segunda-feira, 26 de julho de 2010

Restrição calórica melhora memória e capacidade de aprender




Fonte: Diário da Saúde

Decisão inteligente

A restrição calórica - o termo técnico para "comer menos", ou adotar uma dieta com menos calorias - não é bom apenas para ter uma vida mais longa e mais saudável.

Cientistas do MIT, nos Estados Unidos, descobriram que o mesmo mecanismo molecular que aumenta a expectativa de vida através da restrição calórica também ajuda a melhorar a memória e incrementar a inteligência.

A pesquisa foi publicada no último exemplar da conceituada revista Nature.

Resveratrol

O resveratrol, encontrado no vinho e no amendoim, tem sido apontado como um ampliador da expectativa de vida porque ele ativa um grupo de enzimas conhecidas como sirtuinas, que ganharam fama nos últimos anos por sua capacidade de retardar o processo de envelhecimento.

Agora, os cientistas descobriram que a sirtuina 1 - uma proteína que nos seres humanos é codificada pelo gene SIRT1 - também melhora a memória e a flexibilidade do cérebro.

Além de dar maior suporte às rotinas alimentares com menos calorias, o trabalho poderá levar à criação de novos medicamentos para doenças como o Mal de Alzheimer e outras desordens neurológicas.

Sirtuina

"Nós havíamos demonstrado anteriormente que a Sirtuina 1 promove a sobrevivência neuronal nas doenças neurodegenerativas associadas com a idade. Nos nossos modelos celulares e animais da doença de Alzheimer, a SIRT1 melhorou a sobrevivência neuronal, reduziu a neurodegeneração e evitou as dificuldades de aprendizagem," conta Li-Huei Tsai, coordenador do estudo.

"Agora nós descobrimos que a atividade da SIRT1 também promove a plasticidade e a memória," diz Tsai. "Esse resultado demonstra o papel múltiplo da SIRT1 no cérebro, ressaltando ainda mais o seu potencial como um alvo para o tratamento da neurodegeneração e das condições com problemas cognitivos, com implicações para uma ampla gama de distúrbios do sistema nervoso central."

Gene da longevidade

Em um outro estudo, também realizado no MIT, os pesquisadores descobriram que o gene SIR2 é um regulador chave da longevidade na levedura e em vermes, usados como modelos em estudos desse tipo.

Os estudos, ainda em andamento, estão agora investigando se este gene altamente conservado também rege a longevidade nos mamíferos.

A versão desse gene nos mamíferos, o SIRT1, parece ter desenvolvido complexas funções sistêmicas na função cardíaca, no reparo do DNA e na estabilidade genômica.

Os cientistas acreditam que o SIRT1 seja ser um regulador chave de uma rota evolutivamente bem conservada que permite aos organismos lidarem com a adversidade.

Estes genes e as enzimas que eles produzem são parte de um sistema de retroalimentação que melhora a sobrevivência celular durante períodos de estresse, especialmente durante a falta de alimentos.

Tratamento do sistema nervoso

Este novo estudo mostra que o SIRT1 aumenta a plasticidade sináptica, as conexões entre os neurônios e a formação da memória.

Estas descobertas revelam um novo papel do SIRT1 na cognição e um mecanismo previamente desconhecido por meio do qual o SIRT1 regula esses processos.

Além de ajudar os neurônios a sobreviver, o SIRT1 também tem um papel direto na regulação da função cerebral normal, demonstrando o seu valor como um potencial alvo terapêutico para o tratamento do sistema nervoso central.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Mais exercício e menos remédio


Fonte:fapesp.br


Agência FAPESP – Um estudo verificou que mulheres acima de 60 anos que praticam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, como caminhadas, consomem menos remédios em comparação às que não têm o mesmo hábito.

A conclusão é de Leonardo José da Silva, no trabalho de mestrado “Relação entre nível de atividade física, aptidão física e capacidade funcional em idosos usuários do programa de saúde da família”, realizado na Universidade Federal de São Paulo com Bolsa da FAPESP.

Silva acompanhou 271 mulheres com idade acima de 60 anos que participaram do Programa de Saúde da Família, organizado pela Prefeitura Municipal de São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.

As participantes que cumpriram um programa de exercícios variados de no mínimo 150 minutos semanais apresentaram consumo de medicamentos 34% menor em comparação às mais sedentárias.

