Jr. "O que pode atrapalhar são movimentos feitos da forma errada, levando a erros posturais que acabam diminuindo a amplitude dos movimentos de algum grupo muscular", diz.

Fadiga
Para realizar as contrações, usamos a energia estocada nas células dos músculos. Quando esse estoque acaba, por mais que o cérebro "ordene" o movimento, o músculo para de se contrair e entramos em fadiga muscular. "É um sistema de defesa do músculo, que não permite que o esforço continue após o seu limite. Se, depois disso, for feito um descanso suficiente, ele se recupera", diz Madolo. Mas Cohen alerta que, quando chegamos à fadiga, já ultrapassamos nossos limites e o risco de lesões aumenta bastante.

Fibra rápida e fibra lenta
A musculação pode priorizar o trabalho de um ou de outro tipo de fibra, dependendo do objetivo. "Uma complementa a outra", diz a professora da Faculdade de Educação Física da Unicamp Mara Patrícia Chacon-Mikahil. Fibras musculares "lentas" têm maior quantidade de nervos por unidade. "Essa característica permite que os movimentos sejam feitos com maior precisão e controle. Assim, o músculo trabalha por mais tempo, o risco de lesão é menor e o treino ainda melhora a coordenação. Evita-se, dessa forma a famosa 'roubadinha', que muitas vezes machuca os ossos e as articulações", diz Luiz Fernando Alves, treinador da clínica Força Dinâmica. Já as fibras rápidas têm menor número de neurônios ligados em cada unidade. Os exercícios, para essas, duram poucos segundos, pois elas entram em fadiga rapidamente. "Essas fibras aumentam mais de volume que as outras, mas um grande aumento da massa muscular só é conseguido com cargas elevadíssimas. Se o objetivo é a qualidade de vida, o treino deve ser feito com uma carga adequada, para que a pessoa faça mais séries e repetições", recomenda.

Hipertrofia
O aumento de massa muscular ocorre quando o músculo, após "gastar" suas proteínas para realizar as contrações, começa a produzir novas e mais proteínas. Segundo Vladimir Madolo, do Cepe, com exercícios, descanso e alimentação adequados, é possível aumentar até 50% da massa muscular naturalmente -ou seja, sem o uso de drogas anabolizantes.

Hipertensão
Segundo o cardiologista José Lazzoli, trabalhos científicos mostram que a musculação diminui a pressão arterial. Esse efeito é maior no exercício aeróbico, mas, nas duas atividades, a pressão permanece em níveis mais baixos por 24 horas. "Há um aumento fisiológico da pressão na hora da execução do exercício, mas não há risco de a musculação causar um pico hipertensivo", afirma.

Isométrico e isotônico
Isométrico é quando o músculo não muda de comprimento durante o exercício: a contração é mantida por, no mínimo, 30 segundos, sem movimento articular. Isotônico é o exercício mais usado nas aulas de musculação. A articulação se move, fazendo que o músculo se contraia e se estenda, empregando a mesma quantidade de força para mudar o seu comprimento. "É mais usado quando há lesões articulares, para fortalecer o músculo antes de retornar às atividades habituais", diz Ricardo Nahas, diretor científico da SBME.

Joelho
Exercícios de força tanto podem detonar quanto fortalecer e proteger os joelhos. Um cuidado é fazer o exercício aeróbico sempre antes da musculação, na visão do fisioterapeuta Marcelo Semiatzh, da Força Dinâmica: "O treino produz uma interferência neurológica que vai dificultar o controle da perna depois, na corrida ou na caminhada. Na cadeira extensora da sala de musculação, por exemplo, a pessoa fica estendendo a tíbia e forçando a hipertensão do joelho. Se ela sai dali para caminhar, vai reproduzir esse movimento na marcha e expor o joelho a um risco maior", argumenta Semiatzh. Na concepção dele, é importante, também, observar a rotação externa dos joelhos durante os exercícios, tentando vencer a tendência que temos de virar os joelhos para dentro quando realizamos os movimentos ou mesmo quando estamos parados de pé.

