terça-feira, 31 de março de 2009

Dores na região lombar


Pedro pergunta: " Caro Rogério, frequentemente possuo dores na região lombar. Trabalho o tempo sentado e não sei se este é o problema. Por causa destas dores, me sinto até desmotivado no final do dia para realizar meus exercícios. Existe alguma cura para estas dores? O que posso fazer para melhorá-las? Muito obrigado pela ajuda!"


Pedro, seja bem vindo ao blog e espero que possa sanar suas dúvidas. A dor na região lombar para a maioria das pessoas apresenta certos sintomas em resposta a determinadas posturas e atividades desta pessoa no dia a dia.

Uma coisa que você não deveria deixar de realizar são os exercicios. Não sei se realiza os exercicios por conta propria, ou em alguma academia, mas se puder ter a orientação de algum profissional de educação fisica, peça para ele a indicação e orientação de exercicios que fortaleçam a região lombar. Por que isso? Quando a pessoa realiza o exercicio apropriado e possue o controle postura adequado, torna-se bem menos propenso a sentir mais dores e pode ainda adotar esses procedimentos na sua rotina diária aumentando assim sua consciência corporal.


Por isso Pedro, não deixe de realizar exercicios pois isso pode agravar o seu problema. Peça a orientação de um profissional de educação fisica para que indique o fortalecimento da região do tronco e com certeza esta dor será menor ou desaprecerá. Obrigado

Dicas de corrida 02: Antes, durante e depois


Fonte: Folha Online

Quem quer praticar corrida precisa prestar atenção em alguns cuidados. Da caminhada no parque à maratona completa (42,195 km), aprenda a praticar corrida com mais segurança e benefícios.

Antes de correr
10. Passe vaselina em áreas que recebem muito atrito, como as coxas, as axilas e, nos homens, os mamilos, que costumam ficar machucados devido à fricção com a camiseta. Se a vaselina não for suficiente para evitar a assadura, use bermudas térmicas.

11. Faça um alongamento muscular antes e depois da corrida, durante cerca de dez minutos. Antes, ele prepara as articulações para o exercício. Após a atividade, ele prepara o corpo para o próximo treinamento. Quando o alongamento não é feito, os músculos ficam encurtados. Lembre-se de que a região lombar também precisa ser alongada. Freqüentemente esquecida pelos corredores, essa parte do corpo é a mais submetida a impactos durante as subidas e descidas.

Durante a corrida
12. Preste atenção à postura. Corredores tendem a ter uma leve inclinação para a frente na hora de correr. Maratonistas, por exemplo, inclinam cerca de 5º. O ideal, porém, é manter a postura o mais reta possível, pois a inclinação sobrecarrega outras partes do corpo. Os braços são fundamentais para o equilíbrio e não devem nem ficar largados nem espremidos contra o corpo.

13. Não se preocupe em seguir uma técnica de respiração específica. Tentar inspirar e expirar de forma ritmada, por exemplo, é um erro, dizem os especialistas. Seus pulmões vão exigir naturalmente a quantidade de oxigênio necessária. É preciso saber ouvir o próprio corpo. Ficar ofegante significa que você ultrapassou o seu limite.

14. Correr distâncias maiores com uma velocidade não muito rápida diminui a chance de ter hipoglicemia e favorece a queima de gordura.

15. É natural que os primeiros dois quilômetros exijam mais força do corredor. Depois, o corpo entra na zona de equilíbrio da freqüência cardíaca. Essa dificuldade inicial vale tanto para iniciantes como para maratonistas.
Depois da atividade

16. Aquecer o corpo é importante, mas desaquecê-lo também é. Nunca passe da corrida para o repouso imediatamente. Alguns minutos de caminhada ajudam a baixar a temperatura do corpo.

17. É natural que, durante o exercício, ocorra uma vasodilatação que leva ao inchaço dos membros inferiores --devido à ação da gravidade, há um acúmulo de sangue no local. O inchaço some naturalmente e não representa nenhum problema. Pessoas que têm varizes, porém, podem ter seu quadro piorado devido à prática da corrida.