“Esse tempo mínimo de exercícios de 2,5 horas semanais é preconizado pela American Heart Association e pelo American College of Sports Medicine”, disse Silva à Agência FAPESP. Com menos de 10 minutos semanais de atividade física o indivíduo é considerado sedentário e entre 10 minutos e 150 minutos de exercícios por semana ele é categorizado como insuficientemente ativo.

Os resultados do estudo de Silva foram apresentados em maio no 3th International Congress Physical Activity and Public Health realizado em Toronto, no Canadá.

Silva contou com uma parceria entre a Unifesp e o Centro de Estudos de Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul (Celafiscs). Guiomar Silva Lopes, professora do Departamento de Medicina Preventiva da Unifesp e orientadora de Silva, considera o programa oferecido pela cidade paulista aos idosos uma valiosa fonte de pesquisa. “Trata-se de uma população pequena e estável, o que facilita o acompanhamento dos participantes durante prazos mais longos”, disse.

As atividades físicas disponibilizadas incluem caminhadas, exercícios de aprimoramento de força muscular, equilíbrio, flexibilidade e capacidade aeróbica. Há também visitas domiciliares feitas por agentes de saúde, nas quais os idosos são incentivados a praticar atividades físicas frequentes, como ir ao mercado ou fazer um passeio a pé.

O consumo de remédios das participantes da pesquisa foi avaliado por meio do cadastro da Secretaria Municipal da Saúde de São Caetano do Sul. Na base de dados estão registradas informações relevantes sobre todos os participantes do Programa de Saúde da Família, incluindo os medicamentos consumidos regularmente.

Economia de medicamentos

Segundo Guiomar, os resultados do estudo poderão subsidiar políticas públicas que incentivem a atividade física visando à prevenção e controle das doenças crônicas associadas ao envelhecimento, reduzindo despesas com medicações e internações.

“Podemos perceber a importância desse estudo ao constatar que o idoso consome, no mínimo, cinco medicamentos associados a doenças ligadas ao envelhecimento”, disse a orientadora.

A relação causa e efeito entre atividade física e consumo de medicamentos ainda está sendo estudada. A redução dos níveis de pressão arterial proporcionada pela atividade física é uma das hipóteses levantadas pelo estudo de Silva, uma vez que a doença é uma das mais comuns entre a população idosa, estando presente em mais da metade das pessoas acima de 60 anos.

O diabetes, com prevalência de 25% entre idosos, é outra enfermidade afetada pelo nível de atividade física. “Há estudos indicando que exercícios respiratórios aumentam a sensibilidade do organismo à insulina”, comentou a professora da Unifesp.

Esse efeito é importante para as pessoas em cujos organismos a insulina não atua de maneira eficiente. “A resistência à insulina tem alta prevalência na população idosa e se caracteriza pela menor resposta à insulina, com aumento discreto da glicemia e da insulinemia. Estes fatores juntos contribuem para a obesidade e o aumento do risco de doenças cardiovasculares”, disse.

As mulheres são as que mais se beneficiam da prática de atividades físicas, no caso levantado em São Caetano do Sul. Guiomar conta que a pesquisa se restringiu ao público feminino porque ele representa a grande maioria dos participantes do programa.

A professora ressalta que não são completamente conhecidas as razões que levam a menor participação masculina nessas atividades. “Sabemos que a mulher tem expectativa de vida um pouco maior do que a do homem, aumentando a frequência de mulheres viúvas e sozinhas, porém esse fato não explica a absoluta ausência masculina”, disse.

Segundo Silva, o estudo destaca o fortalecimento da medicina preventiva, área que se encontra em crescimento e tem laços com a educação física. “A prescrição de medicamentos ainda é preponderante na prática médica. Podemos diminuir esse consumo de remédios com métodos de prevenção baratos e simples como a atividade física”, sugeriu.

Por Fabio Reynol

sábado, 10 de julho de 2010

79 anos, evelhecendo com saúde!

Foto:Médico Californiano John Turner que envelhece com qualidade aos 79 anos

Fonte:harvardmagazine.com

A imagem é de um atleta . As possibilidades ao vir a mente, é um de um atleta brilhante e jovem que correu, pulou , nadou ou que fez o seu caminho através dos Jogos Olímpicos no Verão passado. Juventude e esportes são uma equação de idade. Mas no dia a dia mais pessoas estão redescobrindo que permanecendo ativas ou realizando esportes podem estar muito bem em seus últimos anos .