Lesões
Realizar movimentos repetitivos da forma errada, não respeitar o período de descanso para a recuperação do músculo e usar cargas muito pesadas são as principais causas das lesões relacionadas à musculação. "Um movimento que desloca a articulação para um lado errado repetido cronicamente pode fazer com que, em atividades cotidianas, como andar, a articulação posicione o sistema musculoesquelético de forma inadequada, prejudicando não só a articulação como a postura como um todo", diz Madolo. O movimento ou a postura errada podem fazer com que outro grupo muscular, não envolvido diretamente no exercício que está sendo realizado, faça movimentos compensatórios, para suportar o esforço, e acabem se lesionando.

Os movimentos repetitivos também podem fazer com que as microlesões nos músculos e nas articulações aumentem e que o processo inflamatório, que é a resposta do corpo para se recuperar dessas lesões, se torne crônico. "Além da inflamação crônica, isso pode levar à ruptura do músculo ou do tendão", acrescenta Madolo. Se as microlesões se cronificarem nos tendões, podem virar tendinite (inflamação no local) ou tendinose, que é a degeneração do tendão, segundo Nahas.
A ruptura do músculo também pode ocorrer quando ele é submetido à uma carga para a qual ainda não está adaptado. "O excesso de peso sobre a musculatura pode causar ruptura ou distensão muscular, ruptura ou inflamação do tendão ou fratura óssea por estresse", diz Moisés Cohen. O esforço repetitivo também pode levar à fratura óssea por estresse, segundo ele.

Multiarticulares
São os exercícios que movimentam mais de uma articulação e, por consequência, mais de um grupo muscular. Estão mais próximos dos movimentos fisiológicos, que incluem várias cadeias musculares realizando forças opostas, de contração e extensão. "Os multiarticulares são mais complexos, ativam mais o circuito neuromuscular e neuromotor e facilitam a aquisição da 'memória' do movimento, já que correspondem melhor à forma com que nos movimentamos nas atividades habituais", diz Nahas.

Neuromuscular e neuromotor
O sistema neuromuscular é a ligação do cérebro com os músculos, que faz o movimento ou o gesto acontecer. "O cérebro manda a mensagem 'contrair' e os neurônios a levam até o músculo. Ela chega às terminações nervosas dos músculos e articulações, o sistema neuromotor, que responde com o movimento", diz Madolo. Ou seja, todo trabalho de musculação começa na cabeça. A forma inteligente de treinar é imaginar antes o movimento que será executado, ativando assim o sistema neuromuscular e favorecendo a postura e a execução corretas do movimento. "Além disso, pesquisas apontam que esse trabalho cerebral prévio aumenta a estimulação das fibras musculares, o que teoricamente pode aumentar o ganho de massa muscular", conta Madolo.

Osteoporose
A musculação previne e combate a perda da densidade do osso, que caracteriza a osteoporose. "Ela funciona como uma poupança: a pessoa perde menos músculo e de forma mais lenta, mantendo a boa qualidade do osso", diz Márcio Passini, presidente do Comitê de Doenças Osteometabólicas da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.

Segundo ele, quem tem osteoporose deve trabalhar os abdominais e a musculatura da cintura, para fortalecer a coluna, e fazer exercícios de marcha com peso, para beneficiar o quadril --regiões mais atingidas pela perda óssea.

Proteínas
Se os músculos aumentam de volume, é preciso consumir mais proteínas. Mas nem tanto. "Quem frequenta a academia e está aumentando a massa muscular precisa consumir entre 1,4 g e 2 g de proteína por quilo de peso", diz Scantanelli. Por exemplo: quem pesa 70 kg supre essa necessidade diária com 1 xícara de leite, 1 pote de iogurte, 100 g de filé de frango, 100 g de peixe e 30 g de queijo (nada que supere um padrão normal de refeições). "O corpo não faz reserva de proteína. O excesso é eliminado pela urina, usado para produção de energia ou vai se acumular em forma de gordura", diz Denise Denise Vaz de Macedo, do Labex. Como o excesso de proteína também atua no processo de formação de cristais, pode levar à formação de pedras nos rins, segundo Scantanelli.