18. Se surgir uma bolha no pé, fure para retirar o líquido, mas não remova a pele. A "tampa" que ela forma funciona como um emplastro natural. Proteja com um curativo e não use pomadas.

19. Para identificar se a dor após a realização da atividade pode indicar um problema sério, fique em repouso. Se a dor sumir após alguns dias, ela provavelmente estava relacionada ao excesso de exercício. Se não passar mesmo assim, procure um médico.

20. É nos corredores mais avançados que as lesões costumam aparecer. As que ocorrem na tíbia e no fêmur são as mais freqüentes. São, geralmente, causadas pelo excesso de treino. Se sentir dor, não pense que correr com joelheira ou tornozeleira vá resolver o problema. Na maioria das vezes, isso apenas comprime o músculo, atrapalhando a recuperação.

21. O joelho é uma das áreas mais sensíveis para corredores. Existe até a "doença do corredor", em que atritos numa membrana levam a dores na lateral externa do joelho. O problema atinge até 30% desses atletas e a dor geralmente surge por volta do 3º ou 4º quilômetro de corrida. O problema costuma ser resolvido com fisioterapia e repouso. A cirurgia é uma exceção.

Hidratação
22. Não espere sentir sede para beber água --quando a sede chega, é porque você já está desidratado. Recomenda-se beber água a cada três quilômetros. .A taxa de perda de líquidos por meio do suor costuma ser de dois a três litros por hora, mas pode variar de acordo com características individuais, condições climáticas etc.

23. O estômago aceita de 200 ml a 300 ml de líquido a cada 15 minutos. Tente beber essa quantidade --se você beber muito pouco, de 50 ml em 50 ml, por exemplo, o processo de esvaziamento do estômago se tornará mais lento, dificultando a hidratação. Porém, a ingestão de líquido não deve causar desconforto gástrico ou aumentar a vontade de urinar durante a prova.

24. Para quem corre até uma hora e meia, a água é suficiente para fazer a reidratação.A água-de-coco também é bastante recomendada pelos nutricionistas, por ser natural. Em percursos que durem mais do que uma hora e meia, bebidas industrializadas, como os isotônicos, podem ser vantajosas, por conterem sais minerais em maiores taxas de concentração, especialmente o sódio, o mineral que mais se perde durante o exercício. As bebidas isotônicas devem ter menos de 8% de carboidrato --o estômago tem mais dificuldade de assimilar níveis superiores a esse.

Alimentação
25. Atletas de nível avançado devem ingerir mais alimentos. Geralmente, calcula-se a necessidade de 30 a 50 calorias por quilo de peso ao dia. Quanto mais intenso for o treino, mais o consumo deve se aproximar das 50 kcal/kg de peso. Procure um nutricionista para reorganizar a sua dieta.

26. O mercado está cheio de suplementos nutricionais indicados para corredores, como a maltodrextrina em pó --um carboidrato que repõe rapidamente a energia gasta no exercício. São bons para quem já corre há algum tempo, mas não para quem está começando. Para os iniciantes (principalmente os que precisam perder peso), o primeiro passo é apostar num programa de reeducação alimentar --comer de três em três horas ajuda bastante nesse período.

27. Em competições longas, tomar um sachê de carboidrato em gel a cada meia hora ajuda a manter a glicemia constante. Beba um copo de líquido para diluir. Comece a ingerir carboidratos em gel apenas após o início da corrida. Sua utilização antes da prova pode levar à hipoglicemia reativa, acarretando a queda da performance.

28. Uma dieta estratégica pode aumentar o conteúdo de glicogênio nos músculos, importante para provas mais extenuantes. Para fazer isso, uma semana antes da prova, aumente de 20% a 30% a ingestão de proteínas na dieta e diminua de 20% a 30% a quantidade de carboidratos --seu organismo ficará "ávido" por esse nutriente. Três dias antes da competição, normalize a ingestão de proteínas e aumente em 60% o consumo de carboidratos (que ficará, então, 30% maior do que na dieta habitual). Na véspera da prova, reduza o consumo de salada, que ocupa volume no estômago sem acrescentar muita energia. Se a competição for curta, basta aumentar, no dia anterior, o consumo de carboidratos.