Essa maior participação em atividades desportivas , naturalmente, pode levar a lesões por estar mais ativo - e devido às mudanças corporais , os atletas mais velhos estão em maior risco . Mas a comunidade médica, que é bem embasada em medicina esportiva para os jovens , não considera adequadamente as necessidades da medicina de esportes para o idoso, de acordo com o instrutor em neurologia David Burke , um médico de medicina física e reabilitação no Spaulding Rehabilitation Hospital, em Boston. "Muitas vezes , o médico de cuidados primários não aconselha um atleta lesionado mais velho para fazer o esporte mais, ao invés de dizer , a lesão tem que ser aceita , e veja como ela pode ser tratada , " diz ele.

Burke e os seus colegas na clínica muscular -esquelético Spaulding lançaram , talvez, o primeiro treino que os objetivos de medicina esportiva para atletas de 60 anos de idade ou mais velhos . Podem também ser o primeiro a identificar este campo como " medicina esportiva geriátrica. " "À medida que os baby boomers maduros estão envelhecendo ", diz Burke , " o envelhecimento para estas pessoas está vindo com frequência cada vez mais. Temos que estar preparados para lidar com eles. "

O que está em jogo é a qualidade de vida do atleta , explica Burke . As pessoas que mantêm sua força são menos suscetíveis a queda, uma das principais causas de ferimentos e até morte em idosos. As mulheres, que são vulneráveis à osteoporose após a menopausa, pode prevenir a perda óssea pela prática de esportes de peso. E o exercício é um tratamento eficaz para a depressão, para os idosos que estão em maior risco. " Quando as pessoas fazem coisas que são boas para eles na parte cardiovascular, é bom para elas mentalmente ", diz ele . " Não poderem mais fazer isso realmente muda a sua perspectiva sobre a vida inteira . "

Burke observa que grande parte do declínio da força e flexibilidade , normalmente atribuídas ao envelhecimento, decorre do desuso. "As pessoas achavam que aos 18 anos não era preciso fazer nada, alongar, atividade fisica, mas o envelhecimento e a queda de rendimento com a idade é inevitável ", diz ele . "Mas a perda de força é mais por falta de uso dos músculos que o processo de envelhecimento. " Aeróbica , musculação , corrida, tênis,natação e as artes marciais podem diminuir a perda de força .

Burke aconselha os atletas mais velhos a aderir a regras diferentes do que os jovens fazem. Atletas Senior, por exemplo, têm menos elasticidade do tecido. Assim, um jovem de 18 anos de idade pode fazer se exercicio sem alongamento, mas um maratonista octogenário deve esticar bem , antes e depois de correr ou enfrentar um aumento da possibilidade de dano muscular -esquelético. O metabolismo de atletas mais velhos também são menos flexíveis: eles não respondem tão bem às mudanças do corpo. Corredores jovens podem realizar o treino em um dia frio e permanecer alheio à perda e calor , mas os mais velhos corredores devem usar camadas de roupas , luvas e um boné. Em clima quente , os atletas mais velhos devem prestar atenção para a hora do dia e beber bastante agua . Um executivo de 30 anos de idade pode se recuperar rapidamente de exercicio de uma hora no almoço em um dia quente e úmido, mas seu chefe de 65 anos, deve esperar até que no início da noite , e tomar cuidados especiais para beber água antes e depois da corrida.

Naturalmente , as lesões continuam a acontecer . Mas os atletas mais velhos podem geralmente permanecer ativos por modificar sua rotina , Burke diz, "Corredores com uma artrite no joelho podem parar o progresso da lesão e reduzir a dor , alterando para um sapato de mais de absorção de choque , e executando em um superfície mais macia (uma grama ou esteira em vez de uma rua ), alterando passo para minimizar o salto, e evitar descidas . Os participantes mais velhos no esporte favorito de Burke, tae kwon do , pode prevenir lesões, começando com um programa formal de alongamento, não quebrando a madeira com as mãos e não dando chute superior a menor costelas do adversário .

Burke , um segundo grau faixa preta , viu um colega de tae kwon do usar esses métodos enquanto avança de faixa branca (o nível iniciante ) com idade entre 67 a faixa preta (nível expert) aos 71 anos . A lição aprendida : a idade e a lesão não significa necessariamente que um atleta deve recuar. "Você não pode mudar o esporte o suficiente para continuar ", diz Burke . " Mas a maior parte das vezes , você pode."

