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quinta-feira, 19 de março de 2015

A cobrança excessiva não é o caminho para o sucesso!




Nos meus vários anos como professor tenho tentado trabalhar além da parte física, também o emocional das pessoas. Sendo com motivação durante as aulas, passando confiança ou simplesmente escutando. Enxergo ser muito importante esse trabalho “paralelo” com o aluno pois podemos agregar mais qualidade de vida a essas pessoas melhorando a autoestima. Se o próprio exercício já tem o poder de mexer com ela, uma palavra, um elogio e até um conselho podem te dar ânimo e bem-estar para continuar a busca pelos objetivos, mesmo que sejam difíceis.

São muitos os aspectos e por vezes complexos. A vida atribulada oscila entre um dia muito bom e um dia péssimo. E isso influência as pessoas de varias maneiras desde a excitação e a ansiedade total até a depressão. Não cabe a nós profissionais da educação física fazer o trabalho do psicólogo, mas somos sim os mais acessíveis para o desabafo daquele dia, naquela hora. E é justamente por estar envolvido em algum momento do dia com diferentes alunos, que podemos criar perfis diferentes, trabalhando além do físico também a mente!

Tenho percebido um perfil interessante em alguns alunos que me intriga e ao mesmo tempo preocupa. São aqueles que se cobram demais. A auto cobrança a princípio é benéfica, pois permite a pessoa procurar seu objetivo respeitando, por exemplo, horários de treino, dietas, e tudo o quê está ao alcance para se chegar a ele. Isso é ótimo, motivador e gratificante, pois vai conseguir chegar onde quiser.

Por outro lado, o excesso de cobrança pode ter efeitos devastadores. Pessoas que se cobram demais tendem a ficar ansiosas e insatisfeitas, achando defeito em tudo. Parece-me lógico que essa insatisfação leva a pessoa ao medo, inflexibilidade e intolerância, e pior, com relação a ela e com relação às pessoas do seu cotidiano, frustrando-se facilmente. Pensar negativamente e ser pessimista é de praxe. Ansiedade? A depressão está logo ali...

Procurei ler sobre isso, mas nada muito específico. É de consenso que as pessoas perfeccionistas são as mais ansiosas e que se cobram demais (me identifiquei, é verdade), frustrando-se muito facilmente, criando barreiras e até desculpas para uma possível falha ou fracasso.


Precisamos ser mais humildes e aproveitar a vida. Fazer o que devemos, mas levar com naturalidade. Não existe um discurso melhor do que colocar a saúde e a vida na frente de todas as outras coisas que pretendemos fazer. Não sou psicólogo, mas posso dizer que a motivação que devemos ter é de seguir tentando sempre e aprender com as desilusões. Tudo pode acontecer no caminho para o seu sucesso e isso inclui o fracasso! Não conseguiu, tente de novo. Machucou? Paciência, procure se tratar e estabeleça outros objetivos! Não conseguiu chegar naquele peso, naquela distância ou colocar aquela roupa? Vai em frente com alegria! Viva intensamente e faça amigos, viagens, gaste dinheiro! Se cobre muito pra ir a uma festa, mas nunca por não conseguir realizar aquela corrida daquela maneira! Se você está percebendo que se cobra demais, comece a ver o outro lado e aproveite os momentos de satisfação que a vida lhe proporciona. Vai ver que tudo será diferente!