domingo, 29 de março de 2009

Dicas de corrida 01: Alongamento, roupas e o começo

Fonte: Folha Online



Faça um alongamento muscular antes e depois da corrida: antes, ele prepara as articulações para o exercício; após a atividade, ele prepara o corpo para o próximo treinamento
Diz o ditado que a mais longa caminhada sempre começa com um primeiro passo. O dito popular é especialmente adequado para quem sonha em começar a correr e, quem sabe, até participar de uma maratona.
Se esse é o seu caso, saiba que não está sozinho: basta prestar atenção nos parques e nas ruas da cidade e ver a quantidade de pessoas que já aderiram ao esporte. O número de competições, profissionais e amadoras, cresce proporcionalmente a esse interesse. Isso é ótimo, pois ajuda a divulgar uma prática saudável, que aumenta a resistência cardiovascular, regula os índices glicêmicos e promove o contato com o ar livre, entre outros benefícios.
No entanto, muita avidez pode levar algumas pessoas a correr sem buscar orientação adequada e, muitas vezes, desrespeitando os limites do próprio corpo.
Para ajudá-lo a tirar melhor proveito dessa atividade física, reunimos 42 dicas, fornecidas por alguns dos principais especialistas em corrida do país. São sugestões práticas, úteis para quem deseja começar a correr, para quem já corre e quer participar de competições e mesmo para quem já é experiente e sabe quase tudo sobre o assunto --afinal, não são poucos os que, em busca de uma melhor performance, esquecem dicas tão básicas quanto "descanse".
Para começar
1. A primeira coisa a fazer é a avaliação médica. Para quem tem menos de 30 anos e pretende praticar numa intensidade moderada (100 metros/minuto), basta fazer uma avaliação clínica e um eletrocardiograma. Quem tem de 30 a 60 anos e quer correr por lazer precisa fazer também um hemograma, uma avaliação das funções renal e hepática e um exame ergométrico ou ergoespirométrico (que mede o consumo de oxigênio durante o esforço físico). Se a intenção é competir, é bom também fazer um ecocardiograma. Quem tem mais de 60 anos deve fazer a bateria completa dos exames. Isso ajuda a identificar problemas que exijam uma adaptação nos treinos.
2. A avaliação podopostural, feita nas clínicas de ortopedia, também ajuda os iniciantes a correr de modo seguro. Ela analisa vícios de postura, torções do tronco, estrutura esquelética e marcha. Em casos de problema acentuado de coluna ou encurtamento de uma das pernas, o exercício pode ser mais danoso que benéfico --e é o ortopedista quem pode avaliar isso.
3. A caminhada é uma ótima preparação para os iniciantes. Comece andando cerca de 40 minutos três dias por semana. À medida que for evoluindo, aumente a intensidade da caminhada, movimentando pernas e braços vigorosamente. Aproximadamente um mês depois, alterne com alguns minutos de trote, primeiro apenas um dia semanalmente e depois nos outros dias de exercício. Quando tiver evoluído, alterne a caminhada com a corrida, sempre aos poucos. Quem é sedentário ou está com sobrepeso deve priorizar a caminhada nas primeiras quatro ou seis semanas. Correr nessas condições pode sobrecarregar os músculos e as articulações.
Primeiros passos
4. No início, busque correr em terrenos mais macios. Esteira, grama, terra batida, pedrisco e asfalto --essa é a seqüência de terrenos para corrida por grau de dificuldade. Na grama, tenha cuidado com buracos e raízes, que podem levar a quedas. Deixe para correr no asfalto, o terreno que causa mais impacto nas articulações, depois de quatro a seis semanas de prática. Quem corre na rua não deve fazê-lo próximo ao meio-fio. Essa região é inclinada para facilitar o escoamento da água das chuvas, o que leva a forçar mais um joelho do que o outro.
5. Quando estiver acostumado a correr em terrenos planos, você poderá inserir subidas e descidas no treinamento. Nessas inclinações, muda o centro de gravidade do corpo. Na descida, a contração excêntrica (contração em alongamento) gera uma dor tardia. Subindo ou descendo, sempre inicie o movimento com o calcanhar antes de apoiar a frente do pé.
6. Associe a corrida a um programa de condicionamento físico, com exercícios que exercitem outros grupos musculares. Fortalecer os músculos abdominais é muito importante, pois eles são os principais responsáveis pela sustentação da coluna.
Com que roupa
7. Correr é sinônimo de usar vestimentas leves. Os shorts devem ter uma abertura lateral para não dificultar o movimento das pernas. Mulheres devem substituir o sutiã por tops que dêem melhor sustentação à musculatura do seio, desenhados especialmente para a prática de esportes. Procure também meias especiais para a corrida; elas absorvem melhor o suor e provocam menos fricção nos pés.
8. Os tênis, além de ter amortecimento, devem ser adequados ao tipo de pisada do corredor: pronada (com rotação para dentro na movimentação do calcanhar para a ponta), supinada (rotação para fora) ou neutra (rotação para a frente). Ao escolher o calçado, procure um número que permita a distância de um dedo entre a ponta do dedão e a ponta do calçado.
9. Não use o mesmo tênis todos os dias, pois isso desgasta o calçado. Tente revezar. Além disso, preste atenção à durabilidade do tênis - especialmente de seus sistemas de amortecimento.