Radosevich Lynda

quarta-feira, 7 de julho de 2010

1 Corrida e Caminhada Turistica de Piracicaba



Olá Pessoal,
Antes de mais nada peço desculpas pela demora em colocar as fotos no nosso blog ou site da 1 Corrida e Caminhada Turistica de Piracicaba. Bom, a corrida foi organizada pela Construtora Cataguá e foi uma das corridas mais bonitas que participei. O percurso foi otimo e muito lindo, passando pelo engenho central, rua do porto, av cruzeiro do sul e chegada em frente ao casarão turistico de Piracicaba. Ao todo tivemos 45 pessoas entre as pessoas da Fit labore e a Academia R Personal Training, aonde temos uma parceria. Nesta corrida acompanhei o meu aluno Vinicius, que fez a sua 1ª prova de 10 k. Parabéns Vinicius! E parabéns a todo o nosso grupo que participou e esta se encantando com a corrida, que a cada dia cresce mais! Vamos para as proximas!O nosso amigo, Augustão, membro da Fit labore, colocou no blog dele o que ele achou da prova! Alias, ele vendo umas camisetas para corrida bem legais! Confira em http://blog.vamoscorrendo.com.br/?p=2323.
As fotos para quem quiser ver da corrida estão no flickr da academia R Personal Training. Confira no http://www.rpersonal.wordpress.com/

Abraços

Rogério cardoso





segunda-feira, 5 de julho de 2010

Mulheres ganham nova fórmula para frequência cardíaca




Fonte: Folha.com

A fórmula clássica para calcular a frequência cardíaca (batimentos por minuto) máxima e nortear exercícios não serve para mulheres.

É o que concluiu um grupo da Universidade Northwestern, em Chicago, que há 18 anos estuda o coração do público feminino.

Há 40 anos, a frequência cardíaca máxima (FCM) é definida por uma conta simples: 220 menos a idade da pessoa. O resultado condiz com o que foi observado em pesquisas populacionais.

O problema é que a participação de mulheres nessas antigas pesquisas era mínima. Por isso, os dados não são precisos, diz a coordenadora do novo estudo, a cardiologista Martha Gulat.

Em entrevista à Folha, Gulat diz que a fórmula deve se tornar padrão. "Não somos "homens em tamanho menor", e até hoje não havia dados sobre mulheres em relação à frequência cardíaca. Fizemos um grande estudo e as evidências são muito fortes."

Publicado no "Circulation", da Sociedade Americana do Coração, o estudo incluiu 5.500 mulheres. E concluiu que a FCM da mulher é entre oito e dez batimentos/ minuto menor do que a do homem da mesma idade.

"Sabendo sua FCM de forma precisa, a mulher pode atingir os objetivos pretendidos com o treino", diz Gulat.

A cardiologista também diz que o novo padrão permite diagnósticos mais realistas no teste de esforço (eletrocardiograma na esteira).

Segundo Turíbio Leite, professor de medicina do esporte da Unifesp, esse é o primeiro estudo avaliando diferenças de gênero na FCM. "Tem fundamento, mas não sei como será a aplicação."

A maior dificuldade, segundo Gulat, é fazer o cálculo: 206 menos 88% da idade. "Uma calculadora resolve. Estamos preparando um aplicativo para iPhone e internet", conta ela.

POUCOS ESTUDOS

"A mulher não se iguala ao homem no desempenho físico. Há poucos estudos específicos para elas", concorda o cardiologista e médico do esporte Nabil Ghorayeb.

Para Ghorayeb, montar treinos baseados em índices femininos é interessante, mas é preciso mais pesquisa para validar a nova fórmula.

Cláudio Silva, presidente da Associação Brasileira de Academias, diz que o ideal seria incorporar já esses dados. "Os fabricantes poderiam imprimir as novas tabelas nos aparelhos", diz.

Hoje, muitas esteiras têm no painel um quadro com as frequências cardíacas segundo a fórmula que não diferencia homens e mulheres.

Embora haja um desvio padrão, a frequência máxima obtida por fórmula é fixa para cada ano de vida. O condicionamento permite que a pessoa aumente a intensidade da atividade sem ultrapassar a "zona-alvo" do treino. São frequências entre 65% e 85% da máxima, que atendem a diferentes objetivos.

CÁLCULO DEIXA TREINO MAIS SEGURO

Saber com mais precisão a sua frequência máxima permite maior controle do treinamento e obter melhores resultados com menos esforço. Também há menor risco de exceder os limites seguros durante a atividade, de acordo com Cleiton Libardi, do Laboratório de Fisiologia do Exercício da Unicamp.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Entenda a diferença entre isotônico e hidrotônico




Fonte: O2 por Minuto

Entenda a diferença entre isotônico e hidrotônico e veja qual faz o seu perfil na hora da atividade física

Uma dúvida frequente entre os esportistas é qual a melhor opção de bebida esportiva, as isotônicas ou as hidrotônicas. Mesmo com uma modificação pequena em suas composições, há sim diferença entre ambas. Entretanto, como são indicadas para o mesmo público-alvo, pode haver confusão na hora da escolha.