Propriocepção
É a capacidade de perceber a posição e o movimento do corpo no espaço e adaptar articulações e músculos para manter o equilíbrio. "Nos ligamentos, temos neurônios que informam ao cérebro que movimento articular é necessário para manter a estabilidade", diz Nahas. Fazer exercícios de força sobre uma bola, por exemplo, aumenta a capacidade proprioceptiva. Implica maior consciência corporal e senso de equilíbrio.

Postura
Certinho, certinho, ninguém é. Mas, na hora de começar um trabalho com pesos, é bom prestar muita atenção à postura. O ideal seria que, antes, a pessoa passasse por uma avaliação postural séria. "Os desvios, assimetrias e compensações posturais de cada um precisam ser considerados para que o treino seja ajustado àquele corpo e não agrave um quadro que pode levar a uma lesão crônica. É importante detectar as alterações posturais de cada pessoa, para ensiná-la a treinar de um jeito que corrija aquela condição e não sobrecarregue áreas do corpo que, por causa da postura dela, já são muito exigidas no dia a dia", diz o treinador Luiz Fernando Alves.

Peso livre
Os pesos e as barras livres são normalmente indicados para quem já tem familiaridade com musculação, porque exigem mais coordenação entre os músculos envolvidos. "É melhor estar acompanhado ao fazer peso livre porque, se houver uma falha muscular ou a pessoa não aguentar o peso, ela não pode largá- lo, como no aparelho. Alguém tem que tirar o peso", afirma Valéria Bonganha, do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Faculdade de Educação Física da Unicamp. A barra livre permite trabalhar a coordenação muscular. Quanto maior a coordenação, maior a carga que se consegue levantar. "Isso é importante no dia a dia e para quem quer hipertrofiar", diz Valéria Bonganha.

Qualidade de vida
Apesar de ser o efeito mais visível da musculação, a questão estética é só uma das consequências, e não a mais importante, segundo Ricardo Nahas. "O fortalecimento muscular permite que realizemos melhor todas as atividades do dia a dia, ajuda a prevenir lesões nos esportes, manter a massa óssea etc.", diz. O fortalecimento muscular também é indicado para tratamento e controle de artrose. "A musculatura mais desenvolvida absorve o impacto sobre as articulações, protegendo-as", diz o ortopedista Ricardo Cury. Também facilita o trabalho do coração, por melhorar o retorno do sangue das extremidades do corpo para o coração.

Repetições
Fazer mais repetições com pesos mais leves ou menos repetições com mais carga tem efeito similar na perda de peso e gordura. Segundo Dilmar Pinto Guedes Jr., do Cepe, mais repetições com pesos leves desenvolvem mais resistência, e menos exercícios com mais carga levam à maior hipertrofia. "Para quem quer apenas manter a massa muscular, é indicado fazer mais repetições com menos pesos", diz Ricardo Cury, médico do esporte e ortopedista da Santa Casa de São Paulo.

Refeições
Não vale comer mal e achar que se garante com isotônico. "A alimentação ao longo do dia gera reservas que fazem diferença. Se a pessoa treina de manhã, é o carboidrato que comeu no jantar que faz efeito. Quando treina cheia de carboidratos, não perde massa", diz a nutricionista Cynthia Antonaccio. O ideal é repor os nutrientes na primeira hora pós-treino. "As janelas do organismo estão abertas e sedentas. Os nutrientes serão aproveitados, e não estocados em forma de gordura. E o organismo se recupera mais rápido", diz Scantanelli. Só não vale exagerar: 30 g a 60 g de carboidrato bastam.