sábado, 28 de março de 2009

Exercícios após ataque cardíaco não devem ser interrompidos




Fonte: G1
Estudo demonstra que efeito benéfico pode ser perdido em semanas.Pesquisa foi conduzida com 228 sobreviventes de ataque cardíaco.
Alguns importantes benefícios de se exercitar após um ataque cardíaco podem desaparecer em semanas caso o exercício seja interrompido, conforme relata um novo estudo.
Os pesquisadores examinaram a flexibilidade de uma artéria na passagem do sangue em 228 sobreviventes de ataques cardíacos. As artérias tiveram uma expansão média de 4,2%, em comparação aos 10% considerados normais em pessoas saudáveis.
Então, os cientistas dividiram os pacientes em quatro grupos para realizar um treinamento de resistência e exercícios aeróbicos, ambos juntos, ou nenhum programa de exercício.
Finalmente, os praticantes de exercícios interromperam o programa, permanecendo ociosos por quatro semanas.
O estudo, publicado na edição de 16 de março do periódico "Circulation", descobriu que a dilatação aumentou para 5,3% em pessoas que não tinham se exercitado, mas para uma média de mais de 10% no grupo que se exercitou. Após quatro semanas de interrupção, a dilatação retornou praticamente aos níveis iniciais em todos os três grupos de exercício.
"A reabilitação cardíaca é barata", disse Margherita Vona, principal autora e diretora de reabilitação cardíaca de uma clínica em Glion-sur-Montreux, Suíça. "Porém, o preço de perder seus benefícios é alto. É importante educar pacientes em relação aos exercícios, e essencial que eles continuem no longo prazo", afirmou a médica

Dores nos isquiotibiais durante a corrida!


Fabricio pergunta: " Rogério,interessante o seu site, moro numa cidade perto de você . Gostaria de te fazer uma pergunta: Durante as minhas corrida, sinto uma dor intensa na parte posterior de minha perna. Um médico amigo meu, relatou que era uma distensão, mas ainda não fui ver realmente. O que pode ser e como melhorar? Parabéns!"

Fabricio, obrigado por visitar o blog e espero que as informações aqui estejam ajudando você. Bom, vamos lá, tentarei ajudá-lo. A primeira coisa que eu posso te dizer é que deve realmente procurar um médico e ver se realmente é a lesão que relatou. Vou falar um pouco sobre ela para que você saiba melhor.
A distensão nos musculos isquiotibiais ou posteriores de coxa, são comuns e suas causas são numerosas. Existem vários graus de lesão, sendo o mais comum a sensibilidade dolorosa, dor a palpação e um mínimo edema.