O isotônico é uma bebida energética formulada através de água, carboidratos e uma alta concentração de sais minerais, o que é essencial para quem pratica exercícios físicos em alta intensidade. Como está na mesma composição do organismo do ser humano, a reposição de eletrólitos é bem mais rápida que o normal. No mercado encontram-se nesse segmento as marcas Gatorade, Powerade e Marathon.

Já o hidrotônico é formada pelas mesmas substâncias que o isotônico, porém com menos eletrólitos, o que é mais indicado para atletas que fizeram um treinamento mais moderado, sem tanto desgaste físico e perda de água pelo suor. Esse repositor pode ser encontrado nas bebidas como o i9.

Ou seja, quem praticar exercícios mais intensos e que resultem em um desgaste muito grande, é recomendado o isotônico. Para os exercícios mais moderados, mas que mesmo assim necessitem de uma reposição líquida de sais minerais, o hidrotônico é a melhor opção.

As funções

A prática de exercícios físicos traz ao atleta um desgaste natural, o que faz dos repositores líquidos uma ótima opção para o corpo manter-se equilibado. “Com a prática de exercícios perdemos sais minerais, como sódio e potássio, e ainda gastamos energia. Estes produtos servem para repor isso e manter nosso rendimento no exercício”, afirma Luís Ricardo de S. Alves, nutricionista esportivo da Nutrição Fácil.

Por causa do alto desgaste físico, a água pode não ser suficiente para recompor os sais minerais. “Quando corremos perdemos muito líquido pelo suor, e com ela também se vai os sais minerais. Então a água pode não ser suficiente para essa reposição, precisando dessas bebidas”, completa Ana Paula Souza, nutricionista da Clínica de Nutrição Santé.

Indispensável?

Para muitos atletas, os isotônicos e hidrotônicos são indispensáveis e estão presentes nas maiorias dos treinos e provas. Mas, eles são tão indispensáveis assim? Para o nutricionista Luís Ricardo eles não são tão insubstituíveis.

“Dependendo do tipo de treino e intensidade, os corredores não precisam deles em nenhum momento. Mas dependendo da prova, como uma maratona, esses produtos são indispensáveis, como também o uso de carboidratos”, diz.

Para o seu uso, fica a dica da Ana Paula sobre o momento certo de usufruí-los. “Eles podem ser ingeridos antes, durante e depois da prova. Se o atleta se alimentou antes, é melhor esperar para bebê-los após 40 minutos. Ao final do exercício também é recomendável para equilibrar o nível celular”, finaliza.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Alimentos comuns do dia a dia podem acabar com a sua dieta



Fonte: Med Plan.com.br

Poucas pessoas sabem a quantidade de gordura e sódio encontrada em produtos muito usados no dia a dia, como o presunto, a maionese e os laticínios.

Quem quer emagrecer sabe que deve passar longe daquela massa com molho quatro queijos ou do double cheeseburguer do fast-food. Mas o que poucos percebem é que muitos alimentos encontrados na nossa geladeira podem tornar a missão de controlar as calorias bem mais difícil. A médica americana Elaine Magee, coordenadora do site "Recipe Doctor", afirma que poucas pessoas sabem a quantidade de gordura e sódio encontrada em produtos muito usados no dia a dia, como o presunto, a maionese e os laticínios. Confira a lista da especialista do que deve ser eliminado da geladeira durante a dieta:

Maionese - O produto deixa os sanduíches muito mais gostosos, mas é uma bomba calórica. Um quarto de xícara de algumas marcas chega a ter 360 calorias e 40 gramas de gordura. Quem não consegue se limitar a uma ou duas colheres de chá de maionese deve riscá-la do cardápio. Elaine sugere substitui-la pela mostarda, o molho barbecue ou os de pimenta. Se a vontade ainda é grande, opte pela maionese light, que tem cerca de 35 calorias e 3.5 gramas de gordura por colher de sobremesa.

Refrigerante e bebidas alcoólicas - É sabido que os refrigerantes açucarados fazem mal à saúde. Mas e os com chá verde ou vitaminas? Para a especialista, estas bebidas são tão ruins quanto o refrigerante comum, fontes de calorias vazias que estimulam o apetite e não satisfazem a vontade de doce. Já o álcool sobrecarrega o fígado, desacelera o metabolismo e é bem fácil de ser consumido em exagero.