Até a próxima
Prof. Esp. Rodrigo Sacilotto

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Exercício físico e computador podem estimular cérebro de idosos




Fonte:minhavida.com

Estudo indica que atividades melhoram a memória e as funções cognitivas

Uma pesquisa publicada na revista Mayo Clinic Proceedings concluiu que a combinação de atividade física com o uso do computador pode ajudar a reduzir o risco de perda cognitiva relacionada à idade. O experimento foi realizado por pesquisadores da Clínica Mayo, em Minnesota (EUA), que analisaram mais de 920 pessoas com idades entre 70 e 93 anos. 
Os participantes completaram questionários sobre o uso do computador e atividade física em relação ao ano anterior. Com exames e outras análises, os especialistas encontraram sinais de comprometimento cognitivo leve - estágio entre a perda de memória normal e o início de Alzheimer - em quase 38% dos idosos que não se exercitaram e não usaram um computador, em comparação com aqueles que incluíram esses hábitos na rotina. 
Segundo os autores, o ideal é praticar exercícios moderados: caminhada, atividade aeróbica, musculação, tênis, ioga, artes marciais, levantamento de peso e utilização de máquinas de exercício. Eles afirmam que, embora o estudo tenha descoberto uma associação entre exercício combinado e uso do computador e melhora da função da memória, ainda não foi provada uma relação de causa e efeito. 

Mais de 40 anos? Largue as desculpas e comece uma atividade física

Se você tem mais de 40 anos e pensa que é tarde para começar a se exercitar, ou, talvez, que seu corpo já está fraco para suportar a carga de exercícios, é hora de repensar o assunto. O fisiologista Raul Santo de Oliveira, da Unifesp, esclarece que a saúde só tem a agradecer quando se começa a praticar um exercício físico, mesmo se você nunca praticou nada. 
Raul Santo acrescenta que, nessa fase, são comuns doenças oportunistas e crônico-degenerativas, como hipertensão, diabetes, mau colesterol (LDL) elevado e até mesmo osteoporose - que, ressalta ele, também é consequência de hábitos trazidos pela vida toda, desde a infância. O exercício físico contribuirá com a melhora desses e outros quadros. 

Exames necessários

Para começar a praticar uma atividade, é sempre importante procurar um profissional. Esse médico realizará uma avaliação clínica, que declarará se você é apto ou não para o exercício escolhido. O clínico geral realizará testes, como glicemia, hemograma, níveis de colesterol etc. 
Depois dessa avaliação, é preciso fazer o chamado teste ergoespirométrico. Ele consiste em um exame realizado em laboratório - em esteira ou bicicleta ergométrica , onde a carga do exercício será gradativamente aumentada. Serão observadas as reações fisiológicas de acordo com a intensidade da atividade, como frequência cardíaca, pressão arterial e consumo de oxigênio, até chegar no consumo máximo de oxigênio que esse indivíduo suportou. Raul Santo explica que esse é o principal parâmetro na hora de definir qual é o limite do treino da pessoa. 

Aeróbico ou anaeróbico?

A base dos exercícios, nessa fase da vida, deve ser aeróbica, já que pode ser que o corpo não aguente uma carga mais pesada. "O que determina não é a modalidade, mas a intensidade aplicada em relação à frequência cardíaca", esclarece o fisiologista Raul. Desse modo, uma caminhada leve é um exercício aeróbico - e utiliza o metabolismo aeróbio, ou seja, demanda oxigênio para obter energia -, já uma corrida intensa pode ser considerada anaeróbica - utilizando o metabolismo anaeróbio, processo que não pede oxigênio para a obtenção de energia para a realização do exercício. 
A caminhada é uma das mais democráticas. No caso da corrida, as articulações e a coluna devem estar em dia. Já a natação é um treino mais introspectivo, que não exige grandes interações sociais. Para coletivos, vale prestar atenção em futebol ou vôlei, mas sempre tomando cuidado com as articulações e os possíveis impactos do esporte. Robson de Bem, médico fisiatra da Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR), também acrescenta nessa lista Pilates, hidroginástica e ioga como boas atividades. 

Cuidado com as lesões

Para evitar lesões, é de suma importância respeitar limites do corpo, usar roupas e acessórios corretos, alimentar-se corretamente, não exagerar na carga do exercício e nunca se esquecer de aquecimento e alongamento. Quando esses cuidados não são tomados, é comum que ocorram lesões de articulações e coluna vertebral - e isso se refletirá na qualidade de vida.