A lesão normalmente é associada a contração rápida e explosiva que envolve a "atividade rapida" podendo levar à distensão dos músculos isquitibiais. Existem diversar teorias para que aconteça esta distensão, entre elas, o desequilibrio com o musculo quadriceps. Outras possibilidades são a fadiga, a postura na corrida e na marcha, discrepância dos membros inferiores, diminuição da amplitude de movimento e desequilibrio entre os musculos isquiotibiais medial e lateral.

Duas fases na corrida mostram que a fase de apoio e a recuperação podem predispor à distensão dos músculos isquiotibiais. Durante a fase de apoio, ocorre o toque do pé, o médio apoio e seu desprendimento. Durante a fase de recuperação, ocorre o impulso para a frente, o balanço e a descida do pé. Dados revelam que estas duas fases são onde os isquiotibiais são mais suscetíveis a lesão.

Fabricio, de qualquer forma a recomendação é pegar leve no treinamento, colocar gelo sempre e verificar isso com um médico Ortopedista ou Fisiatra. É a melhor recomendação que eu posso lhe dar. Após isso, dependendo do grau de lesão, um bom fisioterapeuta ou profissional de educação física podem indicar exercicios para a melhora e fortalecimento dos isquiotibiais. Abraços e Boa Sorte!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Novo vídeo da Fit Labore!

Olá Pessoal! A Fit Labore Assessoria Esportiva fez um vídeo promocional para ser vinculado entre as pessoas! Aproveitem!



Acessem o link ao lado: Fit Labore Assessoria Esportiva Vídeo

terça-feira, 24 de março de 2009

Exercícios aeróbicos mantêm a pessoa jovem



Uma pessoa que realiza exercícios aeróbicos pode atrasar a sua idade biológica em até12 anos, de acordo com uma pesquisa publicada no British Journal of Sports Medicine. Corrida e outros tipos de exercícios aeróbicos aumentam o consumo de oxigênio do corpo e seu uso na geração de energia (metabolismo).Porém, um declínio constante no poder aeróbico máximo começa na meia idade, caindo cerca de 5ml/(kg/min) a cada década, de acordo com informações da análise.Quando o poder aeróbico máximo cai para cerca de 18 ml, entre os homens, e 15 ml,entre as mulheres, torna mais difícil realizar qualquer atividade física sem sentir fadiga.Um homem sedentário de cerca de 60 anos tem um poder aeróbico máximo de cerca de 25 ml, aproximadamente metade do que tinha aos 20 anos. Mas a pesquisa mostra que um longo período de exercícios aeróbicos relativamente intensos pode aumentar o poder aeróbico máximo em 25% (cerca de 6 ml), o que equivale entre 10 e 12 anos biológicos.

segunda-feira, 23 de março de 2009

Como prevenir e enfrentar bolhas na corrida!