Embutidos - É difícil viver sem presunto, salsicha, mortadela e salame, mas fique sabendo que estas carnes são péssimas para o organismo. A maioria contém excesso de sódio e gordura (cinco fatias de salame têm 310 calorias), e ainda tem um preservativo perigoso, o nitrito, que está ligado ao aparecimento de alguns tipos de câncer. O excesso de sódio na dieta pode causar pressão alta e aumentar o risco de doenças cardíacas e derrames. Na hora de preparar o cachorro-quente, uma opção melhor são as salsichas de peru ou de soja, que têm bem menos gordura.

Laticínios integrais - Apesar de boas fontes de proteína, cálcio e vitamina B12, estes produtos também são ricos em gordura e colesterol. Não é preciso riscar o leite, o iogurte e o queijo do cardápio, só trocá-los por suas versões desnatadas.

Sorvete - Os sorvetes, principalmente os da linha premium, com certeza estão entre os produtos mais gordurosos na sua geladeira. Uma bola pequena de sorvete de chocolate com pedaços de brownie ou macadâmia chega a ter 290 calorias, 16 gramas de gordura e 27 gramas de açúcar. A dica de Elaine Magee é trocar o sorvete por sua versão light ou pelos feitos com iogurte ou, melhor ainda, preferir sempre os à base de frutas e sem leite na composição.

Molhos de salada - Cuidado com o tempero da sua salada, principalmente se você gosta dos molhos cremosos. Uma colher de molhos como o ranch ou blue cheese pode ter cerca de 120 calorias e 12 gramas de gordura. Não é preciso evitar os molhos por completo, mas sim usá-los com moderação. Uma boa ideia é usar um borrifador ou um pincel culinário, que alcançam todas as folhas com uma quantidade mínima de molho.

Congelados - Batata frita, pizza, lasanha e salgadinhos congelados têm quantidades altíssimas de sódio, geralmente o recomendado para um adulto no dia inteiro. Até mesmo os alimentos das linhas diet ou light costumam conter muito sal, já que a substância realça o sabor e ajuda a preservar o prato. Quem não vive sem congelados deve ler os rótulos com muita atenção ou, melhor, separar um dia da semana preparar os alimentos em casa e congelá-los para o resto da semana.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

A onda nas academias é aumentar a força respiratória e muscular


Fonte: Isto É - Independente

Foco na resistência

Depois da modelagem física, agora as academias investem em atividades para aumentar a força respiratória e muscular

Abdome, braços e pernas durinhos e alongados. Em geral, este era o objetivo principal dos exercícios prescritos nas aulas das academias de ginástica. Agora, acaba de entrar na lista de prioridades também aumentar a resistência muscular e respiratória. Por isso, boa parte das novidades que estão chegando a esses estabelecimentos está voltada para essa finalidade.

A ênfase na melhora da resistência é a demonstração mais recente das mudanças pelas quais a malhação oferecida nas academias vem passando nos últimos anos. Depois da onda da aeróbica, por exemplo, veio a febre dos chamados exercícios zen, pontuados por movimentos de ioga e pilates. Ela foi absorvida pelos estabelecimentos porque havia - como ainda há - uma demanda por parte dos alunos, sedentos por atividades que garantissem um pouco mais de bem-estar.

Desta vez, tornou-se muito claro que hoje as pessoas também precisam melhorar sua disposição e energia para enfrentar um cotidiano cada vez mais corrido e exigente. "E os exercícios formulados para aumentar a resistência respiratória e muscular acabam proporcionando isso aos alunos", explica o professor Bruno Lima, da academia A!Body Tech, do Rio de Janeiro. "As pessoas se cansam menos e ganham maior força nos músculos para enfrentar uma rotina cheia de compromissos."

Na academia carioca, as opções oferecidas foram as aulas feitas na areia fofa da praia. Durante as atividades, os alunos usam miniparaquedas acoplados nas costas e fazem pequenos circuitos de corrida utilizando uma banda elástica que os obriga a fazer mais força. E, por serem executados na areia, os movimentos exigem um esforço muscular e respiratório maior, aumentando o gasto calórico. Além disso, obrigam o aluno a desenvolver mais equilíbrio.

Em São Paulo, a academia Competition lançou o Sensation.comp. É uma modalidade praticada com auxílio de fitas resistentes que estão fixadas no teto da sala de aula. Os alunos se prendem a essas cordas e fazem movimentos dinâmicos que exigem equilíbrio, concentração e força.