Sobrecarga
O músculo cria novas fibras quando submetido ao esforço do peso extra. E não são só os pesos livres, caneleiras ou aparelhos que proporcionam essa sobrecarga. O peso do próprio corpo também cumpre a função. A carga máxima é o maior peso que a pessoa consegue levantar uma única vez. "No treino voltado para a saúde, a sobrecarga é de 40% a 50% da carga máxima para cada pessoa", diz Lazzoli.

Suplemento
A suplementação de vitaminas e minerais não é consenso no Brasil, mas há profissionais que a defendem. "Considero prudente incluir um polivitamínico para preencher o que as pesquisas mais recentes mostram: o brasileiro não consome o suficiente de verduras e frutas", afirma Cynthia Antonaccio. O bioquímico Júlio Tirapeg, autor de "Nutrição, Metabolismo e Suplementação na Atividade Física" (ed. Atheneu), discorda. Segundo ele, só atletas de ponta, que fazem do esporte sua profissão, devem recorrer à suplementação. "Senão, é perda de tempo e dinheiro. O suplemento faz bem quando a pessoa tem alguma deficiência nutricional."

Tônus
Rigorosamente, tônus é o mínimo de contração que o músculo tem mesmo em repouso. "Só perdemos o tônus quando morremos. Essa ideia de 'tonificar' os músculos é algo que as academias vendem, mas não quer dizer nada", afirma Madolo. A expressão começou a ser usada para dissociar a musculação dos excessos da hipertrofia. Quem não quer músculos saltados diz só querer tonificá- los. "Sempre que há trabalho de força eficaz, há algum aumento do músculo", diz ele. Tonificar, então, é usado para indicar uma hipertrofia leve ou moderada. Já a "definição muscular" é, segundo Madolo, o ganho moderado de massa.

Treino funcional
É um treino de força em que vários grupos musculares são envolvidos para a execução de cada exercício -como nos movimentos que realizamos no dia a dia ou para a prática de algum esporte. Para desenvolver força, são usados vários grupos musculares ao mesmo tempo. "O treino funcional utiliza elásticos, roldanas ou o peso do próprio corpo, que impõem uma sobrecarga menor ao corpo", diz Cohen. Segundo Cury, o trabalho global -que inclui todos os grupos musculares- diminui o risco de lesões.

Vigorexia
Querer ficar cada vez mais forte e aumentar os músculos em proporções não naturais, a qualquer custo, é doença e tem nome: vigorexia. Todo vigoréxico faz exageradamente musculação. Não necessariamente porque goste do exercício em si, mas por esse ser um meio indispensável para atingir o seu objetivo de corpo ideal. Como só os exercícios não são suficientes, por causa da imagem corporal distorcida, essas pessoas começam a utilizar drogas anabolizantes que colocam a saúde em risco e causam alterações de humor, como depressão e ansiedade", diz Madolo. A prevalência do distúrbio é maior em homens, mas o número de mulheres com vigorexia está crescendo. O tratamento é feito com terapia cognitivo-comportamental.

Varizes
Embora a musculação favoreça a circulação de retorno (que traz o sangue das extremidades do corpo de volta ao coração), o que favorece o sistema circulatório, o peso usado no exercício e a hipertrofia dos músculos também sobrecarregam esse sistema, que tem de trabalhar mais. Isso pode causar um aumento do calibre das veias e, em algumas pessoas, deixá-las saltadas, segundo Cohen.

Zinco e magnésio
O zinco, presente em carnes vermelhas, feijão e ovos, tem participação importante na renovação celular. A deficiência de magnésio pode prejudicar os exercícios, porque o mineral está envolvido na produção de energia e na contração e no relaxamento muscular. Está presente em cereais integrais e verduras verde-escuro. Segundo a nutricionista Mirtes Scantanelli, esses minerais melhoram o ganho de massa muscular porque, teoricamente, favoreceriam a restauração mais rápida das células de proteína. "Mas não há evidência de que o consumo de suplementos acelere a renovação das células", diz. Além disso, o corpo absorve e aproveita melhor esses nutrientes quando consumidos na forma de alimentos.