Fonte: Folha de São Paulo
Corri minha primeira maratona em 4h00min20, se bem me lembro. E, ao lado da inexperiência, uma maldita bolha surgida no km 30 foi a culpada por eu não ter corrido sub4 de cara.
A bem da verdade, aquilo não foi exatamente uma bolha. Foi uma obra de arte, um trabalho artesanal que, a partir de um simples roçadinho, construiu uma coisa enorme, na planta do meu pé direito, pegando todo o pouco arco que tenho e ainda ocupando área maior.
O que me salvou foi a Eleonora, que me esperava no km 32, com minhas filhas, todas me incentivando. Não tive remédio senão abrir um sorrisão e continuar correndo, dando um pau na dor. Foi este, então, meu primeiro ataque às bolhas: quando aparecem, bato o pé no chão com mais força, para ela aprender quem manda, e sigo correndo. Isso faz a gente diminuir o ritmo e nem sempre funciona, pois as dores são grandes.
Já ouvi relatos de gente que desistiu de provas por causa de bolhas. E uma ultramaratonista de Taiwan, como você já leu neste blog, teve uma bolha infeccionada que serviu de porta porta para uma bactéria maligna, e a corredora acabou tendo as duas pernas amputadas.
Bom, voltando às bolhas. Desde aquela maratona, em 1999 (neste ano faço o décimo aniversário de maratonas, vou festejar em Porto Alegre, como é de lei), já tive bolhas, bolhinhas e bolhas, nos mais diversos pontos dos pés.
E me dediquei a procurar explicações para as malditas assim como formas de prevenção e tratamento. Vamos ver se consigo passar para você um pouco do que já li.
Bueno, primeiro precisamos saber que há três grandes variáveis envolvidas no processo de produção das bolhas. Se você me perdoa, chamo-as de variáveis "fixas", por mais que a expressão seja contraditória, pois são conhecidas. Falo dos pés, das meias e dos tênis. E não é pouca coisa: só aí são 16 elementos de risco --24 se você contabilizar os espaços entre os dedos.
Primeiro: os pés devem estar limpos e secos, as meias também; os tênis precisam estar secos, pelo menos. A umidade contribui para aumentar o deslize dos elementos envolvidos, o que aumenta o risco de bolhas.
As meias devem ser justas; eu gosto até de tê-las um pouquinho apertadas, pois o tecido vai dar de si ao longo da jornada. Há hoje em dia meias de todo o tipo de material tecnológico, que promete absorver o suor e deixar o pé seco.
Cuidado: aprendi da pior maneira possível que elas têm uma vida útil limitada, diretamente proporcional ao número de vezes que são lavadas. Vão perdendo a elasticidade e o desastre vem (a minha meia predileta me deu duas bolhas na minha mais recente maratona).
Há quem goste de passar vaselina ou algum tipo de creme. Eu nunca usei e nem vejo a lógica de isso dar resultado, pois só deixa o pé mais escorregadio. O que já fiz, porém, foi passar creme nos pés na noite anterior (era uma dessas pomadas anti-inflamatórias, pois estava com dor nos pés). Não sei se isso ajudou ou não, mas o certo é que não tive bolhas.
Quando, porém, você tem bolhas durante uma prova, há basicamente duas coisas a fazer, se a prova não for alguma ultra longuíssima: ou você para ou você continua. Se continuar, o melhor, pelo menos pela minha experiência, é não fugir da bolha. Ao contrário, lute para manter a passada, mesmo que você tenha de dar umas porradas na bolha nos primeiros momentos. Acho que o risco de mudar a passada é muito maior do que a eventual redução de ritmo que a dor provocar nos primeiros momentos.
Bom, uma vez tida a bolha, o que fazer nos dias seguintes, como continuar treinando?
Se não for imprescindível, dê um descanso para os pés por um ou dois dias, especialmente se a bolha for na planta. Correr com dor, seja de que tipo for, é uma porcaria. Alguns acham que isso fortalece o espírito, mas imagino que, para muitos, o resultado seja exatamente o oposto. E um descanso sempre faz bem.
Se a bolha for entre os dedos, que é muito dolorido e, pelo menos para mim, demora mais para passar o efeito danoso, uma opção é usar uma dedeira de silicone. Não é a coisa mais confortável do mundo, mas dá para aguentar em treinos curtos.
Alguns recomendam furar a bolha com agulha esterilizada, mas ou você deixa isso para médicos ou especialistas ou você faz como eu e deixa a natureza seguir seu curso. Passar cremes ou deixar o pé de molho também não funciona: só deixa a pele mais delicada. Se a bolha estourar, mantenha a área limpa. Há quem recomende passar uma pomada antibacteriana, que me parece uma boa medida preventiva.E bola para a frente. Siga seu nariz que a vida é curta e os quilômetros são muitos.
Por Rodolfo Lucena

quinta-feira, 19 de março de 2009

Exercícios físicos intensos diminuem a fome, mostra estudo


Olá pessoal! Hoje estarei trazendo um matéria que saiu no Jornal Folha de São Paulo. Espero que gostem! Abraços