O treino é intercalado com corridas dentro da sala e exercícios de pular corda. "Essa combinação também ajuda os praticantes a ganhar consciência corporal", afirma Ivo Moraes, coordenador de ginástica da Competition. Na Runner, também em São Paulo, há uma alternativa que combina os exercícios convencionais com gestos de artes marciais. Tudo para potencializar a força muscular tão necessária atualmente

terça-feira, 8 de junho de 2010

Correr ajuda a manter as mulheres dentro de padrões ideais de saúde e bem-estar








Fonte: O2 por Minuto

Correr ajuda a manter as mulheres dentro de padrões ideais de saúde e bem-estar. Além disso, podem ficar mais belas e felizes

Mais saudáveis

Um estudo realizado pela Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, em 2002, mostrou que a solução é simples: 60% a 70% das mulheres pesquisadas que iniciaram a prática da corrida diminuíram os sintomas da TPM, com o aumento da taxa metabólica basal. Além de diminuir os males causados pela TPM, as alterações provocadas pela corrida tornam as mulheres mais saudáveis.

O esporte é capaz de fazer com que as mulheres fiquem na faixa de normalidade em relação à pressão arterial, IMC (índice de massa corporal), glicemia e colesterol. O resultado é ganho em saúde, pois gera grandes estímulos no organismo. Quem afirma é Fábio Torres, médico cardiologista que atua no centro de reabilitação cardiopulmonar da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) e responsável pela ergoespirometria do Hospital São Lucas da mesma universidade:

“Para as mulheres que já possuem bom condicionamento físico, a caminhada ou atividades muito leves não conseguirão obter índices satisfatórios. Nesse caso, precisam ultrapassar limites do limiar anaeróbico 1, para ganhar no sistema cardiovascular”, afirma Torres.

Muito melhor para as corredoras

De acordo com José Kawazoe Lazzoli, cardiologista especialista em medicina do esporte e presidente da SBME (Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte), mulheres que praticam esporte têm cerca de cinco vezes menos chance de ter hipertensão comparadas a sedentárias. “E mais, a corredora com atividade de três vezes por semana gasta cerca de duas mil kcal por semana, o que diminui muito a chance de desenvolver doenças cardiovasculares”, explica Lazzoli.

Com a prática de uma atividade aeróbica como a corrida, também ocorrem alterações nas enzimas do fígado, que favorecem o aumento do HDL — o “colesterol bom” —, que retira a gordura das artérias. “E também a perda de peso gerada pela corrida é capaz de diminuir a quantidade de gordura no organismo”, acrescenta o cardiologista.

No quesito glicemia, a corrida ajuda seus níveis a ficarem estáveis, principalmente para portadores de diabetes do tipo 2, também chamada de diabetes da meia-idade, que dificulta o transporte de glicose pela corrente sanguínea. “A prática esportiva ajuda a melhorar os receptores de insulina nas células, que é defasado em pessoas diabéticas”, diz.

E mais: “Com mais força na circulação, diminui a pressão arterial e evita-se a sobrecarga no coração e, conseqüentemente, o infarto. Por isso a prática esportiva é usada no tratamento de hipertensão”, completa o cardiologista Torres.

Análises clínicas na prática

No dia anterior a uma corrida feminina em 2008, foram realizados 278 testes de screenings (ou seja, um check-up simplificado) para avaliar pressão arterial, IMC, glicemia e colesterol. Graças a uma vida ativa, os resultados médios da maioria das participantes foram considerados excelentes.

Quem os analisou foi o presidente do Departamento de Ergometria e Reabilitação da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia) Ricardo Vivacqua. “Considerando que a maioria das corredoras tem entre 30 e 34 anos, tais resultados denotam que a pressão arterial está estável em decorrência da prática da corrida. O colesterol está excelente e o índice de massa corpórea está dentro dos padrões normais”, afirma Vivacqua.

Para Carlos Soares, responsável pelos programas de medicina preventiva da Omint (empresa de planos de saúde), especialista em medicina preventiva, administração em serviços de saúde e bioética, esses check-ups devem ser feitos sempre para analisar os resultados isoladamente, pois um IMC na faixa normal não isenta a mulher de uma alta taxa de colesterol. Soares ainda compara o corpo a um carro, que sempre necessita de revisão.

“Quem pratica esportes também está sujeito a problemas. Por isso, a importância dos exames. Identificando alguns distúrbios, basta um ajuste na dieta ou no treinamento, para evitar doenças e acidentes mais graves”.