Exercícios físicos intensos diminuem a fome, mostra estudo.
Fonte: Folha Online

Se fôssemos máquinas, a relação seria simples: o combustível leva ao funcionamento, que exige mais combustível. Mas, em nosso corpo, essa equação apresenta certas singularidades, a começar pelo aparente paradoxo: quanto mais exercício, menos fome. Um estudo britânico divulgado recentemente mostrou que, após a prática de caminhada (atividade física moderada), os atletas sentiam fome normalmente. Mas, se os exercícios fossem de alta intensidade, eles perdiam o apetite. O resultado também variava conforme o tipo de treino. Constatou-se que quem fazia atividades aeróbicas perdia a fome por ainda mais tempo do que quem havia realizado atividades de resistência muscular. É algo que a dona-de-casa Magda Raso, 47, observa em seu dia-a-dia. "Quando volto da academia, não sinto fome. E isso é mais forte após o "spinning" e a corrida do que depois da sessão de musculação." Segundo o estudo, a supressão da fome é mais acentuada na primeira hora após o treino. Mas, comparando quem fez com quem não fez exercícios, observou-se que a diferença entre ambos era significativa por até duas horas. Após esse período, a fome volta a ser igual à de quem não treinou. O mecanismo pelo qual os exercícios afetam o apetite ainda não foi esclarecido. Uma das hipóteses é que essa resposta esteja ligada ao aquecimento do corpo durante a atividade. "Sugere-se que o aumento na temperatura corporal leve à supressão de apetite. Isso pode explicar uma supressão da fome mais intensa após a corrida do que após o levantamento de peso, já que a corrida provavelmente aquece mais o corpo", disse à Folha David Stensel, líder do estudo e professor da Loughborough University. Para testar a idéia, ele avalia agora o efeito da natação na fome. O que já se sabe é que os hormônios são peças fundamentais desse quebra-cabeça. No estudo conduzido por Stensel, a fome dos atletas foi "medida" por questionários e por exames de sangue, que avaliaram a concentração de substâncias como a grelina, hormônio que avisa o cérebro de que está na hora de comer. Quando nos alimentamos, entram em ação outros hormônios, que ativam a sensação de saciedade. Constatou-se que o treino intenso tanto reduz a concentração de grelina quanto eleva a liberação de PYY -um dos hormônios que levam à saciedade. Resultado: menos fome.


domingo, 15 de março de 2009

Como começar a Correr!!!


Fernanda comenta: " Rogério, sempre tive vontade de correr, mas nunca consegui! Quando eu estava disposta a tentar correr, eu corria no máximo 2 a 3 minutos com o coração na boca e desistia, pois achava muito sofrimento. Existe um jeito melhor de começarmos a pratica da Corrida? Muito Obrigada."

Olá Fernanda, tudo bem? Bom, para começarmos, muito obrigado pela primeira pergunta no meu blog, pois esta sua dúvida deve ser a dúvida de várias pessoas que eu já treinei e ainda treino. A verdade é que assim como engatinhar e depois aprendemos a andar, temos também que aprender a correr de um jeito "sabio".Muitas pessoas tem no imaginário a corrida como se fosse uma coisa de atleta. Elas saem para correr dando o seu máximo até onde "aguentar". Acontecendo isso, facilmente a frequencia cardiaca sobe e a pessoa não consegue manter aquele ritmo intenso por muito tempo e ai cansa! O motivo disso é a falta de condicionamento desta pessoa. Por acaso já aconteceu isso com você?O ideal é que a pessoa as poucos vá aumentando seu ritmo de corrida e sempre alternando o tempo de corrida com caminhada no começo. Um exemplo para uma pessoa que nunca correu, seria o de ela caminhar por 6 minutos e depois alternar na mesma velocidade da caminhada 3 minutos correndo com 2 minutos caminhando. Não é preciso aumentar a velocidade, pois automaticamente você fazendo o gesto da corrida será aumentada a Frequencia cardiaca e a sobrecarga nas articulações preparando você futuramente para uma velocidade maior quando estiver com um condicionamento melhor. Deste modo gradativamente , com o tempo e orientação de algum Profissional de Educação Fisica , vai-se aumentando o tempo de corrida alternando com o de caminhada, até que você consiga correr direto sempre precisar alternar com a caminhada!Fernanda, espero ter ajudado no esclarecimento de sua duvida. Procure um Profissional de Educação Fisica para orientá-la e depois comece a correr! Isso fará bem para você, para a sua saúde, para tudo na sua vida!! Abraços Fernanda e Boa Corrida!!!