Além de saudável, mais bonita

Lazzoli acrescenta que o coração é o primeiro órgão a se beneficiar com a corrida. Em seguida, o cérebro tem melhorias no funcionamento. O esporte praticado regularmente inibe a atividade do neurotransmissor receptor de serotonina, que causa depressão. Isto é, a corrida ajuda a evitar distúrbios de humor, além de deixar a mulher mais disposta.

A aparência também melhora devido à melhoria da qualidade do sono, pois os níveis de estresse são diminuídos no dia-a-dia. Para completar a beleza da pele, a circulação sanguínea melhora a distribuição de nutrientes e sais minerais, deixando-a com mais brilho e livre de toxinas.

Por fim, a corrida, por conta do impacto, influencia a densidade óssea, aumentando-a, e, assim, ajuda a combater a osteoporose, problema que atinge um grande número de mulheres.

Faça o seu teste

Para ter certeza de que a saúde está em dia, se a pressão arterial, o IMC, a glicemia e o colesterol estiverem dentro da média estabelecida como normal, indicam que a pessoa corre menos riscos de ter doenças cardiovasculares e de desenvolver diabetes. Esses valores dentro do normal indicam que não há acúmulo de gordura subcutânea e risco de se depositarem nas artérias, menos açúcar circulando no sangue e sistema cardiovascular mais eficiente, a menos que a mulher tenha uma predisposição genética muito acentuada.

Índices de normalidade
Pressão arterial: 10 x 6 mmHg (média)
IMC: entre 19 e 25
Glicemia: entre 70 mg/dl e 100 mg/dl
Colesterol: abaixo de 200 mg/dl

terça-feira, 1 de junho de 2010

Na corrida, respiro pelo nariz ou pela boca?

Fonte: O2 por Minuto

Pelo nariz ou pela boca? Veja as dicas de treinadores de como deixar sua respiração melhor durante a prática do esporte

Qual é a forma ideal da respiração durante os treinamentos e provas? Essa é uma das maiores dúvidas dos iniciantes, e até mesmo de muitos veteranos na corrida. A resposta desta pergunta é essencial para o desenvolvimento dos atletas.

Segundo Marcelo Lopes, diretor técnico da assessoria esportiva Run All Away, uma boa respiração durante o exercício físico é essencial para que o corredor possa dar suas passadas de maneira confortável.

“Se o atleta não achar um pace ideal, o desenvolvimento dele pode ser prejudicado. A oxigenação durante a corrida é fundamental e, se ela não estiver correta, pode atrapalhar o corredor, que sentirá algumas dores abdominais”, afirma Lopes.

Como fazer?

É difícil falar de regras na respiração na corrida quando, na verdade, cada atleta deve encontrar a maneira que se sinta melhor. Porém, algumas técnicas podem ajudar na hora das passadas.

Sandro Figueiredo, diretor técnico do Treinamento Esportivo Sandro Performance sugere: “A maneira ideal de se respirar é inspirar o ar pelas narinas e soltá-lo pela boca de uma forma que seja confortável para o atleta e que não haja nenhuma dor”, resume.

O que dificulta muitos corredores é encontrar essa “forma ideal”. Para ajudar na busca de uma respiração regular, Marcelo Lopes afirma que o importante é o atleta não forçar e respeitar sempre seus limites.

“Para respirar bem, o corredor tem que conseguir uma forma agradável de fazer essa troca de ar. Para encontrar esse pace, ele deve se basear nas suas passadas, tentando achar um tempo ideal”, afirma Lopes, que ainda recomenda inspirar a cada duas passadas em uma corrida mais leve.

Sem dor

Na maioria das vezes, quando respiramos de uma maneira equivocada, uma forte dor abdominal, principalmente do lado esquerdo, começa a aparecer. A famosa dor no baço é causada, ao contrário do que muitos pensam, não pela respiração excessiva pela boca e sim pela perda da cadência na respiração.

Para acabar com ela, a melhor maneira é diminuir o seu ritmo, pois ele deve estar exagerado. “Para acabar com a dor abdominal, causada pela má respiração, basta o atleta diminuir o ritmo e tentar, com mais calma, encontrá-lo novamente. Vai ser muito desconfortável continuar correndo da mesma maneira, já que as dores podem aumentar”, explica Figueiredo.

Com todas essas informações, encontrar o ritmo perfeito é questão de tempo e de trabalho, acabando de vez com as dores e realizando, a cada dia, um treino mais saudável e motivador.